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Michel F.M.

51 - 75 do total de 87 pensamentos de Michel F.M.

[Cantigas para Ninar Lenhadores]


Salgada esperança,
Posta para secar,
As entranhas pra fora,
Embaladas nos cantos
Da cruel inocência.


Para ser proposital
Exigiria muito treino e precisão,
Mas a incisão que fizeste em minha alma,
Veio calma e causou frustração hemorrágica.


Lenhador distraído,
Sem machado ou madeira,
Não sei mais distinguir
Entre a presa e a teia.


Minha atitude enérgica
Diante de tua presença e expressão,
Se findou, afogando-se em teus afagos
Apertados, desonestos, ensaiados num tom ártico.


As entranhas pra fora,
Embaladas nos cantos
Da cruel inocência.
Posta para secar,
Vem salgada a esperança.


Lenhador decidido,
Sou machado em madeira,
Eu sou água do mar
Em teu castelo de areia.


(Michel F.M. - Pacífico em Brasas - Trilogia Mestre dos Pretextos - 2017)

[Páginas Restritas]


Mofando num arquivo,
Mandamentos esboçados,
Teu altruísmo destrutivo,
Afastando os ajuntados.


O costume prejudicial,
Foi meu único aliado,
Neste impasse desigual,
Sou um ogro e seu cajado.


Ficaste com o todo,
E com as docilidades,
Sei que sou escroto,
Tu és a polpa das beldades.


As Páginas Restritas,
Nas quais te fixei,
São feitas de Renúncias,
Incontáveis que enfrentei.


Foste minha seiva,
Nutrindo o entusiasmo,
Até escoar num ralo,
Fétido de espasmos.


Pra mim restaram labaredas,
Poeira e carvão. E fui reduzido
Ao refrão de uma composição.


Eu fui os teus gravetos,
Foste meu combustível,
Queimamos o recato,
Na fogueira indefinível.


As Páginas Restritas,
Nas quais te fixei,
São feitas de Recusas,
Incontáveis que enfrentei.


Enfrento e enfrentaria,
Tudo o que enfrentei,
Pra ter as páginas restritas,
Nas quais te fixei.


(Michel F.M. - Conectatum - Esplêndida Face Magnífica)

Rima sobre Rima
(ou a Monografia Senil
de um Inovador Ultrapassado)


Do barulho infernal,
Ao brilho cegante,
Energia estridente,
Dissipada em instantes.


Nós somos as massas
E as minorias,
Saboreamos o bônus
E as consequências.


Fomos barbárie em harmonia,
Trouxemos uniformidade e conflitância.
Regamos os buquês floridos da melancolia,
Eufóricos desenfreados, anatomistas.


Portamos as causas e as epifanias.
Éforos da argumentação,
Baboseiras intimistas,
Infinitas.


Estratagemas, pilherias,
Ardis e trapaças,
Emboscadas, astucias,
Arapucas, ciladas.


Não fazemos ideia
Dos porquês,
Ocupamo-nos
Apenas, do aroma dos buquês.


Que restem penas,
Cheiros, perfumes, odores,
Penachos, farroupilhas.


Que restem arenas,
Termas, gladiadores,
Pomares, pantomimas.


Que seja esta nossa sina.
Que reste apenas,
Rima sobre Rima.


(Michel F.M. - Delírio Absoluto da Multidão Atônita - Trilogia Mestre dos Pretextos)

[Entre Aliens e Unicórnios]


Surgimos de baixo da cama,
Por meio de lençóis e colchas,
Para além dos edredons,
Dos portais fabulantes,


De trás para frente,
De ponta cabeça, enfim,
Comece de novo,
Só comece novamente.


Remoendo a massada das rimas,
Bote o todo na betoneira dos poemas.


Você não quer que todo mundo entenda, não é ?!
Imagine como seria tedioso
Se todo mundo entendesse.
Mas não se aflija, pois não vão.


Para cá desta murada,
Não se vê tumulto, flagelos,
Nem filas ou reclamações,
As únicas interações são nossas
E para conosco,


Quando as nuvens do incômodo se aglutinam,
Despenca o toró, a torrente do alvoroço
E a alvorada nos enlaça saudosa.


Disseste que teu nome
Era diminutivo de lua,
Como recompensa te dedico
Esta soma empanada de estrofes.


Indissociável como estrógeno e progesterona,
Luara, o motivo inicial desta composição
Foi um tanto desvirtuado,


Mas considere o fato que registros efetuados
Tem como prêmio a posteridade,


Ficando assim estampado
Senão nas memórias pueris,
Ao menos em nossa comoção,
Deixemos todas as condições
E os bem feitos, serem como são.


Abandonados nos trópicos
Entre câncer e capricórnio,
Um humor sulfúrico para ti,
Vossa graciosidade se revela a sós.


Entre Aliens e Unicórnios,
Existem tantas teorias
Que não existem, por aí,
Mas que existem, para nós.


Ao menos em nossa comoção,
Deixemos todas as condições
E os bem feitos serem como são.


Serem
Como são,
Em nossa comoção.


(Michel F.M. - Pacífico em Brasas - Trilogia Mestre dos Pretextos - 2020)

[Mechas de uma Gueixa]


Uma garota me foi comovente,
Era da terra do Sol Nascente,
Herdeira de um trono desde criança,
Hoje mulher renegava a herança,


Inconformada com tanta tristeza,
Ajudava os mais fracos, verdadeira nobreza.
Deixou o seu lar o Vale dos Samurais,
Mas levou em seus atos o amor de seus pais,


E nos campos rasteiros das tulipas puras,
Me envolvi com a gueixa das mechas escuras,


As lembranças que ela me deixa,
São as mechas de uma gueixa,
As lembranças que ela me deixa,
São suas mechas minha gueixa.


As colinas azuis não esquecerei,
O código de honra eu cumprirei,
Os riachos gelados me fortificaram,
As folhas secas me aqueceram,


Os olhos da gueixa me enfeitiçaram,
Seu sorriso e sua boca me converteram.
Os fogos das festas desenham no ar,
No Oriente pretendo estar,


Mas uma lacuna cresce dentro de mim,
O medo da gueixa nunca mais me encontrar.


As lembranças que ela me deixa,
São as mechas de uma gueixa,
As lembranças que ela me deixa,
São suas mechas minha gueixa.


Ela me levou até os confins,
Desde a muralha aos pequenos capins,
Ela me mostrou a força dos anciãos,


E jovens budistas ensinando cristãos,
Tanto as regras quanto as tradições,
Me ensinou a amar, transcender emoções.


As lembranças que ela me deixa,
São as mechas de uma gueixa,
As lembranças que ela me deixa,
São suas mechas minha gueixa.


(Michel F.M. - Áspera Seda: Volume Único - 2012)

Manual Supérfluo
dos Conselhos (inúteis)
Indispensáveis

Às vésperas do outono
Só nos resta esperar,
Pelo inverno rigoroso
Que se impõe sem hesitar.

Às vésperas dos sonhos
Mirabolantes, irreais,
Pulsando vigorosos,
Irresistíveis e nada mais.

Às vésperas do encontro
Ansiedade a escancarar,
Dos teus lábios saborosos
Um labor que nos enlaça.

Às vésperas de tudo
Quando tudo conflitar,
Só declame poesias,
Para alguém e doe graça.

Dos teus lábios saborosos
Um labor que nos enlaça,
Só declame poesias
Para alguém e doe graça.

(Michel F.M. - Pacífico em Brasas - Trilogia Mestre dos Pretextos - 2017)

[Tinta que Fere em Frases Avulsas]


Apinhadas de impropriedades,
Minhas poucas impressões,
São expressamente inapropriadas.


Nada nos pertence, pertenceu, pertencerá,
Tudo ficará suspenso, sem receio dos divórcios,
Quando formos embora, de novo.


Só há o cheiro do mato cortado,
A garoa que bate na terra e molha,
Lavando a poeira sufocante que cega,
Deixando o mormaço que aquece as folhas.


Suor dos teus poros, borrando a escrita,
A Tinta que Fere em Frases Avulsas.


Tua dedicação afogada em pântano,
A lamuria insistente teu único canto.
E último.


Nessa persistente desistência,
Desistente persistência, desistiu de nós,
Ou será que nós desistimos dela.


Não há mais a quem recorrer,
Afinal, somos nós a decorrência.
E a isso se referia,
A estúpida e sábia profecia.


Suor dos teus poros borrando a escrita,
A Tinta que Fere em Frases Avulsas,
Histéricas, concretas, poéticas, precisas.


(Michel F.M. - Delírio Absoluto da Multidão Atônita - Trilogia Mestre dos Pretextos - 2016)

[Ingrid, a Poderosa em Moletom]


Eletrificou-me a feição,
Feito as flechas furiosas
Que descendem dos céus,
Nas tempestades calorosas de verão.


No penteado, satisfação,
Musculatura facial num ar severo,
Descreveram historíolas,
Deixando o próprio Homero, no chinelo.


Ingrid,
Sucumbiu os pilares do paraíso,
Explodiu as aéreas quimeras etéreas,
Afundou-me nas garras do teu sorriso.


Hesitante, Zeus se prostra,
O mais sábio dentre os deuses,
Nada sabe; nesta mostra,
Está indeciso.


Hades abre com cautela,
Os portões do submundo,
Só pra vê-la desfilando,
Ao portar teus absurdos...


Aportando sem suspense,
A poderosa em moletom,
Enlouqueceria, o próprio,
Poseidon.


Ares, o pacifista,
Abandonou as estratégias,
Substituiu por ela,
O frenesi, na arte da guerra.


Ingrid,
Do paraíso extraiu os pilares,
Expandiu as etéreas manobras aéreas,
Arrebatou elogios aos milhares.


(Michel F.M. - Pacífico em Brasas - Trilogia Mestre dos Pretextos - 2017)

[Mensagem Fora da Garrafa]


O que é meu é para mim
e do teu quero um pouco,
vida estreita num segundo.


Ela se apresenta assim,
feita para alguém
e dedicada à todo mundo.


O que é seu é para ti
e do meu defeito louco,
a rudeza em tom imundo.


Invejo profundamente
pessoas que conseguem escrever
sobre a paz, em tempos de guerra,
Eu só consigo escrever
sobre a guerra,
mesmo em tempos de paz.


Tudo que se ganha é de grátis ?!
Não se engane,
o MUNDO está acabando,
Desde o princípio.


da pétala ao cabo,
só quero ser efêmero
como a flor,
porque ela pode acabar
e eu não ?!


Mas seja como for,
sei que um dia ainda me acabo,
Por aí.


O que é seu é para mim
e do teu não quero pouco,
há pureza num tom profundo.


O que é meu é para ti,
eis nosso defeito louco,
VIDA estreita num segundo.


Feita para alguém,
Ela se apresenta assim,
Dedicada à todo mundo.


(Michel F.M. - Pacífico em Brasas - Trilogia Mestre dos Pretextos - 2017)

[Une Chanson Pour la Fille]


Algo lhe disse,
Amanheceu pensamentos,
Habitou cromossomos
Por muitos períodos,
Temporadas inteiras.


Discursou sobre razões
Quando não possuía nenhuma,
Justificou-se, jorrando pretextos,
Argumentou dissertando,
Manuseando inquietudes.


Quis estabelecer parâmetros
Para o intangível,
Exaltando esquisitices peculiares,
Compreendia explicitamente
Interrogações que confundiriam
A maioria.


Une chanson pour la fille,
Le jardin des papillons,
La maison des papillons,
Les papillons et la fille.


Perspicaz ao portar um amontoado
De sensibilidades,
Alienava-se propositalmente,


Aliás, tua consciência,
Apresentava uma consistência
Autônoma, imune aos desvalores,
Isenta de desvalias.


Talvez e tão somente com tal incerteza,
Possa assegurar, não presenciei,
Nesta encarnação ao menos,


Alguém mais autossuficiente,
Rigorosamente verídica,
Autêntica, genuína.


Une chanson pour la fille,
Le jardin des papillons,
La maison des papillons,
Les papillons et la fille.


(Michel F.M. - Linha (Tênue) Rompida - Esplêndida Face Magnífica - 2013)

Floresta de Cactos


Talvez uma única vez
Isso tudo não tenha a ver
Somente conosco.


Independente
do que você espera de mim,


Me antecipo às suas
Expectativas,
Ajo inesperadamente.


Mesmo parecendo óbvio,
Artífice de ilusões,
Operário de angústias,
Artesão da alma.


Pesquisador da profilaxia,
Busco certa toxicidade salutar,


Acidez sonhando alcalina,
Desejando ser benigna.
Blá blá e blá.


Desbravador do espírito,
Um trabalhador braçal
Que lavora com tinta e papel.


Palavreados
Ambicionando
Palavrões.


Possuo todas as perguntas
Fundamentais e universais
E nenhuma resposta.


Talvez esta única vez
Isso tudo só tenha a ver
Conosco.


Pois é,
Sou sim um poeta,
Sou só,
Poeta.


Esse é meu ofício,
Meu karma,
Maldição
E magia.


Não posso te oferecer nada,
Além de poesia.


13/01/23
Michel F.M.

Brilho Fraterno para Caminhos Tortuosos


Ser canhoto,
Sinistro,
Escreve e chuta
Com a esquerda.


Persistente,
Inconformado,
Coração e sangue
Vermelhos.


Pulsante,
Ritmado,
Constante,
Valente.


Sua paixão
É o enfrentamento,
Seu grande amor,
A revolução.


13/01/23
Michel F.M.

Vim até aqui para Viver


Só é possível renascer,
Após a aceitação das múltiplas
Mortes que sofremos ao longo da vida.


Já morri tantas vezes
Que nem me recordo mais,
Cristalizando de volta o que não se desfaz.


Morrer é algo terrível e inaceitável,
Mas só se deixarmos de admitir
Que não se pode impedir o inevitável.


Vim até aqui para viver
E reviver com esperança renovada,
Reavivar motivações despedaçadas.


Uma mente poluída só vê o céu nublado,
Nós somos a necessária medida,
Entre plano ideal e projeto realizado.
Inflamar brasas enfraquecidas, apagadas.


Vim até aqui para viver
E reconstruir intenções estraçalhadas,
Uma última vez viver,
Formidavelmente e mais nada.


16/01/23
Michel F.M.

Tríplice Poema


1. [Ciclone]


Natureza,
Nem boa, nem má,
Apenas implacável.




2. [Definição Abdominal]


Tanque de guerra,
Tanque de roupa,
Tanquinho.




3. [Transbordado]


Ele teve tudo
O que todo mundo quer na vida,
Mas como todo mundo sabe,
Ter tudo nunca é o bastante.


22/01/23
Michel F.M.

Acumulador de Feitos Invisíveis


conquistou
todas as coisas
que se há
para conquistar,


menos fama,
sucesso,
luxo, dinheiro e poder.


ele de fato
não teve nada
que pudesse mesmo
se gabar,


exceto insistência,
consistência,
dignidade, afeto e saber.


23/01/23
Michel F.M.

Procedimento Padrão
em caso de Autocombustão


demonstre sempre o máximo da iniciativa. esteja sempre disposto a contribuir da melhor forma possível.


semeando paz, harmonia e eficiência, respeitando a hierarquia e atribuição de tarefas, com o equilíbrio perfeito.


cumprindo o designado com excelência, defendendo e exaltando os valores da empresa.


uma qualidade primordial que precisa exercitar, é a capacidade inesgotável de dizer tudo aquilo que querem ouvir. minta para eles, minta para todos, no fundo é o que todos querem ouvir e ver, mentiras e fingimento.


eles jamais saberão distinguir as sutilezas entre sarcasmo, cinismo e ironia, as distinções entre os mesmos, são exageradamente tênues. portanto, finja.


02/02/23
Michel F.M.

Um Punhado de Poeira Cósmica


há 13.8 bilhões
de anos,
o universo vem reunindo
os átomos
em movimento constante,


de infindáveis
maneiras,
para formar galáxias,
estrelas, planetas
e vida,


em instantes únicos,
inigualáveis.


especificamente
hoje,
este instante é nosso;
único;
inigualável.


13/02/23
Michel F.M.

[Desbravando as entranhas
da positividade delirante]


basta pensar
positivo,
a positividade
é o X da quextão,


alinhando
nossos chakras,
traçando
nosso mapa astral,


realizando
uma profunda
meditação.


contemplar
o mundo inteiro
ardendo,


enquanto enviamos
uma boa vibração.


04/03/23
Michel F.M.

Recálculo da Rota


Isso tudo,
Era tudo
O que eu queria,
Mas agora,
Não quero mais.


Michel F.M.

Obelisco


quando
prazerosamente
a vejo,
muitas hemácias
são bombeadas
para a glande do falo.


Michel F.M.

Balões coloridos
e aroma silvestre
de esterco fresco


A vida é tão detestável e apaixonante. Como alguém pode dizer que sabe alguma coisa?! Nenhum de nós pediu para estar aqui e agora que estamos, ninguém quer ir embora. Tudo o que queremos é ficar. Quem sabe, talvez. Nunca tivemos noção do que queríamos e agora só queremos ser. Queremos estar.
Os joelhos voltam a ranger, a cabeça latejante e a escápula inflamada, me presenteiam com outra noite gloriosa.


08/04/23
Michel F.M.

Novas ideias
para velhos problemas
sem solução


Nenhuma proposta, projeto, modelo, reforma, debate, mudará a Educação no sistema Neoliberal. Enquanto este sistema permanecer, não haverá melhora. Você pode vestir e maquiar um cadáver, mas ele continuará apodrecendo.


08/04/23
Michel F.M.

[Doce Prazer da Queda Livre]


a felicidade
não é real,


bem como
todos os outros
sentimentos
e emoções.


ela é apenas
uma percepção
criada por nossa mente,


através de um coquetel
hormonal
e uma poderosa dose
de neurotransmissores,


que ludibriam
nossa consciência,
nossas memórias
e projeções.


nada além de bioquímica.


mas apesar da física
ser impiedosa,
nem todo corpo
respeita a gravidade.


e te digo outra coisa,
é absolutamente fabuloso
estar entorpecido.


ainda que provavelmente,
estejamos equivocados.


10/04/23
Michel F.M.

[20 pras 3 da tarde
numa quinta-feira abafada]


Nascemos tarde demais, para dizer alguma coisa que nunca foi dita. Mas podemos trabalhar com a forma de dizê-la.


Talvez, apesar da consciência, o humano seja apenas mais uma espécie primitiva, no limiar da evolução, aguardando o empurrão para evoluir.


Desesperada por atribuir sentido a tudo, em um universo que não se importa com o significado de nada.


18/04/23
Michel F.M.

[O Próximo Capítulo]


Parar
ou
retroceder,
nunca foi
uma
opção.


Portanto,
só há
uma direção
que
nos interessa,
que
nos sobra.


Em frente.


Não podemos
ficar
ou
voltar,


só podemos ir.


03/05/23
Michel F.M.