Mauro 1Evaristo

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Procissão de defuntos
(1Evaristo)

Dividido entre aqui e ali,
Perdido entre cá ou acolá
O povo segue a se iludir
Que esse ou aquele vai melhorar.

Batendo na parede
Com martelo de plástico,
O povo vive guerra medieval nas redes,
Sem ver que nada melhora de fato.

Olho com certeza que tem como melhorar
No caminho mais difícil que é estudar
Pois hoje qualquer um sabe muito

Sem na verdade pra si mesmo olhar
Que os jogadores da fé apostam juntos
Sugando o resto na procissão dos defuntos.

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Ouro
(1Evaristo)

Foi um período difícil,
Passageiro, mas com sacrifícios,
(As vezes uma alimentação por dia)
Porém, temporário, disso eu sabia.

Foram uns dias que lembrar cansa,
Vendia o almoço pra garantir a janta,
Os caminhos que não mais percorrerei
Porque coisas boas viverei.

Hoje quando algo é bom
Digo que é muito bom mesmo
Aliás, confirmo muito bom é pouco,

A vida é música de positivo tom
Com alegria nos mínimos desejos,
As coisas boas que chegam viram ouro.

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O estimado
(1Evaristo)

Entra ano sai ano,
Eleição após eleição
O trabalhador entra pelo cano
Repetindo o mesmo refrão.

Há mais de quatro decênios
Os mesmos postulam ao poder
E o povo cúmplice silente sofrendo
Ao pior no que eles conseguem fazer.

Entra ano sai ano, eleição após eleição
O povo justifica o amor ao seu ladrão
Com guerra medieval nas redes sociais:

—Ah! Precisam ter consideração
Porque este país é grande por demais
O estimado rouba sim, rouba, mas faz!

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Gestores do nada
(1Evaristo)

Gestores do nada, que vivem a reclamar
Desse povo que se recusa em trabalhar
Perdoem leve, porém preciso questionar
O que têm feito dia a dia pra melhorar?

Os acordos com políticos e sindicatos
Poderiam reverter em salários
Pois, na escassez de mão de trabalho
Nenhum desses vão a loja ou ao pátio.

Gestores do nada sem benevolência
Ou mínima compaixão a alheia vivência
Vendo inertes toda essa situação

Poderiam por gentileza e consciência
Enviar um aviso direto ao patrão
Respeito ao trabalho é boa remuneração.

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Minha invisibilidade
(1Evaristo)


Minha invisibilidade não é orgânica
É previamente programada
Não importa se a poesia é romântica
Ou tem mensagem mais elevada.


Talvez seja por causa de família
Ou até estratégia de quadrilha
Pode também ser carma, darma
Ou alguém sob ameaça de arma.


Aos que me seguem muito agradeço,
Mas no algoritmo até eles desapareço
E isso é mistério que só pagando,




Sei que o Universo sabe meu endereço
Logo continuo do meu jeito poemando
Resistência digna sabe-se lá até quando.


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Chamamento
(1Evaristo)

Já parou para refletir, raciocinar
Que o primeiro de "guerreiro" lhe chamar
Querendo lhe estimular
Acabou por lhe aprisionar?

Sem mágoas ou ressentimentos
Quantas agruras por esse chamamento?
Talvez se lhe dissesse herdeiro
Seu trajeto teria quem sabe outro efeito?

As palavras tem poder
E em quantas teve que viver
Porque alguém assim lhe chamou?

Talvez, talvez possa enfim entender
Por tudo o que já passou
Passe a se chamar de Deus recebedor!

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Presos das palavras
(1Evaristo)

Até que ponto somos presos das palavras?
Chamar guerreiros é guerra que não acaba.
Somos todos responsáveis em viver
O que aceitamos de nós dizer.

Todos sabem que palavra tem poder,
Qual palavra se permite lhe prender?
Do que se chama condiz
Com o que (pra si) sempre quis?

Agora deve-se cuidar
Do que se chama e se permite chamar
Pois, o que dizem e aceita sobre você

É a palavra que vai lhe aprisionar
E incondicionalmente irá viver
O que nunca quis pra você.

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O evangelho dos fariseus
(1Evaristo cit.: @aymeemusica)

O reino virou negócio,
O nome de Deus em qualquer troço
E alguns dizem ter respeito,
Mas o que se vê é puro preconceito.

Há o tal do evangelho dos fariseus
No qual se fala pra e entre os seus
Enquanto nos caídos a levantar
Jogam pedras por não os aceitar.

Enquanto isso no Marajó
O povo abandonado e só
Lamenta mais um que desapareceu

Porque os jogadores da fé feito os faraós
Ostentam em Dubai as custas dos seus.
Até quanto isso, Meu Deus?

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O que dizer
(Evaristim)

O que dizer de política
Arte de controle de massa passiva,
Manipuladora de multidão
Que sempre usa do social a religião?

O que dizer do político
Esse animal astuto e cínico
Manipulador de multidão
Que usa o ódio ao povo do social a religião?

O que dizer de um povo
Que não estuda o jogo,
Não pega um livro pra ler,

Vendo a própria vida no lôdo
Esperando por salvação do nada aparecer,
Mas não se compromete em amadurecer?

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Pra sempre
(Evaristim)

Quando o Amor é pra sempre,
Quando o Amor é demais
A gente segue em frente
De São Bernardo a Minas Gerais.

Quando o Amor é pra sempre,
Quando o Amor é demais
A gente segue em frente
Do Oiapoque a Goiás.

Quando o Amor é pra sempre
A gente sorri, agradece, segue em frente,
Acredite e cria uma realidade de paz,

Investe na melhora da mente,
Crê em sonhos que não voltam atrás,
O ser que ama não erra por amar demais.

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Minha proximidade
(𝔐𝔞𝔲𝔯𝔬 A 𝔈𝔳𝔞𝔯𝔦𝔰𝔱𝔬)

Embora há muito pareça ru-im
Não posso abrir boca a reclamar
Pois, muita gente ora, reza por mim
É inevitável tudo melhorar.

Na vida tudo vale a pena
Mais pelo que fazemos uns aos outros
Por isso fazer poemas
Pra uns pareça coisa de louco.

Acredito sempre no melhor
E de hora em hora evito o pior,
Repito palavras de positividade

Assim percebo que não estou só
Pois, têm Anjos em minha proximidade
Alguns enviam boas novas no WhatsApp.

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