Martinha S. Dias
Te amar...
Eu acredito que exista aquele amar que não sufoca, não amarra, não cobra, o amar livre. Aquele amar que não pesa, não julga. Aquele amar no meu tempo, no seu tempo. Aquele amar... que só faz te amar...
Se não for pra arrepiar a alma,
não deixo que me toque. Si tu cuerpo me arrepiento mi alma soy tuya.
Possuo um dispositivo que não pode ser alterado, nem por meio de emenda constitucional. É cláusula pétrea; vem de berço, vem de sangue. MEU CARÁTER.
Que a poesia entre em nossas veias em doses homeopáticas, assim ficaremos livres de qualquer malignidade.
A cada dia vou me beneficiando com a perversidade alheia. Ontem foram as roupas e eu. Hoje foram os cachorros. E olha só, sou livre, aproveitando ao meu modo, e em boas companhias...meus dois cachorros.
O que sustenta um casamento?
O AMOR.
Ok.
Mas ninguém nunca perguntou o que sustenta o AMOR?
A admiração, o respeito. Esses dois juntos transformam-se em valorizar quem está caminhando ao seu lado.
Fica a dica aí para você continuar alimentando esse AMOR. ❤💋
Se você não tinha intenção de ficar, porque veio me desboar, já que eu estava de boa, quieta na minha?
Sob a Lua Canceriana
Silêncio, eu estou
com ombros de maré alta —
o mundo, um sal,
eu, concha virada.
Não peço leveza,
aprendi a carregar
até que o pranto
vire mapa
e o peso,
asa.
Um Poema-casa, porque Cancerianas carregam até o que não é seu... mas também sabem transformar lágrima em raiz. 🌊✨
Entre brilhos e silêncio,
eu me reconheço.
A máscara enfeita o rosto,
mas é a consciência que ilumina o olhar.
Eu não me escondo.
Eu me revelo —
no ritmo,
na liberdade,
na inteireza de ser quem sou.
Carnaval é festa.
Mas minha essência é permanente.
Ser sensível nunca foi fraqueza.
É sentir tudo em volume máximo.
É doer mais… mas viver mais também.
Eu já tentei ser menos.
Já tentei caber no raso.
Mas entendi que é exatamente essa intensidade
que me faz ser quem eu sou.
Eu sinto tudo.
A dor. A música. O silêncio.
Sou complexa.
Sou profunda.
Sou viva.
E eu não trocaria isso por nada.
Pode ser que daqui há 1 ano olhemos esse poema por outra perspectiva.
Sol alto, céu aberto,
azul tão limpo que parece recém-lavado pelo vento.
As nuvens passam preguiçosas,
como se estivessem apenas visitando o dia.
Na areia clara, quente de luz,
uma mulher ergue o rosto
como quem conversa em silêncio com o horizonte.
O chapéu de palha desenha círculos de sombra,
protege — mas não esconde —
a tranquilidade que mora no seu gesto.
As mãos seguram a aba
como quem segura o próprio instante.
Óculos escuros guardam o mistério do olhar,
mas o rosto revela serenidade,
uma pausa rara
entre o barulho do mundo e o som do mar.
O biquíni branco reflete o sol
como espuma que decidiu virar pele.
O vento brinca com os fios do cabelo,
e o tempo, por um momento,
parece esquecer de passar.
Lá atrás, no alto da colina,
uma igreja observa tudo em silêncio —
antiga, paciente,
como se conhecesse histórias de outras marés
e de outros verões.
O mar se move devagar,
respirando ondas na beira da areia,
enquanto pequenas figuras caminham ao longe,
distantes, quase parte da paisagem.
Mas ali, naquele ponto exato de luz,
existe um instante inteiro:
uma mulher,
o vento,
o sal no ar,
e a certeza simples
de que o mundo às vezes
se resume
a estar viva
sob um céu azul. 🌊☀️
Autoral: Martinha S. Dias
