Lucas
Em cismas noturnas me vejo
Criatividade?
Desejo!
Oh! Virgem dos meus sonhos
Anseio por tocá-la
Mas como tocar o intocável
Atingir o inatingível
Em cismas patológicas me vejo
insanas
Desvairos
E pensar que estava por vê-la
À passar por mim
Beijar-me a face
E correr semelhante a um raio azul
Na escuridão da noite,
Em tempestade torrencial,
Transborda-me também o coração,
Angústias bombeiam-me o corpo.
Para onde foste?
Será que tornarei a vê-la?
Coração
Alucinado idiota
Em cismas filosóficas
Me deito
Quando, enfim, não verei defeito
Defeito
Em todos estes que passam
Passam
Sem cumprimentar
Mas passam
Sentimento inacabado
Tenta saltar pela guela.
Ciúme
Me darias tu
A tua mão?
Semblante,
Ultraje.
Quisera eu,
Que o que emprestaste,
Devolvesses.
E o que pediste,
Não me negásseis.
Antes,
Pudera eu,
Que o amor que te votei
Não negociásseis.
Sabendo tu,
Que o que penosamente conquistaste,
-Só- Por um pouco de tempo,
Dissipaste.
Esperara eu,
Que em mim confiásseis;
E a esperança, em mim depositada,
Guardásseis.
Como posso eu,
Sentir tamanho amor,
Por alguém que
Não m’esperásseis?
Volta, depressa
Antes que seja tarde;
Antes que o sol se ponha,
E o amor s’acabe.
26/03/2018
" No Albúm da história da vida,
guardei voçê,
No Albúm da história da vida,
guardei a lembrança
de sempre ser criança
ao seu lado
No Albúm da história da vida,
guardei a lembrança
de sempre ser o seu amado
bobo, inconsequente, descuidado
No Albúm da história da vida
guardei as alegrias
de quem sabe viver os dias
como se não houvesse amanhã
No Albúm da história da vida
guardei preciosas amizades
de quem vive um dia de cada vez
No Albúm da história da vida
guardei todas tuas fotografias.
Talento pode existir mas só vão prevalecer os que martelam a cada dia suas habilidades como um ferreiro moldando com o martelo a melhor espada que ele já fez.
Mãos calejadas
De quem trabalha
Sem ver sombra de férias.
Mãos
Mãos humanas!
Mãos
Mãos de Chimpanzés
Mãos
Mãos evoluídas.
TROVINHA
Minha vida
É o vapor do café
Que evaporou
É a brisa da maré
Que se dissipou
É aquilo que era e já não é
já passou.
Ser quente
E não ser
Frio
Se entregar
Ao derrame
De um mar
Bravio
Não aceitar
A cobiça
D'um mercador
Vadio
Ouvir calado
Comer quieto
Sem dizer
Um pio
E ver aumentar
Mesmo que
Não queiras
Teu podeio
Nunca fiquei tão espantado
Ao perceber que o amor seria tão engraçado,
A graça é nunca achar o procura,
Mas ser achado na rua,
Assim como um pobre cão
Que busca morada em um coração
Por se sentir sozinho,
Assim como um passarinho, quando cai de seu ninho.
Na vida sou esse passarinho,
Que acaba por ficar sempre sozinho,
Se sentindo perdido, em um mundo tão vasto e bonito,
Sabendo que nunca vou achar,
Alguém para me amar,
Mas já estou pra me acostumar
A nunca achar meu ninho,
Feito um passarinho, que caiu de seu ninho.
Arco-Iris
-Arco-Iris não quero teu pote de ouro, de dinheiro não preciso, não quero tua beleza, ela já não me encanta, não quero tuas cores, las já esculpem a maioria dos lugares.
- O que queres de mim ousado humano?
-Que responda onde está aquilo que desejo?
- Ora, sou um arco-iris, apenas venho depois da chuva, não sei responder tais perguntas, o que pensas conseguir comigo?
- Não sei, talvez ela esteja olhando para ti e se fazendo a mesma pergunta...
- E eu jamais te responderia, esse é o teu pote de ouro que tens que buscar.
- És sábio como sempre arco iris, ao final, todos temos nosso pote de ouro, é disso que trata tua lenda.
- O que esperas para ir buscar o teu?
- O mundo parece mais fácil ai de cima arco-iris, os humanos não seguem as leis da natureza, são senhores do seu próprio destino!
- Quousque Tandem?
POEMA ESQUECIDO/PERDIDO
(...)
Queria falar de amor
Dar flores á pessoa amada
Que tem por ser
E por si só
É desejada
Falar mais eu te amo
Comparecer na hora marcada
(...)
O inteligente conhece aos outros,
O sábio conhece a si próprio.
Forte é quem domina aos outros, Poderoso é quem domina a si próprio.
A inspiração
De onde ela vem?
Vem dos sentimentos mais íntimos
Vem de dentro
Surge da biografia da vida
Da sucessão
De todos os acontecimentos
Dum mix de vícios, desejos e Sentimentos
Do ápice dessa explosão
Salta pela pele á flora
Manifestando a emoção
Sem demora
De quem cria uma composição
Do nada
Agora.
A inspiração
De onde ela vem?
Vem dos sentimentos mais íntimos
Vem de dentro
Surge da biografia da vida
Da sucessão
De todos os acontecimentos
Dum mix de vícios, desejos e
Sentimentos
Do ápice dessa explosão
Salta pela pele adentro
Dum fogo abrasador carcomendo
Que parou o coração
Batendo.
Nesse soneto que te aflora, compassivo
De um senão, de uma procura inquietada
Deixaste o corpo como nau embalsamada
Vagou tua alma como sopro redivivo.
Segue nos ventos que enganam timoneiro
Procura os lábios que desbotam a maresia
Disseste bem.; há vendaval na fantasia
Dos que intentam o navegar de marinheiro.
Encontrarás na tua casa, desejada
(Assim de ti, de ti eu sei, e por teus meios)
Aquele que calou a voz do teu destino.
E fique certa, poetisa, nesses enleios
Uma ilusão jamais será petrificada
Enquanto houver uma saudade em alexandrino.
O amor consiste em fornecer os meios para que o outro viva
E isso é egoísta
Na luta pela vida
Sobrevive o mais fortes
E
Os mais superdotados
Desde que o homem vive
Ele está em plena decomposição
Parasitas hospedeiros
Tomam parte de seu corpo
Sem dar explicação
Prontos a comer até
O último fio de cabelo
Parasitas hospedeiros
Tomam parte de seu corpo
Como se fossem seus herdeiros.
