Leonardojjms

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Um poema grande morde a isca do poeta ai começa a luta pela palavra certa, o jogo é indo cansando o danado em frase aberta, dando linha pra não perder a pesca, o bruto pesa na rima — o poeta enrola o raciocínio focado na meta; o branco rabeia na mente negando a palavra: o poeta astuto solta mais linha vendo a oportunidade na água, sabe que usou isca pra grande sinestesia quem narra embarca no peso da pesca criando o gosto por frases onde tem
poesia


Leonardo Mesquita

Poesia


Poesia: são palavras bêbadas
sedentas de mais um gole
mesmo já acabado a festa
elas comovem com tal
entrega ao acontecido
melosas ao ouvido
mais um gole da cachaça
desse poeta: saúde
pro ouvido


Leonardo Mesquita

A ideia rainha é alimentada pelas palavras operárias com imagem real
produzida por palavras jovens
no sentido surpreendente que dão
ao texto, o poeta fecunda a palavra
rainha refrescando a memória e;
o fantástico é nosso melhor amigo nessa hora: tá na gente admirando
a imaginação — o trabalho que essas palavras nos fornece agora — olha!




Leonardo Mesquita

Digitais deixadas em palavras abrem investigação, poética, sobre se há pensamento perfeito


Leonardo Mesquita

Uma vírgula é pausa para respirar,
o ponto e vírgula é uma pausa mais forte que a vírgula apenas; os dois-pontos é uma pausa maior que o ponto e vírgula: já o travessão é o silêncio entre o leitor e o texto — respira — respira: raciocina, o silêncio que não é silêncio; nem pro leitor nem pro texto: é o peixe que para de si debater — porque é devolvido à água. A pontuação é cilindro de mergulho para o leitor ir a fundo no texto — o silêncio entre o mergulhador e a água: vende o peixe.


Leonardo Mesquita

Com um bom raciocínio martelar o pensamento dando pernas a uma frase... colocando sobre ela delícias da linguagem e, reunindo em torno dela leitores famintos, pregada com esmero assim ela conforta a imaginação dos convidados a baterem pernas, nas delícias da linguagem, puxar conversa e sentar-se à mesa — o papo rolando
e o raciocínio toc! toc!ler é abrir a mente... como pregos na mão de carpinteiro pensamentos sustentam poemas e na alegria dessas palavras
em torno dessa mesa, mesa cara de imagens (de madeira) das terras das letras...


Leonardo Mesquita

Caranguejo corre de lada
como a rima corre rápido
num verso animado
já com bom traquejo...
no ouvido o isso afora do mar
vem o caranguejo fraseando
de lá pra cá
de cá pra lá
e some...
aparecendo pra pensar
olhos marrento
fora do texto
de lá pra cá
de cá pra lá
lá no mar




Leonardo Mesquita

Colha uma palavra
prove o pensamento
poesia é como fruta
ao lê mastiga-se ao
ouvir tem-se o cheiro
ao vê o pensamento
no pomar colha do
texto, pause o olhar
a fruta madura
isso é poesia
hummm hummm
nhoc nhoc nhoc




Leonardo Mesquita

Palavras são letras empregadas
Frases são palavras bem empregadas
Versos são emprego de pensamento
Pensamento é cair em si
Final de estrofe letras em caixa


Saca essa...
Ganhe criatividade de poeta
Gaste vocabulário
Saindo daqui...
Com os bolsos cheio de letras...




Leonardo Mesquita

O poeta solta palavras no poema
como peixes no aquário e em límpidas letras essas tem o oxigênio do imaginário ocasionando a troca pragmática pela quebra de tensão
( que com jeito ) ( como ) um olhar poético bole nas palavras ( assim ) em um texto poroso
permeando de poesia a mente
que acende a luz do vocabulário...
e solto nesses versos o ah ah
que quebra quem sabe pensar...


Leonardo Mesquita

A poesia tem utilidade? quem sabe que a linguagem é um antídoto para a mente... sabe que já se encontrou em muitos poemas vida afora... e já tá medicado pelo ser humano que cura-se no muito de si — que é o outro: que não precisa de um medicamento, mas falar coisas que se encontram sem frases... e essas substâncias sem frases; não incomodadas pelo encontro com o justo — era isso que eu sabia, sentia, pensava; mas não tinha palavras para olhar o eu, o seu ser que encontra-se em tratamento — de pensar — que o quê ainda não foi poetizado: leva o alto custo da sociedade com fármacos — agora com o susto que me dar a frase, que encontro no meu silêncio... essas palavras são pílulas de razão para o quê do outro... na cirurgia de um poema,
no corte preciso que palavras poetizadas fazem para o humano que se pega na frase do outro...
já sente melhoras do que antes não ter palavras. Assim: essas palavras —
poema de doze em doze horas e escutar o humano que não foge a regra.


Leonardo Mesquita

No ninho do silêncio nascem frases autorais, ponha a palavra no papel
aqueça-a com olhar criativo até a eclosão do verso próprio...
alimente-o com sua voz
deixe-o voar
no pensar que o aprimora...




Leonardo Mesquita

Abrir um verso entre as infinitas possibilidades...
é como cortar uma fruta ou abri-la com a mão
então, já com letras na boca saborear palavras narrando
um verso gostoso
entre outros maduro maduro que colho na ocasião...
o léxico da verso o ano todo, as margens da possibilidade com suas raízes profundas tem sempre contexto,
só cabe encontrar o jeito
de derrubar palavras sempre amadurecendo a imaginação...




Leonardo Mesquita

Para fazer palavras é preciso alfabeto
Para fazer pensamento é preciso gramática
Para fazer poesia é preciso olho aberto
Para fazer poemas é preciso...
Praticar a leitura matemática do processo para fazer acontecer
Que o leitor abra o olho e conte
sua participação nesse ingresso




Leonardo Mesquita

Raciocínio


Raciocínio é um pensamento virgem.






Leonardo Mesquita