Leandro Flores
Humor: Saudade do tempo que o PARAGUAY só ganhava do Brasil no contrabando...
*Sobre a derrota do Brasil na Copa América - junho de 2015.
De um lado, um Estado omisso, acovardado, cúmplice e fiador de tudo. De outro, as facções que ditam as regras, promovem barbáries, mantêm o controle de tudo (dentro e fora das "prisões") e ainda exigem proteção e privilégios... Esse é o Brasil e sua estrutura (sem vergonha) de poder.
O feminismo já foi um movimento útil no passado, hoje em dia, a segregação de gênero ultrapassou o idealismo de um movimento (que poderia ser útil devido a alguns fatores que ainda persistem na condição de igualdade entre homem e mulher). O feminismo de hoje se preocupa em chocar, oprimir e se arrogar de uma causa com intuito de superiorização, não de igualdade.
Sobre política - Enquanto os vira-latas, no porão, rosnam entre si, os pit-bulls lambem uns aos outros no andar de cima...
Hoje quem é considerado "do mundo" está de alguma forma levando a palavra de Deus e quem é da igreja que se diz de Deus está embevecido com a "palavra do mundo"...
Em meio ao apocalipse do coronavirus, o jogo de interesse econômico é o que predomina. Ganha quem paga mais, quem tem mais poder, quem tem mais influência. Nisso, China e EUA, se sobressaem, um pelo interesse financeiro e pela necessidade; outro pelo oportunismo e pela ganância.
(Comentário feito em razão da China cancelar contrato de compra de respiradores, pela Bahia e pelo Ceará).
Você se sente valorizado pelo que faz?
Espera reconhecimento dos outros?
Se tiver apenas uma única pessoa que acredita em você, isso basta?
E se nem essa pessoa existir… você ainda se valoriza?
A primeira percepção é essa:
não espere nada de ninguém.
Nada.
Se você acredita em algo, corra atrás.
O seu valor não depende de aplausos.
O seu valor não depende de curtidas.
O seu valor está no que você constrói, na sua persistência, no que ninguém vê.
Então se pergunte, olhando para dentro:
eu me valorizo?
eu acredito em mim?
Se a resposta for sim, siga.
O resto é consequência.
Setembro é da cor da vida
Tenho visto os setembros passarem,
daqui do meu apê, sob a sombra de um ipê.
Uns vieram com promessas,
outros, com silêncios.
Janeiro trouxe planos.
Fevereiro trouxe pressa.
Março, um cansaço antigo —
e um medo novo, mascarado de esperança.
Foram dias longos, janelas fechadas,
um país inteiro precisando respirar.
Mas a vida, teimosa, continuou.
E, entre um tropeço e outro,
a gente foi vivendo.
Apesar de ser quase dezembro.
Este ano não tem carnaval,
mas ainda há tempo de recomeçar.
De pintar de novo as paredes do coração
com as cores que o tempo não levou.
Setembro chega sem pedir licença,
derrama o amarelo dos ipês sobre o cinza das ruas,
traz consigo o sopro da primavera,
e nos lembra —
que há beleza até no que cai,
que o chão também floresce em meio às estações.
A cigarra canta sua breve existência,
como quem entende
que viver é gritar mesmo quando se sabe o fim.
E o amarelo segue dançando,
nas árvores, nas calçadas, nos olhos que resistem.
Então...
Volte para agosto, reencontre a saudade.
Siga até janeiro, descubra seus gostos.
Passe por março, atravesse o medo.
Mas não pare.
Outubro vem rosa, novembro vem azul,
dezembro vermelho —
mas ainda não é o fim.
A vida não é calendário — é caminho.
Encha os dias de poesia,
independente da cor que ela se pinta.
Porque, como diz o poeta, “viver é um ato de coragem”,
e a vida, no fim,
ainda tem a cor que a gente pinta.
✍️ Leandro Flores
21/09/2021
Então...
Volte para agosto, reencontre a saudade.
Siga até janeiro, descubra seus gostos.
Passe por março, atravesse o medo.
Mas não pare.
Outubro vem rosa, novembro vem azul,
dezembro vermelho —
mas ainda não é o fim.
Setembro chega sem pedir licença,
derrama o amarelo dos ipês sobre o cinza das ruas,
traz consigo o sopro da primavera,
e nos lembra —
que há beleza até no que cai,
que o chão também floresce em meio às estações.
A vida não é calendário— é caminho.
Encha os dias de poesia,
independente da cor que ela se pinta.
Porque, como diz o poeta,
“viver é um ato de coragem”,
e a vida, no fim,
ainda tem a cor que a gente pinta.
Janeiro trouxe planos.
Fevereiro trouxe pressa.
Março, um cansaço antigo —
e um medo novo, mascarado de esperança.
QUERIDO PROFESSOR...
Apesar de ser pequenininho
E não entender muito das palavras,
Hoje acredito em tudo o que você me falava.
Muitas vezes me senti perdido,
Inseguro, sentindo-me a pior das criaturas.
Mas você me acolheu com sua maneira inteligente
E, ao mesmo tempo, diferente,
De dizer: confie em mim!
Palavras não traduziriam meus sentimentos,
Nem expressariam o que sinto aqui dentro por você.
Obrigado, professor, por sempre me ensinar!
Por isso — e por outras coisas — sempre irei te valorizar.
Quero aqui em alguns versos
Fazer também o meu protesto
Defender o meu nordeste
Do preconceito e da discriminação
Eu escolho o cordel
Por ser a linguagem mais fiel
Que representa o sertão
Pra ser sincero
não entendo a indignação
Dessa gente infeliz
Que não sabe o que diz
E só fica aí falando mal do nosso povo
Só porque não fomos baba ovo
De um presidente que a qualquer custo queria ganhar a eleição
Mas, felizmente, essa já não é mais a questão
O fato é que o nordeste sempre foi injustiçadooo
Taxado por muitos de atrasado
Lugar de gente sem noção
Mas contra isso eu digo é não
O povo aqui é tão sabido e politizado
quanto você que mora aí do outro lado… e fica falando mal do meu sertão.
Então, meu compadre, respeite o meu nordeste pois aqui tem sim cabra da peste
E se você duvidar
Pega aí
Os cabras retados da literatura, da arte, da cultura
E vamos aqui comparar
Duvido que tem aí
No seu lugar
Um Luís Gonzaga
Um Chico Anisio
Um Jorge Amado
Ou um José de Alencar
Vou nem seguir com
a Lista
Para não te humilhar
Nem vou falar de culinária, nem das praias
Que você costuma vir aqui frequentar
Mas se você tá acostumado
Com falsidade, hipocrisia
ou até mesmo com essa sua ideologia
Dá no pé e vai cantar
em outra freguesia
Porque caráter e honestidade por aqui a gente não negocia
Também não vou te Tratar com desdém
E pode até continuar banhando em nossas praias
que a gente não faz desfeita de seu ninguém
Você pode não valer um vintém
Mas por aqui, meu Compadre, o mal se paga é com o bem
Ser Professor
Ser professor é plantar,
mesmo em solo endurecido,
é regar com esperança
um futuro adormecido.
É saber que a flor do sonho
brota do chão mais sofrido.
É lutar contra o cansaço,
é sorrir quando há dor,
é fazer do giz um laço
que abraça com amor.
É ter fé no impossível
e ensinar com fervor.
Professor é luz que guia,
é farol na ventania,
é quem insiste e confia
na força da educação.
É aquele que não desiste,
mesmo quando a dor persiste,
carregando em sua mão
o poder da transformação.
Não tem capa, nem medalha,
mas vence cada batalha
com coragem e coração.
Porque ser mestre é ser ponte,
entre o vale e o horizonte,
entre o “não sei” e a solução.
Por isso, neste dia,
fica aqui minha poesia,
em forma de gratidão:
— Professor, tua missão
é divina e verdadeira,
tua voz é a sementeira
que faz brotar uma nação.
