KellyBenacci

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Antes de te conhecer


Ainda não sei o gosto do teu beijo,
nem o peso da tua mão na minha cintura,
não conheço teu abraço,
nem o silêncio que existe quando duas pessoas
já não precisam dizer nada.


E, mesmo assim,
você conseguiu ocupar um espaço
que eu nem sabia que estava vazio.


Talvez seja a tua voz.
Talvez esse teu jeito de provocar
como quem não sabe o estrago que causa.
Talvez seja só a curiosidade
de descobrir quem existe por trás
desse sorriso que já me desconcentra.


Eu não quero correr para o fim da história.
Quero conhecer o caminho.


Quero descobrir teus detalhes,
teus defeitos, tuas manias,
as coisas que te fazem rir sem esforço
e aquelas que você guarda
só para quem chega perto o suficiente.


Porque, "B"
eu ainda não sei onde isso vai dar.


Só sei que, pela primeira vez em algum tempo,
eu não estou procurando um destino.


Estou querendo conhecer alguém.
K.B

Inserida por kellyBenacci

Tem alguma coisa em você
que eu ainda não sei explicar.


Talvez seja a sua beleza,
essa coisa surreal
que me faz te olhar
e querer olhar mais uma vez.


Mas não é só isso.


Existe em mim
um desejo profundo de te conhecer,
de chegar mais perto,
de descobrir seus detalhes,
teu jeito,
teu silêncio.


Não quero dar nome
ao que estou começando a sentir.


Quero apenas deixar acontecer.


K.B

Você chegou antes
Você chegou sem pedir espaço,
e talvez seja isso que mais me intriga.


Não houve aviso,
nem promessa,
nem aquela certeza bonita
de que alguma coisa iria acontecer.


Só você.


Uma voz que eu ainda estou aprendendo a ouvir,
um sorriso que eu ainda estou aprendendo a interpretar,
e um jeito seu
que, sem perceber,
foi ficando.


Eu ainda não sei o que existe entre nós.
E, sinceramente,
talvez eu nem queira saber agora.


Quero descobrir devagar.


Quero conhecer a mulher por trás da voz,
a pessoa por trás do sorriso,
os detalhes que nenhuma fotografia consegue mostrar.


Quero saber o que te faz rir,
o que te cala,
o que te arrepia,
o que faz seus olhos brilharem.


Porque talvez seja cedo demais para dizer que você significa alguma coisa.


Mas não é cedo demais para admitir:


eu quero te conhecer.


E talvez seja justamente aí
que começa o perigo.


Porque algumas pessoas passam pela nossa vida.


Você chegou parecendo que queria ficar.
K.B

Ela não estava caindo.


Era apenas um abraço que não cabia somente em dois corpos.
Cabia um turbilhão de sentimentos,
um desejo quase silencioso de não largar mais.
Havia algo de mágico naquele instante.
Do abraço vieram os olhares.
E os olhares se encontraram,
como se também soubessem exatamente o que estava acontecendo.
Naquele momento, não existia vontade de estar em outro lugar.
Existia apenas a vontade de permanecer ali.
E, quando finalmente fosse preciso sair,
já nasceria a vontade de voltar.
E então olhar para aquele rosto…
perceber que a beleza não estava apenas nos traços,
mas na magia que fazia tudo parecer mais bonito.
Sentir as mãos soarem,
o corpo tremer,
o coração denunciar aquilo que a boca ainda não consegue dizer.
Porque talvez alguns encontros não precisem de explicação.
Talvez o corpo simplesmente reconheça aquilo que a alma estava esperando.
Ela não estava caindo.
Estava apenas se permitindo ficar.
K.B

Talvez o que esteja me confundindo não seja exatamente o que sinto, mas o fato de eu não saber o que fazer com isso.
Passei tanto tempo aprendendo a me reconstruir, a não criar expectativas, a não me entregar antes de ter certeza, que agora qualquer coisa que desperte algo em mim parece exigir uma resposta que eu ainda não tenho.
Existe uma parte minha que quer mergulhar, conhecer, viver o que está surgindo sem tentar controlar. E existe outra que observa tudo de longe, procurando sinais, tentando entender se estou diante de algo real ou apenas encantada pela sensação de voltar a sentir.
E é estranho.
Porque eu não sei se devo me aproximar ou esperar. Se devo demonstrar ou guardar. Se devo confiar no que meu coração está dizendo ou ouvir aquela voz que insiste em perguntar: “e se você estiver entendendo tudo errado?”
Talvez eu esteja procurando uma certeza que só o tempo pode me dar.
E, enquanto ela não vem, fico aqui, nesse lugar entre a razão e a vontade, tentando descobrir não apenas o que estou sentindo, mas quem eu me torno quando alguém consegue despertar em mim aquilo que eu já tinha aprendido a deixar adormecido.
K.B

Talvez a minha maior confusão seja não saber o que fazer com aquilo que estou sentindo.
Depois de tanto tempo me reconstruindo, de aprender a seguir mesmo com medo, eu me vejo diante de algo que não sei nomear. E isso me intriga.
Não sei se estou sentindo de verdade ou apenas sentindo novamente. Não sei se é vontade, curiosidade, carência, adrenalina ou algo que pode se transformar em sentimento.
Uma parte de mim quer se permitir. Outra quer entender antes de se entregar.
E fico nesse lugar estranho entre querer sentir e ter medo do que sentir pode me fazer. Entre esperar, agir, recuar ou simplesmente deixar acontecer.
Talvez eu só esteja tentando descobrir como reagir a algo que, pela primeira vez em muito tempo, conseguiu me tirar do lugar onde eu estava tão acostumada a ficar.
K.B

Não sei… talvez eu tenha medo de perder isso antes mesmo de descobrir o que é.


Às vezes me pego pensando se ela também está pensando em mim, e, quando percebo, minha cabeça já foi longe demais. Cria possibilidades, interpreta silêncios, transforma pequenos sinais em perguntas que não sei responder.


E então vem a voz dela na minha cabeça.


Será que eu estou sentindo demais?
Será que ela sente alguma coisa também?
Será que eu deveria me aproximar ou esperar?
Será que estou confundindo vontade com sentimento?


Talvez seja isso que mais me assusta: não saber qual dessas perguntas merece uma resposta.


Porque eu quero sentir, mas também quero entender. Quero me permitir, mas não quero me perder. E, no meio de tudo isso, fico tentando descobrir como se reage quando o coração começa a querer alguma coisa antes que a razão consiga explicar o quê.
K.B

Um sorriso sereno, daqueles que a alma entende.
K.B