Juahrez Alves
A inveja é o grande mal da Humanidade. Até mesmo os que matam de inveja também terminam morrendo de inveja.
A gente vive caindo e se levantando para a vida se tornar mais colorida. É como um novo renascimento, quando tudo deve continuar forever again.
Certo instrutor estava na sua costumeira contemplação matinal, no mar do Japão, à beira do espelho d'água, que o sol nascente com seus raios dourados e tangíveis, fazia questão de embelezar, quando aproximou-se um de seus alunos com a seguinte observação:
- Senhor, o mundo é cheio de pessoas egoístas. A maioria não faz nada em benefício do próximo, nem mesmo na esfera do apoio moral. O planeta Terra é mesmo um mundo de seres indiferentes.
O velho instrutor com seu jeito bastante amistoso esboçou um sorriso irônico acompanhado de um olhar bastante inquiridor antes de responder ao jovem aprendiz:
- O que você tem feito em benefício das pessoas? - perguntou o mestre ao seu interlocutor.
- Nada - respondeu-lhe o jovem.
- Você também não se acha indiferente? Qual seria realmente o princípio de transformação do mundo? Porque essa sua preocupação também é a de grande parte da Humanidade. É por isso que o egoísmo impera.
- E o que devemos fazer para mudar essa situação, mestre?
- É muito simples. Ao invés de nos preocupar com aquilo que as pessoas não fazem por nós, vamos passar a nos preocupar com o que não fazemos pelas pessoas, e você vai perceber que basta uma pequena mudança de concepção em cada um de nós para uma grande transformação acontecer na esfera do coletivo.
A lição estava dada, e o rapaz se recolheu aos seus aposentos bastante decepcionado consigo mesmo.
Morrer significa se despir deste mundo, apesar da consciência ainda permanecer com o bem que se fez e com o mal que se praticou.
Descrever os mistérios do Universo com números traduzidos em palavras é obra dos cientistas, mas os filósofos também podem descrevê-los com palavras para mais tarde ser traduzidos em números.
São as faces ocultas governantes sombrias do mundo que fazem do nosso livre arbítrio um instrumento de dominação. É necessário muito cuidado.
As estrelas cintilam o tempo todo avisando que há vida dentro e fora de seus portais, mas a ciência não entende os sinais.
A face mais profunda do Universo é a dimensão da essência, o berço da criação e da fecundação dos éteres que geram a existência.
O ato de pensar não combina com as dimensões totalmente espirituais
As pessoas falam muito em plano físico, astral, mental e espiritual, mas o que mesmo significam esses três conceitos? Na minha opinião, apenas uma escada com vários degraus a ser vencida. E haja degraus em cada um desses planos! Todavia, o que está em jogo nessa caminhada vertical são as armadilhas das horizontais, e o pensamento, sendo o dominador da dimensão física, é o grande vilão de toda a história, pois é fator decisivo para o sucesso ou o fracasso de toda a jornada da consciência, por isso somos dominados pela matéria, pois O PENSAMENTO PENSA POR NÓS AO INVÉS DE PENSARMOS POR ELE, mas isso tende a melhorar com a evolução moral da alma.
Na esfera astral, a alma passa a sofrer um processo de transição, deixando, aos poucos, de ser dominada pela matéria para passar a dominá-la, consequentemente, tomando as rédeas do pensamento, exercício que vai até às fronteiras da dimensão mental para a matéria deixar totalmente de manipular para ser manipulada, porque ONDE HÁ PENSAMENTO, HÁ MATÉRIA por mais sutil que seja.
A missão da consciência no mundo mental é repudiar completamente as investidas do pensamento para que a alma possa definitivamente passar para o espiritual, quando não há mais influência do pensamento, só consciência pura, sem nenhum tipo de necessidade, pois A NECESSIDADE É PRODUZIDA PELO PENSAMENTO, e o ato de pensar não combina com os reinos da antimatéria.
