José Nilton de Faria

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Todo ato de criação carrega a alma de um poeta, aquele que lapida o cotidiano e o transforma em verso, o comum em arte. Criar nada mais é do que poetizar o mundo.

Falar de Minas Gerais sem mencionar o pão de queijo é deixar de contar metade da história.

Brejaúba guarda no peito das suas montanhas a simplicidade de um tempo que não passa, apenas permanece.

A névoa que cobre Brejaúba não esconde a vila, apenas veste sua beleza com o silêncio da poesia.

​O Amor é o começo, o meio e a resposta para tudo. Gratidão, Senhor!

O amor é a única semente que, quanto mais você divide, mais ela se multiplica.

Onde existe amor sincero, o orgulho não encontra espaço para criar raízes.

O amor é uma força transformadora, baseada em atitudes práticas, paciência e doação, longe de ser apenas um sentimento passageiro.

No silêncio do campo, a brisa e o canto dos pássaros convidam à reflexão profunda, onde cada plantio e irrigação moldam a história que culminará em frutos maduros e na poesia da vida.

Entre as montanhas da Serra do Espinhaço, Brejaúba repousa em um vale onde o frio e a brisa se encontram ao aconchego da névoa.

No caso de pouca paciência e houver escassez de paz, a solução é Minas Gerais.

O amor de Deus nos encontra exatamente onde estamos, mesmo quando achamos que nos perdemos no caminho.

Cada lágrima que molha o solo da provação é, na verdade, uma semente silenciosa.

O Senhor recolhe o nosso choro e o transforma em chuva mansa de bênçãos, florescendo a terra que parecia seca.

Senhores, eis o meu povo — silencioso, austero, marcado pelo tempo e pelo sofrimento. Diante de vós estão meus irmãos, guardiões de uma história sombria. Basta de ilusões: o que clamamos da terra e dos homens é dignidade, trabalho, pão, paz e liberdade.

A utopia é a realidade em estado de rascunho.