Jorge Bettiol

1 - 25 do total de 42 pensamentos de Jorge Bettiol

Na real, assalariado não tem medo do "fim do mundo". Só receio do final de mês (ainda mais se for servidor público).

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Não tem nada que faça dono de lotérica mais feliz que greve bancária (justa, aliás) e nada (nestes dias) é mais chato que fila de lotérica...

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Governos gostam de "cortar despesas" no bolso dos servidores e "aumentar as receitas" extorquindo dos contribuintes (nesta categoria tmb estão os servidores,diga-se de passagem...). Nas regalias e privilégios, nos arregados por política, ninguém mexe...

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Diga um(a) governante que realmente se preocupe com a população,com os serviços públicos e dê exemplo de compostura.Se conseguir,certamente,não estamos falando
do Brazil...

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A covardia é a maior das vergonhas da humanidade.Seja a serviço dos Gabinetes das grandes potências e/ou do fanatismo dito religioso.

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O barulho da caixa de descarga sendo acionada é o ideal para abafar vozes raivosas que destilam, no verbo,o veneno da xenofobia...

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"Pai caiu mais um dentinho!" Não te preocupa filha,já vão crescer outros."Não é isto pai..É que tem que avisar a Fada do Dente!!! Diz pra ela vir no máximo amanhã!!!"
Ok. Procurei nas redes sociais. Nada. Não sei o celular e muito menos o email...Porém, é certo que - vindo diretamente da leveza da infância - a Fada do Dente não deixará de comparecer. Mesmo tremendamente ocupada...

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No acesso do Cemitério a inscrição solene: "Os vivos são, cada vez mais, governados pelos mortos". Discordo. Os vivos são cada vez mais governados pelos mais vivos (com o generoso patrocínio dos banqueiros e das empreiteiras)!

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Nada sei! Nada vi! Nada escutei! Bradou, das suntuosas janelas do Palácio, o indignado e quase rouco Reizinho. A plebe, já dispersando, ainda escutou o tilintar de inúmeras moedas. Caiam,sem cerimônia, dos bolsos de sua majestade...

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Filha, qual bichinho te agrada? Cachorrinho? Hamster? Quem sabe um peixinho no aquário? "Não", disse a pequena. "Papai, eu quero uma girafa!!!" Mas,de que jeito acomodar num apartamento? Por via das dúvidas, naquela noite, começou a remover as luminárias do teto...

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Naqueles dias, nos quais a exaustão lhe convidava ao abatimento,costumava pisar
o solo com mais força e determinação.Não poderia desanimar e, muito menos, aceitava esmorecer. Sabia do peso de suas crenças e o ar que respirava lhe renovava as forças e o espírito. Sempre é preciso prosseguir, repetia a si mesmo. E, assim, rompeu a escuridão da noite ...

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E os caras que pregam a modéstia tem vivido tal qual nababos. Não te parece? Foi o que indaguei ao Pepe Mujica. O velho sorriu, sorveu o mate e me ofereceu carona no flamante fusca azul. Saímos a rodar pelo Continente. No embalo singelo de um sonho de liberdade e de justiça...

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Mal despertou e correu ansiosa para conferir. O Papai Noel, mesmo com as dificuldades econômicas que também atingiram a gélida Lapônia, não deixou de comparecer ! A desejada "máquina de sorvetes" estava diante da ansiosa destinatária. Junto um envelope vermelho. E dentro uma elogiosa cartinha, firmada pelo bom velhinho, dirigida a pequena.O rosto da criança reluziu de tal forma, com tanta magnitude, que afastou as nuvens cinzentas que ameaçavam nublar o dia.,,

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Olhar meigo, lambidas e latidos...E quanta gratidão, devoção a quem dispensa
o carinho de pai e de mãe!
Tomam - radiantes - as casas, praças e parques. E trazem companhia e alegria aos seres que - com entrega exemplar - os adotam. Há uma frase do respeitável Chico Xavier (homem além das mesquinharias das religiões e uma referência no aprendizado do respeito e da tolerância)sobre esta convivência : "Quem maltrata um animal é alguém que ainda não aprendeu a amar." Verdade.

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"Pai ...Ô Pai...O teu celular faz o quê?" Uso só pra ligar para as pessoas, filha. E também receber as chamadas..."Tá. E o que mais, Pai???" O que mais? Bom, vejo as horas...
"Ah, pobrezinho... Não tem nem um joguinho!!! Quando eu crescer vou te comprar um bem bonito, tá bom???" O pai ficou tão enternecido com a pequena que nem escutou o aparelho tocar. Pensando bem, mesmo que tivesse percebido, nada perderia por não atender. Afinal, aquela conexão superava -infinitamente- o alcance das torres e sinais.
E seguiram, pai e filha, no banco da praça se lambuzando com os sorvetes ...

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Gostava de mirar o mundo através do prisma que destacava o azul. E somava a tal inebriante celeste uma alma preta e branca. Foi num piscar de olhos,contudo,a reveladora descoberta. Ao seu redor tudo se tingiu. E,dentro de si (caramba!), pulsava verde!!! Repetidamente. Intensamente.
Restou respirar com profundidade. Surpreso, não perdeu tempo tentando explicar ou entender. A felicidade bastava...

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Não há jeito de revolucionar o mundo sem antes progredir a mentalidade de cada ser. Mudar o modo de pensar, expressar e agir. Colocando a coletividade acima do individualismo. Superando a mediocridade que nos aprisiona e condiciona tristemente a existência.
O futuro depende desta consciência e da vontade inabalável de lutar e transformar.

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No colo paterno a bebê dormia. O coraçãozinho batia suave, sereno. O homem, esticado na confortável poltrona, transbordava felicidade. E, sossegado, adormeceu.
O relógio, entretanto, chamou-lhe a atenção...
Ao abrir os olhos deparou-se com aquela mocinha linda, esfuziante por tanta vida. Esplendorosa e meiga nos seus 15 anos. Hora de mais encanto. E de bailar,com a licença do tempo, sentindo a brisa das mudanças...

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Não é provável que o aguardado Messias, descendente direto do Rei Davi, chegue em seguida para reconstruir Israel e trazer paz
ao mundo. Mas,antes do Mashíach,bem que poderia desembarcar por aqui um centroavante de ofício para o Grêmio
disputar a Libertadores...

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Charlie Hebdo utilizou episódio do menino sírio que morreu afogado para seu "humor" e "ironias'. A família Le Pen sorriu. E a Europa mais xenófoba agradeceu imensamente... Prestimosa colaboração! Isto é liberdade de expressão??? Ou Fascismo mal disfarçado?

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Não possuía asas. Pouco falava. Somente gostava de assoviar.Concentrava-se na singeleza que - quase oculta -desafiava o caos urbano. Enxergava poesia, mesmo no turbilhão. Eis que na primeira segunda-feira do ano - e antes do café esfriar na xícara improvisada - desapareceu. Nunca mais foi encontrado. Há quem jure ter visto levitar ...

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"Favor deixar o assento preferencial livre. Seja solidário." Insistia, repetidamente, a gravação ecoando no vagão. O sujeito, extenuado após mais um brutal jornada de trabalho, mal escutava. Segurava firme, mesmo sonolento, a surrada bolsa carregada de papéis, marmita e velhos talheres. A sua frente - no infindável trilho daquele trem - piscava a repetida paisagem dos casebres, mato e miséria.

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Agachado. Orava para não ser notado. Seguiu deste jeito até virar o capacho do lugar. Vivia estendido. Vez por outra resmungava, baixinho, de calçados enlameados. Os lacaios que ali circulavam tinham o hábito de esfregar a sola imunda sobre o infame tapete de gente...
Dona Vergonha (a vizinha esquisita, vigilante e moradora no mesmo andar) evitava passar defronte. O constrangimento a deixava ruborizada...

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Saiu do elevador. Poucos passos até a porta. Não havia campainha. Entrou. Recepcionado por sorrisos e a mesa farta de alimento. Não demorou para sentir pulsar o desejo. O coração, sem cerimônia, foi afoito: disparou trezentos e dezoito batimentos. A história, agora impregnada de saudade, quem conta é a memória...

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"Tu viu a lua ontem?" Assim indagou, singelamente, a mulher de olhos expressivos. Sentados frente a frente,eis que não tardou para o mesmo luar surgir e banhar o rosto alvo. Erguendo-se, no boêmio bairro, por detrás dos telhados remendados de velhos casarões.Na calçada, na mesa do bar, o homem escutava as palavras e mirava os lábios. Após muitas madrugadas sabia que dormiria em paz. E assim repousou. Envolto nas suas vontades e pleno de sentimentos...

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