Joni Baltar
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A gramática portuguesa rendeu-se: sepultámos o berço e as naus.
Acumulo o tempo e propago a existência.
Amar é a forma infinita de alcançar a realidade.
Todas as almas que se ajoelham e o corpo permanece erguido,são fiéis à Natureza e aos Animais.
Está na minha natureza: vivenciar a Natureza.
Com os cacos resultantes do meu caos, construo uma nova e remendada existência.
Permaneço emocionalmente em estado líquido, até que os meus olhos me libertem.
Amor, palavras, música e vinho: a vida avança prazerosamente mais devagar.
Se eu pudesse ser um poema, seria: Alentejo ao luar.
Mais vale uma imaginação fecundante que uma estéril realidade.
A televisão coloca o intelecto de quarentena; mudar de canal não resulta, é mais instrutivo desligar.
A minha alma coabita no meu corpo, esta intensa convivência torna-me eternamente inseparável da vida: até à chegada da humana mortalidade.
O Amor existe: em corações inteligíveis e almas inseparáveis.
Por vezes, num longo abraço percebe-se que a Vida é correspondida.
Devolve-me o meu corpo que está preso ao teu pensamento. Necessito dessa matéria humana para alcançar o teu sonho.
O Amor é intrinsecamente expressivo; os humanos compreendem-se genitalmente.
A injustiça é um autoclismo de ouro que limpa as fezes da engomada e dourada corrupção.
Almas alegres reencontram-se muitas vezes, pelo desencontrado mundo.
Morre-se e vive-se tantas vezes dentro de um abraço que, nem a morte, nem a vida, o tornam compreensível.
Vivendo e repreendendo as distâncias.
A Lua somente se desnuda para quem se despe ao luar.
O que me falta para ser feliz é não ser feliz.
É bastante interessante ser-se seduzido pelo mundo físico que não expressa a linguagem das civilizações.
Para aprender a voar é preciso saber aceitar o lado de dentro do abismo.