John Fowles

Encontrados 9 pensamentos de John Fowles

Esquecer não é uma coisa que possamos fazer, é algo que nos acontece ou não. A mim, não aconteceu.

Vê-la fazia-me sempre sentir como se estivesse capturando uma verdadeira raridade, como se me aproximasse com todos os cuidados, silenciosamente, de uma borboleta de cores difusas e muito belas. Sempre pensei nela como algo indefinível e raro, bem como refinado – não com outras palavras, mesmo as mais bonitas. Palavras de um autêntico conhecedor.

Conheça os livros de John Fowles que aprofundam estes pensamentos.

Ver livros

Não sei por que, mas da primeira vez que a vi, fiquei logo sabendo que ela era única. Não estou louco, claro, visto que sabia ser apenas um sonho, que o teria sido para sempre, se não fosse o dinheiro.

Nunca mais terei um diário, quando sair daqui. Não é uma coisa saudável. É-me benéfico, aqui, pois me dá alguém com quem conversar. Mas é uma vaidade, só escrevemos o que queremos ouvir.

Todo o mal do mundo é feito por ações e atitudes que, de início, pouca importância tiveram.

Ele é louco. Sou eu. Eu sou sua loucura. Por anos ele vem procurando algo para depositar sua loucura. E ele me encontrou.

O homem ordinário é a praga da civilização. Mas ele é tão ordinário que chega a ser extraordinário.

Tudo o que é livre e decente neste mundo está sendo encerrado em minúsculas celas por verdadeiras bestas que não se preocupam.

⁠Há uma coisa que tenho feito muitas vezes ultimamente: olhar- me ao espelho. Em certos dias, chego a não me considerar real, tenho a impressão de que não é a minha imagem que está ali a meio metro de distância. Tenho de desviar o olhar. Volto a olhar para meu rosto, para meus olhos. Tento ver o que que meus olhos dizem... O que sou. Que razão me trouxe aqui.


Trecho do diário o de Miranda
(20 de Novembro)

Livro: O Colecionador - John Fowles