Jane Silva
Às vezes exponho a minha indignação por certos comportamentos que não são meus (e nunca serão) e infelizmente a única coisa que posso fazer é sentir vergonha alheia.
Sou uma pessoa do tipo alfa, aquela que toma o controle da situação e tem ação. Não espero que os outros façam o que eu faço, apenas posso dar um bom conselho a quem se interessar. Porque cada um deve fazer o que lhe é significativo. Eu gosto de tomar a iniciativa porque acho recompensador, mas se alguém decidiu silenciar ou agir diferente do que eu acho certo, eu respeito a sua decisão.
A profundidade de um relacionamento amoroso não está nas publicações, mas no que ocorre no dia a dia e entre quatro paredes.
As minhas dúvidas são as mesmas, são existenciais.
Acredito que o trabalho é uma forma de sair, de esquecer um pouco as inseguranças, as coisas que as vezes o corpo não quer reconhecer. Quando não trabalhamos o vazio é bem maior. Porém, quando ficamos inertes por muito tempo a dificuldade de se mover é grande. Então você ouve alguém dizer: Você tem que sair da sua zona de conforto. Mas, não é somente ouvir e fazer: Isso não é fácil. Por exemplo, você pode tentar deixar tudo e mudar por um tempo. Mas, ainda que queira, é impossível continuar quando o corpo não deixa. Você poderia mudar pela vontade, pelo espirito, mas infelizmente o corpo não resiste.
Acho que todos nós temos o mesmo vazio. Há pessoas que tem facilidade para fazer isso ou aquilo que não conseguimos fazer bem, mas isso não quer dizer que elas são melhores que nós. Percebo que neste nosso tempo temos uma insatisfação, temos um vazio. É como se vivêssemos buscando uma energia e nunca preenchemos o vazio em nós. Mesmo que tenhamos muito, temos a sensação de não termos nada. Porque sempre precisamos de mais e mais. Eu não sei que falta é essa, mas o fato é que fazemos parte deste tempo.
Se você consente desrespeito, não terá respeito, se você permite o abuso, será abusado. Se você não planeja e não tem um propósito para sua vida, se tornará parte do plano de alguém.
Pessoas que não tem a estima de outras, tentam se elevar apontando defeitos, defeitos que por acaso acham que não os têm.
As pessoas que se acham a última coca-cola da praia esquecem que tem gente que prefere suco de frutas.
Você tem que querer e saber querer. Para conseguir o que se quer é preciso ter foco. Com isso, tudo é possível. Daí a importância de saber o que se quer.
Minhas regras de Natal:
Não compro coisas para demonstrar as pessoas o quanto as amo.
Não visito minha família se isso comprometer a minha saúde mental.
Se alguém fizer comentários sobre o meu comportamento de esquiva como-o com uva passa.
Não desejo um Feliz Natal se não for de coração.
Existem alicerces que nos mantém juntos, mas quando são frágeis não são duráveis. Um dia a casa pode cair.
Podemos escolher com quem interagir, partilhar e compartilhar, mas não podemos mudar nossa linhagem. O sangue continua nas veias lembrando-nos que a contra-gosto fazemos parte de uma estirpe maldita.
