J6nemg

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PRIMEIRA INFÂNCIA: AURORA
Aurora que encantas, também emerge a escuridão,
Em meio a bênção da chuva,
A tempestiva tempestade
Um ninho e sete irmãos,
No cantar do galo
No apagar das luzes,
Na hora da divina misericórdia,
A última gota
No caiu no chão
Criança
Que na primeira infância,
Sorriu
Com os seios flácidos da mãe,
O cheiro do café
O povo de muita fé,
Roga Deus
A primavera,
Seus brotos PANCs
Que a fome atenua,
O pingo de gente
A sua primeira infância sobreviveu,
O fruto frutificou
Eis a metamorfose,
O pingo não é mais gota
Viva a transmutação,
Sem rima e sem métrica
Em seus versos transcreve
Um homem escritor,
Erudita pensador
O prosador poeta.
281225II

Deus entristece com a rebeldia dos seus, cujo a criação em nada deferiu- se dos demais. Aquele que busca a glória eterna aqui na terra, perde do coração, a mansidão glorificada pelo senhor; e certamente será consumido em heresia no confins do fogo no inferno.
301225

Inserida por J6NEMG

A lealdade nutre o relacionamento
Como a seiva
Alimenta o caule
Que a retribui com a flor
Assim é a lealdade
A verdade e o amor
A verdade é o caule
O alimento lealdade
O amor é a flor
A flor geram frutos
Filhos que vem do amor
Do fruto se fez sementes
Sementes que viraram histórias
Do usufruto do amor
Afinal o que é o amor


161017

Crônica: inserto é o tempo ou a vida?


A vida é definitivamente recheada de indecisões. Escolher não é uma tarefa para principiantes. Tal afirmativa corrobora o cuidado que se tem com bebês adolescentes e as crianças. Como saber se já é hora de partir? Pode-se antecipar o tempo e conflitar com os princípios divinos? O ideal seria uma vida independente, que pudesssemos regozijar da liberdade em sua plenitude. Sabe- se que a vida é uma metáfora. E verdadeiramente de fato é. Precisa- se apegar ao abstrato, ao invisível, porque aquilo que está ao alcance dos olhos, não transmite mais confiabilidade. Eh,! A promessa deixará de ser promessa, muitos serão surpreendidos, a premissa não será meros devaneios , ela será cumprida. A vida seria melhor se olhassemos uns para os outros como se fosse a última despedida? E ao reencontramos, tivéssemos que recorrer novamente a arte da conquista. Cativar e imputar naquele que vos escuta a sobriedade, a serenidade e confiança. Ficar ou partir, não se sabe se é bom ou ruim. É bom para quem? E ruim? Definitivamente é algo incerto. "Quando o desejo pela vida falece, não existe mais dono, nem existe mais vida"(Teixeira, José Evangelista 2026).
Quebrar o paradigma das pelejas da velhice, não é fácil. De fato só não conhecerás a terceira idade, aquele que ausentar-se mais cedo. Mas o medo da partida jamais deverá existir. É clichê afirmar, o tempo não para, só se eterniza nas obras, nas artes, como em uma fotografia alocada num porta- retrato.


020126

Inserida por J6NEMG

"*Desejo encontrar- te em breve, para a saudade matar"*.
Se a saudade além de um sentimento melancólico, é a ausência das experiências prazerosas vividas, seria então desnecessário matá- la. Não há como reviver os prazeres dantes vivido. As sensações não se repetem, são efêmeras e inevitáveis.

060126

Incontestavelmente a educação deve ser libertadora. Para isso o mestre deve sim, requisitar a valorização profissional. Mas ao elenca- las, priorizem as outras em detrimento do dinheiro.


060126⁠

Um indivíduo obediente e gentil é previsível. Não transgride a esfera do inesperado.

070126

Vida, corriqueira vida
Poeira ao vento
Velha avenida
Que era só pó
A corrida, a carreira
O aspirar , suspirar
Ouvir o rangido
Das portas do tempo
O estampido do tiro
Dos poetas
Os hipócritas desapareceram em meio
As cinzas num redemoinho
Enquanto os artistas
Que semeiam
A euforia
Vive seus delirios
Fascinantes
No Gan Éden
Chacrona, mariri
Cânhamo trágico,
Fruto que alucina
daime santo,
O manjar dos deuses.
Nada mudou
Na avenida da vida
O tempo não para
Há agora um deserto
Comumente de certo
surgiste do pó
Puro pó...
A insanidade
A desigualdade
Falácias, falácias, falácias
O buchicho, o bocejo, o nó
A célula, a cédula
A sensura
O desejo
Poeira só.

100126

O paradoxo de um parasita reside na corrida evolutiva, explícito no controle da mente do organismo explorado. Viver galgando altos voos através da usurpacão da criatividade alheia, não faz sentido e por isso é insignificante. A partir deste princípio, é melhor a inexistência ou a permanência irrestrita em voos rasantes.

110126

Não há dúvida. A coação atrelada à dependência financeira, é a mais cruel de todas as violências praticadas desde o pretérito ao contemporâneo.

120126

Pantera negra
A solitude, ao contrário da perspectiva do senso comum, pode sim proporcionar prazer. O sujeito, precisa estar consigo mesmo, entrar em transe e abster-se dos atos insanos providos pela atmosfera social, e todos os seus sistemas, regras e convenções.
Estar sozinho não significa necessariamente viver em estado de extrema solidão. Nem mesmo uma anomalia que afeta o campo emocional, e consequentemente o perecimento do autoconhecimento e da sociabilidade. Afinal o acúmulo desenfreado de pessoas num mesmo espaço por muito tempo, não é nada salutífero. É compreensível o afastamento, a partida , a despedida. Tal fato, é uma realidade universal que faz parte da condição humana. Ademais, todo esse processo reverbera positivamente na mente do indivíduo observador, que pensa medita e repensa, superando assim a fase da negação, após compreender o processo da finitude humana. Creia no que vos digo! Não vivas embrenhado na ilusão." Todo dia perde- se algo, ou alguma coisa. As perdas e despedidas sobressaem aos triunfos e chegadas.


130126

Ser adepto ao ceticismo não é o mesmo que enamorar o exterminador do romantismo. A agradabilidade de modo exarcebada é superficial e a nenhum sábio comove. A este, só as ações extremamente genuínas encantam!


150126

"Quando o amor à vida tremula e o casulo familiar aparentar ser insuficiente para a socialização; é sinal que a mente está vulnerável, a alma tornou- se incrédula, o espírito está a caminho das trevas". - E o corpo?
- O corpo; ... padece.


160126