isabelRibeiroFonseca
Sopra o vento e com os grãos de areia,
tapamos os olhos,não queremos ver,
somos vendidos,explorados,humilhados,
ignorantes,enjaulados e pobres.
Matamos os filhos,lindos e belos
matamos a alma,o corpo,a mente,
andamos a deriva na tempestade,
matamos a dor da saudade com o tempo.!
Lá vai a sereia perdida,
anda à deriva num barco,
sem rumo, nesta tempestade,
de amor, e de desilusão,
levando consigo um coração,
frio, gelado, com medo das palavras.
Servir, partilhar, verdade,
liberdade, amigo, sorrir,
falar, ouvir, dialogar,
compreensão, confiança,
compaixão, ternura, amar.
Anda à deriva, a nossa sereia,
neste barco sem rumo,
com medo das palavras fortes,
que tocam o coração gelado,
que derrete com medo.
Meu amor,minha,loucura,minha vida,
Quando eu não estiver mais aqui,
meu amor,eu serei uma estrela ,
serei o mar e as suas ondas,
a luz do sol e a tempestade,
o teu caminho,a chuva e o vento,
o perfume das flores,a brisa do deserto,
serei o teu sorriso,as tuas lágrimas,
os teus sonhos,a tua noite,
o teu abraço,estarei no teu coração
para dizer-te,amo-te loucamente,
meu amor quando eu não estiver mais aqui,
olha para as crianças e verás o meu cabelo,
o meu sorriso,os meus olhos,a minha boca,
meu amor quando eu não estiver mais aqui,
rega as flores que crescerão normalmente,
sente o seu perfume,o aroma da relva,
molhada,o orvalho da manha,vê a lua,
vê os pássaros que voarão livremente,
as pessoas nem sentirão,a minha ausência,
elas seguirão os seus caminhos felizes,
ou infelizes só depende delas,
e eu terei somente uma certeza,
de que estive aqui sempre ao teu lado,
amei-te loucamente e fui muito feliz,
meu amor,nunca deixes de amar e de viver,
eu estarei sempre contigo no teu coração,
amo-te meu amor forever!
Rio selvagem.
Corre lentamente e devagarinho,
as águas do rio, pelos vales,
montanhas, lameiros,
entre giestas e choupos,
correm como as almas,
que sentem a escuridão.
Nas águas geladas do rio,
as mulheres que choram,
de dor e saudade,
que querem sair da solidão,
corre lento e devagarinho,
o rio selvagem e puro,
com as dores daqueles,
que sentem a perda de alguém.
Corre o rio entre as fragas e pedras,
com o sofrimento,
daqueles que não conseguem,
sair do seu leito,
e ficam nas margens, com o frio
e triste, está a alma,
que ninguém as quer.
sozinhas, abandonadas,neste rio,
que corre lento e devagarinho,
com a saudade dos vivos,
e dos que partiram para longe,
ficaram sozinhas as almas,
na água pura e fresca do rio,
que corre lento e devagarinho.
Escuto o murmúrio do rio,
que corre entre as fragas,
lentamente e devagarinho,
parece ao longe alguém,
a chorar de frio,será uma,
alma sem forças para lutar,
ou sofrerá de solidão,
ou ainda as lágrimas ardentes,
das mulheres saudosas.
das aldeias e das terras vazias sem almas,
dos homens desaparecidos sem tempo de amar,
que adormecem ao sol e ao luar,
das suas mulheres que não têm noites de amor,
esmagam a raiva que martelam a dor da memória,
Escuto o murmúrio do rio que corre,
lento e puro onde mato a sede de tudo,
de quem e donde mora sozinho!!!
O meu quarto é como uma roseira,
carregada de flores,belas e floridas,
uma renda de seda e sonhos coloridos.
O nosso quarto é uma orquídea,
onde saciamos o corpo,
matamos a sede,
descansamos a mente,
é um jardim encantado.
Vagueio sem destino...
é de noite,olho a praia,
e o meu pensamento vagueia,
a pensar em ti,como eu gosto observar-te,
tocar-te,beijar-te,acariciar-te,amar-te,
sinto a brisa fresca no meu rosto.
Oiço as ondas e vagueio de novo,
que saudades do teu sorriso,das tuas mãos,
do cheiro da tua pele,do gosto da tua boca,
dos teus abraços e do teu aconchego,
de falar,de rir,do silêncio,do teu olhar.
Sinto a areia nos meus pés,
dou por mim a rir à gargalhada,
com o ar mais feliz do mundo,
a pensar nos nossos momentos,
nas nossas conversas e da tua voz,
vagueio com destino, é de noite.
Senhor,
ajuda-me a transformar-me,
numa mulher de oração e de fé,
Ensina-me a rezar,perdoar e amar,
rezar é confiar na tu resposta,
que és tu meu Deus e Senhor,
Ensine-me a rezar pelo meu marido,
pelos meus filhos,
e a fazer das minhas orações,
um caminho.!
Somos a vida, não a morte,
somos de Deus,
só ele decide quem morre, quem vive,
somos do mundo, somos amor,
cada criança que nasce é uma prova de que Deus,
nós ama e que ainda não perdeu,
as esperanças, em relação a nós ,
por favor não matem as crianças elas são a benção,
de todo de bom que Deus nos deu .!
SIM A VIDA, NÃO AO ABORTO.
Plantei uma flor no meu jardim,
ficou perfumada,com o cheiro a jasmim,
uma rosa que cresce perfumada,
uma bela planta cuja flor,
chama-se amor e perdão,
Esta é a flor,mantém o meu,
jardim perfumado e belo,
as suas pétalas têm a cor do amor,
e sua fragrância,é de uma paz perfeita.
Os espinhos caem à medida,
que a flor abre pura e bela,
somos nos meu amor.!
Senhor,
tenho saudades do nosso cantinho,
onde eu choro, rio, falo contigo,
onde sentada ou ajoelhada,
sinto-me muito bem,
no sacrário da minha querida igreja de Arroios,
esse cantinho muito especial,
juntinho a ti,
meu querido Jesus.
Amo-te e beijo-te...
a chuva cai e as gotas de água,
que caiem no meu rosto,
são as lágrimas de amor,dor e saudade.!
Quem enfrenta as dificuldades,
do dia a dia com amor e esperança,
nunca perde a alegria,
de viver,amar e partilhar.
Amo-te em silêncio.
Eu só queria que tu percebesse,
tudo sem eu ter que dizer nada.
ama-me no silêncio.
O Portugal.
os lobos são muitos, os lúcidos são poucos.
ninguém sabe o que quer,
ninguém conhece que alma tem,
tudo é incerto,nada é verdadeiro,
tudo é disperso, nada é inteiro,
nada é certo,tudo é imperfeito,
hoje és nevoeiro,tempestade,vento,
meu amigo,sem alma ,sem amor,
sem rei,nem lei,sem brilho,sem luz,
dos palácios comidos de mofo,escuros ,
vazios,vagueiam as almas,sem paz,
como os mendigos esfomeados e sujos,
como o silêncio hostil da saudade,
arder de frio,morto em cinzas,
o Portugal meu amigo,meu irmão,
os lobos são muitos,os lúcidos são poucos.!
Somos tantos e tantos.
sem tempo para viver,sem tempo para amar,
sem tempo para esquecer,sem tempo para perdoar,
somos tantos,encurralados,no escuro da nossa própria
sombra,temos medo da solidão e somos a solidão.
somos tantos vazios,na alma,sem alma,temos um coração,
de pedra,de frio,de gelo,derrete com medo.!
Aldeia deserta,sozinha,perdida.
no tempo,casas vazias,sem som,
sem risos,sem passos,ruas sem alma,
perdidas,sem vida,com desencontros,
encontros que esquecem sentimentos,
perdidos no escuro da noite,
vou ver a minha Mãe e o meu Pai,
com os brancos dos seus cabelos,
do tempo da vida os seus dedos gastos,
de tanta ternura e tanta solidão.!
Horas de amor profundas,lentas,caladas,
feitas de abraços,profundos e longos,
beijos ardentes,quentes,que gelam ,
ardem no fogo das noites de volúpia,
noites quentes e frias de inverno,
giestas e fragas,sombra fresca de verão,
sinto a tua alma como um rio calmo,
as tuas mãos percorrem o meu corpo,
horas de paixão,profundas,lentas,caladas.!
A esperança de espera das,
horas mortas,sem tempo,incertas,
curvadas,planícies,torturadas,
sangrentas, revoltadas,puras,
gritam a Deus a pedir a benção,
horas mortas,sem água,sem sede,
morrem na fonte,sagrada cristalina,
gotas de orvalho,manhãs altas,sombrias,
sol ardente,das giestas,pelas estradas,
horas mortas gritam de dor,escuro na noite,
curvadas,torturadas,sangrentas,revoltadas,
que gritam a Deus o perdão,horas mortas,
de dor,solidão,vivem no escuro da noite,
que pedem a Deus piedade e compaixão.!
Sim á vida,sempre á vida.
Quantas crianças foram mortas hoje?
Quantas crianças serão mortas no ventre?
Quantas crianças ficarão por nascer?
É difícil estimar e imaginar a sua dimensão!
Muitas vezes de companheiros que obrigam,
as suas companheiras a abortar,eles são responsáveis
por muitas decisões mal tomadas,crianças mortas,
antes de nascer no ventre das suas mães.
Para muitas pessoas não é fácil prescindirem,
das suas ambições são escravos de coisas inúteis,
fúteis,de tudo que o dinheiro compra,carinho,amor.
Quantas crianças foram mortas e serão mortas no ventre?
a vida é o melhor bem que Deus nós deu,viva a vida,
sim á vida,sempre á vida,obrigado Senhor por ter nascido.!
