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A Gustavo M Correa

Encontrados 15 pensamentos de A Gustavo M Correa

​"O peso de uma palavra pode ser ouvido equivalente à moral do mais puro entre os homens."

​"Saber ouvir torna-se o maior dom da consciência."

​"A divindade reside no verbo, ecoa entre os sinos das catedrais e no som do tambor."

​"Sou a linha que separa o Gênio do louco, sou o instante que separa a vida e a morte."

​"O mantra que sustenta a alma do mundo."

​"Imaculado o coração que sobrevive à iniquidade da humanidade."

​"Sou o espírito consagrado, o primeiro verbo que acendeu a luz do mundo."

​"Em essência, sou a lama que cobre a semente de lotus."

​"Muitos são aqueles que sabem onde estou; tão pouco são aqueles que sabem onde me encontrar. Sou um fantasma na penumbra dos olhares, um eco firme em um silêncio escolhido. Encontro poder na solitude do meu coração."

"​A vida precisa do vazio.


​O mundo coloca rótulos,
quando deveria olhar com amor.


​Em cada vazio, há um potencial."

​O VERBO E A ANATOMIA DA ESCUTA


​Verbum in Omni Audire Omne Verbum
Não advém o homem dar crédito entre as vozes do divino para que a mesma seja ouvida, pois a palavra, por si, é o próprio verbo e o próprio divino.
Assim, o peso de uma palavra pode ser ouvido equivalente à moral do mais puro entre os homens.


​Saber ouvir torna-se o maior dom da consciência, para que, de fato, saiba ouvir a melodia das bocas dos homens mais impuros entre os miseráveis
e saiba reconhecer o verbo, que é puro, e que ali o divino faz morada.
A divindade reside no verbo, ecoa entre os sinos das catedrais e no som do tambor.


​Um brilho, um cântico ancestral, o maior presente, a maior presença, que clareia o homem em sua própria escuridão.

O LINEAR DAS ESCOLHAS



​Eu sou a linha que separa o gênio do louco; sou a linha, o instante que separa a vida e a morte. Sou um pequeno instante onde tudo pode acontecer; sou o segredo que define a realidade.


​Tolo é o homem que passa por mim e não reconhece meu poder de destruir ou criar. Sou o fruto que nasce da ordem e do caos.


​Não subestime o meu poder, pois me subestimar é subestimar a si mesmo; sou a encruzilhada que define seu destino. Não sou justo e também não sou cruel: sou o espelho de suas decisões.


​Tudo passa por mim, e o que eu mais vejo são seres que não entendem o poder de suas próprias escolhas.


​Sou aquele que guarda os caminhos que ainda não foram escritos, porém não sou aquele que escreve o destino. Mas eu sempre estou em cada escolha e em cada decisão.


​Sou o observador do desastre humano que, mesmo divino, optou escolher o maligno. Estou presente em suas escolhas, mas você nunca prestou atenção em mim.

A CALIGRAFIA DO ESQUECIMENTO



​Sobre nós, nem mesmo a minha sombra que rasteja no chão sabe os versos que contávamos para o silêncio; e nem mesmo os lugares que guardamos na memória carregam lembranças sobre nós.


​Um dia fomos presença em nosso pequeno instante, e fomos o próprio presente do instante. E, mesmo que eterno, o tempo leva tudo ao esquecimento.


​Somos dois abismos no profundo de nossas memórias, memórias perdidas entre o real e as imaginações. Se um dia fui o herói nas tuas lendas ou o vilão na sombra das tuas lembranças, tudo o que posso esperar é a ausência de nunca saber.


​Sou a sobreposição da verdade que jamais compartilharemos. Em nossos pensamentos, os versos que contávamos se vão em direção ao esquecimento — a caligrafia apagando o que um dia fomos.


​Então, o último conto, um eco que retorna ao silêncio; e assim, restando em nós apenas a lenda, a verdade que jamais saberemos um do outro.

​O MANTRA PARA O MUNDO


​Bendita seja a voz do homem que anuncia o verbo, a intenção dos fracos e miseráveis que, mesmo sujos da lama do terror, mantêm imaculado o coração que sobrevive à iniquidade da humanidade.


​Que canta o mantra que sustenta a alma do mundo.


Airton Gustavo M. Correa

AQUELE QUE CAMINHA ENTRE OS MUNDOS



​Caminho sobre a escuridão da alma e sobre o terror da humanidade; nem mesmo meus pés tocam a terra corrompida, onde o homem governa pela crueldade.


​Sou o espírito consagrado, o primeiro verbo que acendeu a luz do mundo. Sou o iniciado das Eras, quando o mundo ainda era o primeiro som.


​Sou a própria existência e aquilo que ainda não existiu. Sou o segredo do homem iniciado no mistério do Caos, que sobrevive à sua própria imperfeição.


​O presente que o faz ser luz para o mundo e o propósito que os mestres conhecem e servem; o propósito que define a raça dos homens. Onde sou, não há portas e nem chão que nenhum mal consiga alcançar.