Guibson Medeiros

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Será seca.

Terra seca corre o vento
não se ouve um trovão
tem azul no firmamento
mas falta verde no chão
dizem que é sofrimento
eu acho que é aprovação.

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Labaredas.

Hoje nós dois se entende
pela voz do cantador
a nossa fogueira acende
as labaredas do amor
sentimento não se vende
e o meu coração pretende
conquistar seu grande amor.

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Espera.

A seca é uma grande fera
que ataca e não se cansa
pelo sertão onde impera
exercendo sua liderança
o sertanejo se desespera
mas assim mesmo espera
a chuva como esperança.

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Nossa fé.

A chuva é quase nada
a colheita está incerta
sem ter a terra arada
a fome um dia aperta
mas nossa fé é sagrada
pra cada porta fechada
existe uma janela aberta.

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Nordeste bonito.

Todo nordeste tem
beleza e simpatia
o prazer de servir bem
com respeito e alegria
quem vive nesse harém
não sai nem por um dia.

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Direitos iguais.

A nossa vida ensina
da forma e do jeito
quem tem dura cina
merece o respeito
e a lei determina
a mulher nordestina
tem o mesmo direito.

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Meu sertão

A vida no sertão
tem cheiro de natureza
tem a paz pro coração
aos olhos tem a beleza
tem verde na plantação
e tem comida na mesa.

Cada sonho.

O nordestino é confiante
mesmo sendo sofredor
a seca é desafiante
sem chuva não nasce flor
em cada sonho que plante
morre um fardo em sua dor.

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Quando a esperança é maior do que a seca...
a dor se apequena diante de um sorriso.

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Água.

Com água tudo é perfeito
o sertanejo é o patrono
sem água o único jeito
é ir pras terras de outro dono
para sofrer de preconceito
de maus tratos e abandono

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Todo nordeste.

Na oração e na reza
na fartura ou na migalha
na consciência que pesa
ou na atitude que falha
o nordeste a gente preza
se existe quem despreza
existe mais quem agasalha

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Alma.

Que a ambição não atropele
o que a esperança acalma
que a bondade se revele
que o coração bata palma
que o amor nunca congele
porque a beleza da pele
nem sempre estará na alma.

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Nordeste.

Sou da terra de Suassuna
onde reina essa beleza
aqui o trabalho é a coluna
que bota a comida na mesa
e a nossa maior fortuna
é conviver com a natureza.

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Caminho.

Água pouca quase nada
chão rachado vida dura
caminho seco pela estrada
segue o sonho que perdura
de ficar na terra amada
e viver da agricultura.

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Alegria.


Que a seca não estrague
o plantio do meu terreiro
que a luz não se apague
nem no último candeeiro
porque não há o que pague
um sorriso verdadeiro.

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Último pedido.

A terra quase vermelha
os olhos sem confiança
o vento vem em centelha
e o sertanejo se lança
quando ao chão se ajoelha
só lhe resta a esperança.

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Adeus meu chão.

Eu tinha uma vaca leiteira
do meu boi sinto saudade
a minha égua galopeira
vendi por necessidade
quando passei na porteira
a saudade foi inteira
e o coração pela metade.

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Vida de mato.

Tem rio por entre a mata
tem galope no alazão
a colheita é sempre grata
com as delícias no fogão
não quero ouro nem prata
basta essa vida pacata
que tenho no meu sertão.

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O sertanejo.

Se for luxo e riqueza,
num tem, não senhor.
A minha nobreza
é ser trabalhador,
que vem da grandeza
de alguém de valor.

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Vem chuva.

O sertanejo só pensa
em receber a primavera
porque a seca em desavença
no verão vira uma fera
e a dor se torna imensa
mas existe uma recompensa
nos braços de quem lhe espera.

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Sem graça.

Sem água, sem energia
sem palavras de carinho
crianças sem alegria
chão que brota espinho
gente de barriga vazia
que a esperança todo dia
morre mais um pedacinho.

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Do sonho ao pesadelo.

No começo era alegria
flores e declarações
o ar forte que fluía
dentro dos nossos pulmões
e o pulsar que explodia
na mais doce das paixões.

Mas o tempo foge a norma
quando encurta meus cabelos
se meu corpo perde a forma
você já não quer mais tê-lo
e aquele sonho se transforma
no maior dos pesadelos.

Já não tenho teu abraço
teu sorriso também não
dói aqui cada pedaço
que sobrou dessa união
e aos poucos sinto o laço
desprender teu coração.

Já não sei se isso é vida
veja como me recebe
fico em casa deprimida
você quase não percebe
abre em mim uma ferida
e bate nela quando bebe.

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Sem luxo.

É pela enxada que puxo
respeito e consideração
eu não preciso de luxo
de carro nem de mansão
basta a terra que repuxo
ter a comida no bucho
e muita paz no coração.

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Maranhão.

O reggae ecoa na voz
e evolui no coração
a África somos nós
na ginga de cada irmão
que se atira nos lençóis
que enriquece o Maranhão.

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Vida de sertão.

Aqui bate meu coração
que é feliz a cada cena
no voar de um azulão
no cheiro da açucena
dessa vida no sertão
que é dura mas vale a pena.

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