Graça Leal
O verdadeiro feliz, em geral, não sente a necessidade de se declarar feliz, porque a própria felicidade se encarrega de aparecer naturalmente para o público.
Tenha seriedade, comprometimento, respeito e extremo cuidado com a vida real, na vida virtual a gente pode vender qualquer sentimento, qualquer imagem e ser o que quiser, mas é na real que o amanhecer nos desperta para o que realmente existe e precisamos ser, bem como é nela que temos contas para pagar e contas à prestar.
Ser saudável é ter vida dupla, uma na rede, outra na real. Doente é quem vive da mesma forma nos dois ambientes.
O verdadeiro amor transcende o Tempo, exala da alma, dispensa a publicidade e não tem a posse, nem a dependência, como aliadas, ele simplesmente existe e por si só ele se encarrega de promover o que é necessário na vida de quem ama e na vida de quem é amado, com total naturalidade. É doação sem explicação, sem truques e confiável. Estando longe ou perto, só exercita o bem querer. O amor da matéria é que precisa de plateia e que não sobrevive sem as necessidades palpáveis e visíveis, muito menos sem a vaidade.
No fundo, poucos, ou ninguém, sabem amar do jeito que o amor precisa ser sentido e vivido, e enquanto for atribuído ao coração o papel de ser a fonte de amor, fatalmente, ele um dia será substituido ou morto, assim como o órgão, porque é no espírito que ele é verdadeiro, íntegro e imortal.
Agradeça quando você comete seus erros e a vida te corrige imediatamente, porque quando ela te dá corda e deixa o tempo passar pra ver até onde você vai, se prepara, virá chumbo grosso.
"Pra ser sincero não precisa ser grosso" - este é o slogan dos que "abusam da delicadeza" de serem falsos.
Quem não dá atenção aos que lhe cercam de atenção acabam ouvindo, deles, gritos constantes, ou, pior, o silêncio absoluto e eterno.
A possibilidade de novos conhecimentos, novas perspectivas, de ter um outro olhar sobre as suas empoeiradas convicções encantam algumas pessoas, porém promove a revolta em outras pelo simples fato de obrigá-las a amadurecerem e perceberem o quão é valioso o processo da transformação, mas elas preferem se manter onde estão.
Percebam que há uma diferença entre agregar conhecimento e agregar informação. O efeito deles no nosso comportamento e na nossa visão de vida é bem distinto um do outro.
Quem faz uso da consciência costuma exercitar o arrependimento dos erros cometidos. Quem só faz uso do cérebro nunca se arrepende do exercício de ter sempre razão.
O objetivo principal de um sonho é se concretizar, não é ser grandioso. Trate o seu com respeito, é você quem precisa acreditar nele primeiro, porque é pra você que ele tem valor inestimável. Uma vez conquistado, alguns ficarão felizes por você e outros terão inveja do poder da sua determinação, e você estará realizado e grato para sempre.
Quem precisa se autopromover divulgando que possui uma alma iluminada, pode apostar que está furtando energia de alguém. É gato!
Mesmo na estrada da determinação há pedras no caminho, e elas chamam-se "desistência". Dificilmente haverá atalhos nesta estrada, mas a chegada vai te convidar a olhar para trás para você poder dimensionar o quanto valeu à pena ter seguido em frente.
Quando não se ouve o silêncio do outro somos surpreendidos com o seu estridente grito dentro deste mesmo silêncio e, às vezes, tarde demais para dar-lhe atenção.
Honestidade não é só devolver o que foi, eventualmente, achado, mas é, especialmente, não deixar, nunca, o outro perdido.
Às vezes, é preciso provocar reflexões mais desafiadoras para tentarmos acelerar o processo de amadurecimento funcional, dentro de uma coerência mínima dos valores praticados, da sociedade. Ok, temos todo o tempo do mundo quanto uma congregação terráquea, mas não deveríamos perder tanto tempo com o emocionalismo ineficiente.
Iniciar uma semana é mais do que recontar esta pequena fatia do Tempo, é perceber que o Tempo está nos oferecendo uma nova recontagem de possibilidades para buscarmos realizar, por hora, uma fatia do nosso grande objetivo. Mãos à obra, porque o Tempo não para, justamente, para não nos paralisar, porque Ele, se quisesse, pelo tempo, já podia descansar.
Nascemos indivíduo, com alma singular, mas insistem em nos transformar num ser coletivo, por esta razão desenvolveu-se a dependência "exagerada" uns dos outros e com ela a depressão pela decepção. Definiram que a nossa felicidade tem que depender do outro, que "temos" que amar ao outro, acreditar no outro, não questionar o, suposto, poder do outro, viver para o outro, se doar ao outro etc. São tantas as "obrigações" que nos amarram ao outro que não temos liberdade para sermos nós e aprendermos a ser felizes como indivíduos que, essencialmente, somos e podermos olhar o outro como alguém que também precisa se libertar das suas dependências e das obrigações com os seus "outros", e não como alguém com a responsabilidade de, igualmente, ser coletivo, quando ele, também, é um indivíduo. O conceito de interação é perfeito, o que estraga são as vias perfeitas de anulação pessoal.
