Fugás.
Quando vi que não era eterno, já estava no fim.
Dadas.
Peguei tua mão,
Que já era
Minha.
Refluxo?
Não consigo engolir conceitos mastigados.
Ilusão.
Pés no chão,
Descalçados
Da desilusão.
Olha...
Ouvia tudo
O que eu
Não falava.
Segue reto?
Sem rumo,
Segui a direção
Da tua mão.
Outonal.
Folhas no chão,
Folhas voando,
Chão voando.
Temperamental.
Houve um tempo
Que eu ouvia
O tempo.
Viés.
Por que vimos,
Se logo vamos,
Se logo vemos?
Sino.
Igreja,
Ora veja,
Esconde céu.
Bala.
Doce,
Tua mentira,
Cedo.
Nuvem.
Céu azul,
Grama verde,
Passei em branco.
Miragem.
Olhava,
Distante,
O instante.
Some?
Consumo,
Em suma,
Consome.
Se eu clero?
Sinos batem,
Outro domingo,
Outro domínio.
Acobertar?
Que tal trocar
Panos quentes por
Planos quentes?
Vai.
Viver é ir, de preferência adiante. De início, pequenos passos, e passos maiores quando possível. O caminho é de concreto, mas abstrato. É longo e curto. Há pedras, árvores e sonhos. E o medo. Agarrado ao balão azul, já não sei se é ele que me leva ou se sou eu que o arrasto. Deixo rastros invisíveis no chão, que só o amor vê. Ouço ecos de lamúrias e sorrisos, inclusive os meus. Viver é rir, de preferência radiante, mas também chorar. É falar, ouvir e calar. É caminhar, acreditando no impossível. É crer que os galhos que balançam sobre nossas cabeças são asas de anjos. Viver é caminhar no ar. E sentir. E ir, radiante.
Noite longa, vida curta.
Caleidoscópio,
Dois copos
E calei.
Sumo?
Volume no máximo,
Se achando o máximo,
Mas nem próximo...
Coroa?
Jaqueta de couro,
Banco de couro,
E não dá no couro.
Mais 5 minutos?
Despertador desperta;
Eu, em desacordo,
Não acordo.
Ninar.
Tudo finda,
menos, quiçá,
Tua voz tão linda.
Praia.
Havia paz,
Havia pás,
Era areia...
Entendeu?
É tudo mentira,
Inventamos tudo,
Menos o sonho.