Selecção semanal
5 achados que vão mudar sua rotina Descobrir

Francisco Jose

Encontrados 8 pensamentos de Francisco Jose

Ligeiramente, a vida passa,
Não espera,
Nem tolera
Quem, dia após dia,
Não soube sair da carapaça.

A poesia, todavia,
traz alegria e tristeza,
se o sentimento
expressa o momento, com a certeza do tempo.

Acontecimentos
marcam, com lápis e canetas,
nos papéis da vida —
essa jamais obsoleta —
tratando de histórias vividas.

“Você é a castanha do meu caju,
Me derreto por você
Igual manteiga no beiju.”

Eu tomando suco de limão em vez de Toddy.
Disse: quem pode, pode;
quem não pode, se sacode,
dá a volta pela rua de cima
e afina o bigode.

Baixa renda,
Baixa estima,
Levanta a cabeça
E dá a volta por cima.

Ser pobre
Não é motivo pra fracasso;
O ser humano é matéria-prima,
Coração de aço,
Fábrica de qualidade —
Todos têm certificado de garantia.
Vale euro, dólar,
Moeda da China.

Debaixo da ponte ninguém vê o céu;
Só vê o horizonte
Quem não acredita ser ateu.

Agora, mais do que nunca,
Acredito que o desemprego
É a ocupação de muitos.
Todos têm direitos,
Mas ninguém é satisfeito.

Com pouco estudo,
Estudar é o caminho;
O sistema do computador
Não se entende sozinho.

Em cada lugar,
Uma oportunidade;
No campo ou na cidade,
Há equilíbrio na humanidade.

Sou poeta,
Não porque sei fazer rima,
Esse dom carrego comigo,
Embora analfabeta,
A vida é uma mãe que ensina.


Nasci no Hospital São Vicente de Paulo,
Pelas mãos do doutor Paulo Ney,
Naquele primeiro de maio
De mil novecentos e noventa e seis.


Primogênito de Das Dores,
Das dores vencedor,
Orgulho muito tenho,
Porque sei meu valor.


Sou filho de Barbalha,
De todos, o menor,
Sou poeta que trabalha,
Derramando meu suor.


Vejo a vida com os olhos da realidade,
Às vezes, num piscar de olhos, fujo dela;
Viajo até pra outra cidade,
Num instante volto pra minha terra.


Escrevo tantas coisas,
Tantas coisas belas,
Palavras que em si trazem
O que a beleza revela.

Se quiser me ver
Olhe para o horizonte quando o dia amanhecer.
Não sou o sol,
nem o tempo.
De tudo isso, sou um elemento,
uma pequena parte,
poeira ao vento.


Mesmo assim, lembre de mim
ao contemplar a majestade do colibri.
De tal forma, brilho no mundo
como um vaga-lume,
perdido de amor,
rico da luz interior.


Meu Criador, tão fecundo,
me fez pequeno
num universo grandioso.


Lembre-se disso
ao olhar nos meus olhos imensamente brilhosos.

Nas primeiras chuvas,
de dezembro e janeiro,
a alegria chega cedo;
o sertão se enche de fartura:
milho, feijão, macaxeira,
abóbora madura.


Quando se vê o relampejo,
Do céu a certeza a seca fica por derradeira,
dando lugar à mata verde,
esperança do sertanejo.