Fabricio Herenio Duraes
Bem-Te-Vi: Bem-Querer É O Teu Cantar.
Dentro de pequenos ovos em muitos ninhos pássaros já se fazem escutar pela vozes dos seus corações.
Como se já estivessem compondo canções.
Em ninhos que foram feitos por pássaros crescidos com penas pretas,amarelas,marrons e brancas.
Esses que nascerão terão as mesmas cores em suas penas.
E um mesmo tom.
Pássaros com um canto em suas vidas cuidam de pequenos ovos em seus ninhos.
Um bem-te-vi macho e uma fêmea também com canções em suas vidas.
Escritas em dias que se passaram e que deixaram recordações.
Que no presente em suas vidas são relembradas ao olharem abaixo dos seus pés.
Cantando para o outro em emocionantes encontros.
Nos seus ninhos corações se declaram.
Ao lado dos seus tons melódicos um ninho se torna um lugar de bonitas composições.
E para outros bem-te-vis,
cada canto é um chamado para corações que cantam com graciosidade.
Os seus ninhos são feitos de finos capins,galhos e algumas folhas.
Ninhos compostos até por melodias suaves e precisas.
Nos olhos de um
bem-te-vi macho e uma fêmea e nas suas asas uma canção romântica é escrita nos seus momentos.
Para que mais uma ninhada de bem-te-vis cresça e voe enquanto cantam nos mais bonitos lugares.
Um pássaro pequeno com um canto inconfundível.
Com suavidade em cada tom.
Cada um tem no coração um ritmo que chega aos seus bicos e que ecoa por muitas direções.
Vestido com cores vibrantes se apresentam em qualquer lugar.
Com um canto conhecido.
Que atrai outras aves que também tem os seus cantos característicos.
Devidamente aclamado pelos bonitos bem-te-vis.
Bonitos pássaros que cantam várias vezes ao dia.
Com os seus corações alados.
Bonitas vozes em cada tom.
Acima dos seus olhos uma linha branca é como uma estrofe com uma cor que se destaca como uma inspiração para os bem-te-vis.
Nas cidades e esquinas os seus tons ecoam à procura de outros.
De asas em asas bem-te-vis se reencontram.
E cada coração ouve o outro.
As vezes de olhos fechados com mais detalhes de uma outra canção vinda de longe para mais perto da sua.
Com aquela suavidade que cada bem-te-vi entende.
Sentida no coração e descrita nos seus olhos emotivos.
Pássaros que compõem canções que despertam com as manhãs.
E que conseguem ouvir o entardecer cantando antes de irem dormir nos seus ninhos.
E mesmo dormindo os seus corações continuam pulsando em um ritmo crescente.
Até que o amanhecer esteja nos seus olhos mais uma vez pedindo mais canções.
Em cada bem-te-vi um único tom ressoa de um jeito comovente e ensurdecedor como os seus corações.
Dos Símbolos Até As Palavras.
Há muito tempo atrás símbolos foram desenhados pela primeira vez.
Desenhos em cavernas e rochas.
Nos primeiros continentes do Planeta Terra rabiscos foram feitos com tintas e traços encontrados em uma natureza que já havia deixado coisas de sua existência.
Rabiscos sobre o céu e os rios.
Dos animais e das estrelas.
Dos frutos e das árvores.
Do fogo e das chuvas.
Até no chão desenhos foram feitos.
Cada desenho com uma definição.
Nos primeiros rabiscos deixados por vidas ancestrais.
Com cores e formas.
Pequenos e grandes desenhos.
E sobre sentimentos alguns desenhos foram pintados.
No passar do tempo muitos desenhos foram encontrados.
Em continentes terrestres com outras transformações e nomes.
Pinturas de vidas ancestrais deixadas como marcas de um passado que naquele presente queria se fazer entender.
Mais algumas milhares de voltas no seu percurso e o tempo encontrou outros desenhos.
Rabiscados com grãos de areias antigos.
Em pirâmides,vales e tumbas.
Desenhos de aves,répteis e outros olhares e as suas formas místicas.
Em vasos,paredes e torres pontiaguadas.
O tempo percorreu sobre um deserto e as suas primeiras impressões.
Que ainda estão no seu percurso mais atual.
Seguindo constante o tempo encontrou mais símbolos.
Em um continente mais afastado dos outros.
Entre muitos oceanos.
Rabiscos sobre certos pensamentos,dedicação e vontades.
Que ainda são lidos no seu longo percurso.
Após outras centenas de anos no seu caminho o tempo viu que linhas se movimentavam sobre um material feito da mesma natureza que estava.
Ainda como desenhos e outros símbolos que aos poucos mudariam algumas formas.
Em algum lugar um mar cercava ilhas sob grandes templos.
Ao lado de pilares brancos e resistentes as ondas desse mar escreviam sobre as suas viagens,paixões,
saudades e mitologia.
Poemas e frases vinham das suas profundezas.
E o tempo foi supreendido e ficou sensibilizado com cada palavra que rimava.
Com aquele mar e os seus templos fortes e firmes nas suas ondas azuis.
De vez em quando esse mar traz para o tempo palavras sentimentais que ainda rimam e o emocionam.
Seguindo no mesmo continente mas para uma outra direção o tempo encontrou certas palavras.
Que iniciavam com uma fonte fina e com uma cor.
Com uma sonoridade característica daquele lugar.
Palavras escritas com paciência demonstravam traduções sobre uma natureza bucólica e festiva.
Às vezes essas palavras eram ditas de um jeito rápido que o tempo queria conhecer.
Talvez essas palavras finas e bucólicas estejam no seu passado.
Deixadas em contagens no seu percurso.
E que podem ser relembradas nesse mesmo lugar em um outro momento do seu seguir.
Seguindo um determinado percurso o tempo se deparou com um continente quente e diversificado.
Com muitas florestas e coisas preciosas esculpidas por uma antiga linhagem no seu ir e vir.
Outras pinturas e homenagens o tempo encontrou.
Com uma presença marcante e alguns detalhes que representavam uma natureza tropical.
E que continuam assim dentro da sua viagem constante.
Relembrando as suas voltas o tempo tocou em papiros e pergaminhos escritos com as areias de um deserto que ele já tinha visitado.
Seguindo novamente pelos templos do mar,o tempo fez novas releituras dos poemas românticos ou dramáticos que o fascinaram.
Em um alfabeto desse mesmo lugar o mar mostrou ao tempo palavras mergulhadas nos seus movimentos.
Com penas ou pequenos gravetos mais palavras eram escritas.
Ao retornar para um lugar bucólico o tempo leu palavras rápidas tendo escutado algumas conversas.
Algumas centenas de anos no futuro e o tempo começou a ler sobre mais coisas.
Já com linhas e acentuação.
Com sinais e parágrafos.
E mais palavras eram escritas ao lado de desenhos ilustrando muitos momentos.
Sobre a distinção da natureza nos seus continentes.
Sobre nascer,crescer e viver.
Com lápis e canetas.
Com novas palavras e mais significados.
O tempo também percebeu a diversidade de palavras nesses continentes.
Sobre convívio,diferenças e superações.
Palavras de reconhecimento,dúvidas e certezas.
Palavras que escreviam sobre coragem,força,amizade.
Que foram escritas nos inúmeros livros,revistas e jornais.
E ainda são.
Em cada continente com uma diferente acentuação,na forma como cada palavra é dita ou escrita.
Com uma nova ortografia,símbolos e novas definições.
E o tempo ainda lerá mais.
E escutará novas palavras.
Sobre mais esperança,perdão e dignidade.
Pois ainda quer continuar aprendendo sobre coisas maravilhosas do Planeta Terra e a sua grandiosa natureza.
Significados com apenas uma palavra ou frase.
Ou até mais do que isso.
