Edna Frigato
Não há nada mais paradoxal, absurdo, intrigante e, ao mesmo tempo tão coincidente, deliciosamente surpreendente e instigante que um humano.
Gosto mesmo é da permanência dessas coisas meio mágicas, que mesmo apesar de ser fluidas continuam inexoravelmente pairando em nossa atmosfera com perfume de coisa preciosa.
Somente aqui nessa quietude almiscarada de prímulas e estrelas o meu voo ganha familiaridade com o chão, minha arte desafia a gravidade da inércia e na boca desbocada do tempo ganha tom de Poesia.
Cansada da monotonia outonal das folhas ela ousou desnudar-se inteira... e saiu por aí em pétala-pele seduzindo girassóis.
Não me pergunte qual o nome. Sei dizer não senhor. Mas, tenho todos os sintomas que me levam a crer que é paixão.
Nota sobre ela:
Nas noites de lua cheia tem o hábito de perambular por suas vielas, becos, cantos, recantos, por seus esconderijos secretos, somente com seus pensamentos minguantes. Atravessa pontes que só levam a lugar nenhum; sobe e desce seus degraus pra ressurgir sempre nova, e mesmo à margem de seus abismos jamais deixou de ser ela.
Parafraseando Clarice Lispector
Suponho que crer ou não em Deus não seja uma questão religiosa e sim de sentir, de entrar em contato... Ou você sente, ou não sente!
Nota sobre ela:
Gostava de ficar ali quietinha, sozinha, misturada aos elementos da paisagem, até que um dia tornou-se parte integrante dela.
