Edna Frigato
Meus amigos são renda fina, são bordado delicado, arrematados com a leveza, do fio sagrado da amizade.
Às vezes sou primavera, outros dias apenas flor, exalando por todos os poros essência de amor-perfeito, doçuras que há em mim.
No começo era apenas um sorriso. Não tardou virou companheirismo. Hoje transcende qualquer palavra com o significado de amigo.
Camaleão Humano
Não sou isso, nem aquilo, nem talvez e nem
tampouco. Mudo constantemente, aprendo,
evoluo, cresço, me transformo. Evaporo
quando tentam me aprisionar dentro de
suas visões rasas, limitadas, medíocres.
Jamais serei o que você vê e muito menos
o que você quer que eu seja.
Camaleão humano por excelência!
Permito-me, dou a mim mesma o direito
de mudar, seja de humor, opinião ou de cor.
Em um mundo onde as pessoas passam por cima do seu semelhante, seus sentimentos e valores para ser aceitas, ser quem realmente somos acaba custando muito caro. Na verdade os preços são exorbitantes, mas garanto que a liberdade de sermos nós mesmos, faz valer cada centavo pago.
Hoje estive a pensar em algo que representasse a vida. Pensei! Pensei, e não encontrei nada mais significativo que uma borboleta: vibrante e extremamente delicada.
Amigos são tesouros raros, que não se acha em qualquer canto. Uns são presente de Deus, outros presentes da vida.
Coração é exigente, sofisticado e requintado, só se alimenta de doçuras, só se satisfaz com levezas.
A voz levemente rouca denuncia teu desejo, eriça meu coração, excita meus sentidos. Toca-me devagarinho como se asa tivesse na pontinha dos dedos, soerguendo cada pêlo da alva pele, que se torna toda leveza no enlevo desse instante.
É no seu corpo cansado que descanso meu desejo, entre suspiros e palavras doces, carregadas de suores lascivos.
Sensualidade tem curvas salientes, reentrâncias delineadas, ângulos delicados, traços e encaixes perfeitos. Sensualidade é arte divina explicitamente desenhada em um corpo de mulher.
Ainda que se percorra a vastidão infinda de todos os sentimentos humanos, jamais alcançaremos os abismos mais profundos, e os topos mais elevados de uma alma.
