Edna Frigato
Tanta coisa pode acontecer, ou não, se a conjunção subordinativa condicional "se" perder a lógica de existir. Com certeza sem ela a vida perde o que tem de mais belo: a espontaneidade e o mistério.
Não pratique a lei do "olho por olho, dente por dente". Mostre que você é superior, surpreenda: seja para o outro exatamente o que não foram para você.
Mesmo em meio às agruras e as incertezas da vida tenho um olhar que sorri; um sorriso que fala; um falar que abençoa e esse coração enorme vestido de gratidão.
Para que não corrêssemos o risco de não encontrar o nosso número, Deus fez a felicidade tamanho único.
Bendito seja esse mês que nasceu inda agorinha, apresentando-nos o milagre do novo. Um novo mês que surge repleto de sonhos sob as luzes coloridas de natal. Um mês embalado pela singeleza dos cânticos natalino; enfeitado com presépios, guirlandas e lacinhos coloridos de cetim. Dezembro mais que um mês é a personificação da fé, da esperança e do amor. E por mais que usura capitalista tente roubar a pureza do significado do dia mais importante desse mês ele continua sendo o elo de harmonia que nos liga a outros meses, outros tempos, outros povos, outras culturas.
Que mais que um mês para festejar, confraternizar e abraçar, dezembro seja um mês para ofertar, perdoar, orar e agradecer.
Bem-vindo, dezembro!
Trago no olhar os matizes da aurora, as tonalidades da gratidão, as nuances da poesia. Trago no olhar essa aquarela do novo, da vida desabrochando em dégradé, esse arco-íris de cores que nasce com um novo dia.
Nós, mulheres, temos a incrível e maravilhosa capacidade de mergulhar de cabeça na vida, mesmo sem saber nadar; de chorar sem que ninguém ouça, sem sequer o rímel borrar; de virar de ponta cabeça sem nos permitir descabelar. Só nós, mulheres, temos a peculiar habilidade de nos deixar doer inteiras sem uma gota de sangue derramar.
Quando eu falo de Deus, não é sobre igrejas, templos, mesquitas, não é sobre religião que estou falando, é sobre mãos que abençoam, abraços que protegem, dedos que enlaçam, gestos de ternura, olhares que cuidam e palavras que curam. Quando eu falo de Deus é sobre o bem, é sobre o amor que estou falando.
Eu quero renovar os ares do meu interior. Raspar as paredes, passar tinta nova. Trocar as cortinas, mudar os móveis de lugar. Abrir as janelas, deixar o sol entrar. Enfeitar a varanda com flores frescas. Decantar os sentimentos e renovar as emoções.
Crianças são ágeis e vivazes porque não carregam o peso insuportável das lembranças escondidas na razão como o adulto.
Fale mais de coisas que fazem o coração vibrar; olhe mais para coisas que façam o seu olhar brilhar e ouça mais daquilo que faz a alma se encantar.
