Domingos JS Souza
Pensando
Um dia desses eu deitei para dormir e o sono não vinha.
Eu fiquei encarando o teto por alguns minutos. Pensando. Pensando. Pensamentos desconexos.
Então eu comecei a escutar uma música.
A música embalava os meus pensamentos.
Acalmava os meus pensamentos.
Organizava os meus pensamentos.
Ficou na minha cabeça. Uma música calma. Relaxada.
Fechei os olhos.
Comecei a pensar na vida.
Nós não somos eternos. Vamos partir. Vamos passar e seremos esquecidos.
Futuras gerações virão.
Somos egoístas.
Não amamos o próximo verdadeiramente.
Queremos mesmo ver o outro bem?
Nos ocupamos, nos indispomos com coisas tão banais.
Inveja. Ambição. Ciúmes. Intrigas e conflitos.
Coisas ínfimas se comparado a complexidade da vida.
Não Pertencemos a este mundo. Alguma coisa de fato nos pertence?
Seria bom se fizéssemos o bem sem olhar a quem.
Seria um mundo ideal se o amor fosse altruísta.
Se o amor fosse desprovido de vaidade ou inveja.
Se estendessemos a mão sem interesse.
Se alimentassemos o faminto.
Seria um mundo ideal se pudéssemos ajudar sem segundas intenções.
Sem querer nada em troca. Sem barganhar.
Seria bom se o amor ao próximo sempre fosse verdadeiro.
Só não devemos aceitar o mal como normal.
A música aquietou os meus pensamentos.
O sono veio.
Por uns instantes, a música ficou ecoando na minha cabeça.
Enfim eu dormi.
No dia seguinte, eu acordei pensando. Pensando.
Aqui não é um mundo ideal.
Aqui não é uma utopia.
Só lá no céu será perfeito. Aqui não.
Nosso amor não é perfeito, pois o mundo é imperfeito.
Mas, devemos nos doar.
E na imperfeição tentar amar.
Estender a mão e ajudar.
Até a vida acabar.
O sol nasce como promessa.
Rompe o horizonte em fios dourados e derrama esperança sobre a terra ainda adormecida.
Sua luz acaricia os sonhos, desperta silêncios, faz a vida pulsar dentro de nós como um coração que recomeça.
Depois, lentamente, ele se despede.
O pôr do sol é um adeus tingido de saudade, ou talvez apenas um até logo, sussurrado em tons de fogo e mel.
O dia se recolhe. O que foi vivido repousa no tempo, pois o que passa não retorna.
E então vem a noite, vestida de mistério e calma.
A lua reflete a luz tênue e pinta o céu de segredo.
As estrelas, incontáveis, bordam a imensidão com brilhos eternos. Uma delas pisca, distante e solitária, como se nos dissesse, em silêncio:
acredite.
Mesmo na escuridão, há sempre um sol preparando o amanhã.
Não se culpe pelos erros do passado.
Solte as amarras.
Livre-se das ataduras.
Tente ser livre.
Só assim você poderá se desligar do passado e avançar em direção ao futuro.
Deixe o passado para trás.
Perdoe-se. Liberte-se da culpa.
Carregue o perdão, pois cura e renova a alma ferida. Permita-se mudar.
Que a luz do futuro brilhe em cada passo do caminho.
Não se frustre por objetivos não alcançados.
Fez o seu melhor? Fique em paz.
Não fez? Então evolua.
Siga em frente e tente novamente.
Caminhando em direção a luz
Quando a noite cair e o silêncio pesar,
Não corra, não tema, aprenda a andar.
Cada passo firme sobre o chão escuro,
É um verso escrito no livro do futuro.
Sinta o vento, ouça o próprio coração,
Mesmo perdido, há sempre direção.
Não se apresse, não se desespere,
A luz que você busca lentamente se acende.
As sombras podem tentar te enganar,
Mas cada passo seguro é um ato de amar.
Amar a si mesmo, confiar no caminho,
Mesmo que pareça longo ou sozinho.
E quando finalmente a luz despontar,
Você verá que valeu o caminhar.
Porque na escuridão, no medo ou na dor,
O passo constante transforma-se em amor.
Não julgue
Na caminhada da vida, encontramos pessoas cujas ações ou palavras podem nos confundir ou até magoar. Mas nunca vemos tudo. Cada ser carrega histórias invisíveis, batalhas silenciosas e escolhas que desconhecemos. Julgar é enxergar apenas um fragmento do todo, uma sombra que mal revela a realidade. Antes de concluir, respire, observe e lembre: há sempre mais além do que os olhos alcançam.
Não guarde mágoa nem rancor.
Se algo te incomodar fale. Confronte.
E perdoe. Se liberte.
Siga em frente.
A paz e o amor devem dominar nossos sentimentos.
A paz e o amor devem reinar no coração das pessoas.
