Desconhecido
Houve mil coisas que eu não escolhi. Chegaram de repente, sem aviso, e transformaram a minha vida para sempre. Coisas boas e ruins, que eu nunca procurei, mas que me encontraram, mudando o rumo dos meus dias. Foram caminhos que perdi, uma vida que não esperava viver. Mas, se não pude escolher o que veio, eu escolhi como enfrentá-lo. Escolhi sonhos para colorir meus dias, esperança para sustentar minha alma e coragem para desafiar o inevitável. Porque viver é isso: não controlar o que chega, mas decidir como permanecer de pé.
Das dores do estômago, da falta no bolso e das feridas do coração, nascem as lições mais duradouras.
Corresponder e não ser correspondido dói, e não é aquela dor que você toma remédio e passa, é a dor da alma.
Incorrespondência se transforma em mágoa, mágoa com o tempo em fereza. Essa dor carrego desde sempre e creio que ela me acompanhará até o meu findar.
Quando eu olho para trás e penso em todas aquelas preocupações, lembro da história de um velho homem que, em seu leito de morte, disse que teve muitos problemas na vida, muitos dos quais nunca chegaram a acontecer.
No Silêncio da Solidão
No silêncio profundo da noite vazia,
Onde a lua sussurra sua melancolia,
Habita um coração cansado e ferido,
Por anos de dor, sozinho e perdido.
As ondas do mar vêm beijar a areia,
E levam segredos que ninguém anseia.
Mas, no horizonte que nunca se alcança,
Há apenas o eco de uma esperança.
Os dias passam, sempre tão iguais,
Memórias que pesam, lembranças fatais.
Sonhos que morrem antes de nascer,
Num corpo que vive, mas não quer viver.
O vento murmura histórias de outrora,
E o peito responde: “não há mais agora”.
Olhos que fitam o vazio sem fim,
Como se ali encontrassem um "sim".
E, mesmo cercado de imensidão,
O vazio permanece como prisão.
Pois, no final, o que dói verdadeiramente
É saber que o mundo segue indiferente.
Madrugada fria e chuvosa, ele acorda, se senta sobre a beirada da cama, juntas os cacos de sua vida se arruma e vai trabalhar!
Amanhece o dia, mas ele não vê o raiar do sol, só sente o clarão e o cheiro da terra molhada que se aquece sob o sol que agora já escalda sua pele!
Vê o dia passar tão rápido, que se indigna pelo tempo não parar para vê-lo sofrer, por vezes pensa o porquê das pessoas não lhe perguntarem como está se sentindo!
Mas não importa, ele é homem e para homens a única resposta é; ESTÁ TUDO BEM!
Termina o dia, cansado, sua pele queimada pelo sol escaldante, indignado e novamente junta os cacos da sua vida e retorna para casa, para repetir tudo de novo na manhã seguinte!
saiba que te escrevi versos, poemas, canções, mas nada descreveu o quanto eu queria que fosse você.
Existe essa coisa de ser uma pessoa boa ou uma má pessoa? Não sei se isso é verdade, mas, se for, acho que sou uma má pessoa por todas as pessoas que já magoei. Sim, eu devo ser uma má pessoa. Mas como seria bom não ser a má pessoa...
Às vezes, eu só queria ser a vítima, a "boa pessoa". Mas e se, na verdade, as pessoas "más" só forem vítimas criadas pelo instinto de sobrevivência humano? Vítimas de uma sociedade hipócrita e preconceituosa? Ou vítimas de si mesmas?
Aquelas que criam uma camada para se proteger do próprio vazio e, para não se sentirem tristes, acabam criando um vazio ainda maior nos outros—às vezes sem querer, às vezes para aliviar a sensação horrível de ser quem são.
Enfim, acho que sou a terceira opção. E qual é ela? A terceira pessoa é aquela que simplesmente não quer ser classificada por dois adjetivos fúteis: bom e ruim.
