Daniel Melgaço
Na Idade Média, os mais belos eram os mais gordos. Na Idade Contemporânea, o oposto. Em que época o interior se tornará a beleza extrema?
Nós iremos nos concentrar no bem para o mal acabar ou apenas quando o mal acabar nós iremos nos concentrar no bem?
Nem sempre queremos saber a verdade. Não quero saber do mal que existe no mundo. Quero saber do bem que existe. E isto não me faz um iludido, me faz um idealizador.
Algumas pessoas, quando recebem o mal, acreditam com todas as forças de que o bem não existe. Mas, por qual motivo, quando recebem o bem, não acreditam que o mal não existe?
Quando entramos em um relacionamento e fazemos amizades com os amigos dessa pessoa, só são realmente amigos aqueles que você poderia dizer que continuaria falando caso o relacionamento terminasse.
O motivo de uma briga não pode ser mais insignificante do que a insignificância que é uma briga insignificante.
Algumas experiências ruins apenas são assim denominadas por não termos acesso ao futuro, pois se tivéssemos, no mesmo instante transformariam-se em momentos de alegria.
Ninguém rouba a paz de ninguém, as pessoas tiram das outras. Roubar seria trazê-la para si, mas isto não é possível. Roubar a paz do outro é como roubar, ao mesmo tempo, a própria paz.
Roubar minha paz não vai fazer com que ela se torne sua. A paz é uma virtude que se adquire sozinho. Mas como posso viver bem com alguém que constantemente me faz perdê-la? Se você gosta de mim não me faça perder, pois ao fazer isto, saiba que também estará perdendo a sua.
Não me importo se pro mundo eu valho o que eu tenho. O que vale para mim é o que eu sou. E se o que eu sou é menos do que o que eu tenho, então o mundo não merece o que eu sou.
Ouvir música pelos fones de ouvido nos faz perder a noção deste mundo. Mas nos permite a percepção de outro.
O homem luta para saber se sua consciência pesa por causa de uma convenção da sociedade ou por uma convenção universal.
