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3) Quando vejo o espetáculo da tarde que se agoniza no esplendor do horizonte, minha imaginação quase penetra nos mistérios de Deus!
Quando vejo os raios do novo sol, imagino no imaginável da Vida.
Não a vejo, contudo, envolver-me a alma,
Assim, permito-me controlar meus pensamentos para sentir um pouco de alegria orvalhada num modesto sorriso...
2) Essa árvore, representativa da fertilidade e existência corporal místico de Cristo.
Essa seiva sanguínea que nos faz reviver no sagrado, para configurar em nós esse Cristo invisível, indescritível, porém simples e tocável por nós deixando-nos exultantes de alegrias; não humana...
Como rechear minha árvore de natal:
Com pétalas de Amor Divino; com aromas de virtudes;
Com solidez da caridade; e finalmente acendê-la com a vida lotada de paciência, perdão e verdadeira amizade social !
O imaginário é uma ficção coletiva vivida como uma realidade objetiva.
Em política nada se faz sem calcular. Mesmo as paixões e os gestos inesperados são medidos antes de acontecer.
Campanhas eleitorais são shows nos quais o eleitor, ou público, finge acreditar nas promessas que lhes são feitas.
O Brasil tem tradição de civis dispostos a lamber as botas dos militares em troca de um golpe que os salve do fantasma do comunismo.
Como podem ser inesquecíveis tempos que aos poucos se vão perdendo na memória, soprados por novos e eternos minuanos? Lembrar é uma necessidade. No fundo, lembrar está aquém e além da razão.
Celular liberta e aprisiona, aproxima e afasta, reúne e separa, abre e estreita horizontes, faz voar e ficar fincado no chão. Funciona, ao mesmo tempo, como instrumento de comunicação e de incomunicação.
Trump se preocupa mais em alimentar sua vaidade, ser tratado como vencedor, do que com qualquer conquista real.
PERPLEXIDADE DIANTE DA MORTE
A tragédia do avião da Chapecoense me provoca um sentimento repetitivo: não somos nada.
É trivial.
Um lugar-comum.
Um sentimento devastador: somos poeira.
Lembra uma expressão do próprio futebol para o toque de bola: estava aqui, não está mais.
Quem não se perturba?
Bolhinhas de sabão, estouramos todos os dias.
A vida é uma ilusão compartilhada.
Até que se acaba como um suspiro.
Ficam as lágrimas de quem ainda tem algum tempo por aqui.
Mas quanto?
Perdi muitos crepúsculos digerindo as frases condescendentes de figuras odiosas que só queriam me envenenar com suas falsas solidariedades.
Cada vez mais pais sustentam ou ajudam filhos até mais tarde, que parecem buscar se livrar dos pais o mais cedo que podem.
