Biografia de Charles Baudelaire

Charles Baudelaire

Charles-Pierre Baudelaire (1821-1867) foi um poeta francês. É considerado um dos precursores do Simbolismo, tendo influenciado as artes plásticas do século XIX.

Charles Baudelaire nasceu em Paris, França, no dia 09 de abril de 1821. Ficou órfão de pai com seis anos de idade. Jovem rebelde, mantinha um relacionamento tumultuado com a mãe e o padrasto. Em 1832 foi enviado para uma escola militar em Lyon, onde se rebelou contra a estrutura militar. Com 15 anos voltou à Paris e ingressou no Liceu-le-Grand, de onde foi expulso em 1839.

Por levar uma vida de boêmio foi enviado para a Índia, mas dez meses depois estava de volta sem nunca ter chegado ao destino. Com 21 anos recebeu a herança deixada por seu pai. Volta à boemia e se apaixona pela dançarina Jeanne Duval, que se torna sua amante por longa data. Em dois anos havia desperdiçado metade de sua herança levando sua mãe a entrar com uma ordem judicial para controlar seus gastos.

Em 1857 publica “As Flores do Mal”, uma coletânea de 100 poemas. A obra foi censurada pelo conteúdo obsceno de seis poemas, sendo obrigado a pagar pesada multa. Quatro anos depois foi reeditada com trinta novos poemas. Em 1960 lança “Paraísos Artificiais”. Charles Baudelaire foi também tradutor, ensaísta e crítico de arte. Traduziu e comentou diversas obras do escritor americano Edgar Allan Poe, para torná-lo conhecido na França.

Entre 1864 e 1866 viveu na Bélgica, quando começou a ter problemas de saúde. Faleceu em Paris, França, no dia 31 de agosto de 1867. Sua obra, que inaugurou a modernidade da poesia, só foi reconhecida após sua morte.

Acervo: 83 frases e pensamentos de Charles Baudelaire.

Frases e Pensamentos de Charles Baudelaire

O mais irritante no amor é que se trata do tipo de crime que exige um cúmplice.

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Aos olhos da saudade, como o mundo é pequeno.

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Embriagai-vos!

Deveis andar sempre embriagados. Tudo consiste nisso: eis a única questão. Para não sentirdes o fardo horrível do Tempo, que vos quebra as espáduas, vergando-vos para o chão, é preciso que vos embriagueis sem descanso.

Mas, com quê? Com vinho, poesia, virtude. Como quiserdes. Mas, embriagai-vos.

E si, alguma vez, nos degraus de um palácio, na verde relva de uma vala, na solidão morna de vosso quarto, despertardes com a embriaguez já diminuída ou desaparecida, perguntai ao vento, à vaga, à estrela, ao pássaro, ao relógio, a tudo o que foge, a tudo que gene, a tudo o que rola, a tudo o que canta, a tudo o que fala, perguntai que horas são. E o vento, a vaga, a estrela, o pássaro, o relógio vos responderão:

- É a hora de vos embriagardes! Para não serdes escravos martirizados do Tempo, embriagai-vos! Embriagai-vos sem cessar! Com vinho, poesia, virtude! Como quiserdes!

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Quem não sabe povoar sua solidão, também não saberá ficar sozinho em meio a uma multidão.

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A felicidade é composta de pequenos prazeres.

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