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Diário de Bordo: O Planeta Devastado e o Berço da Nova Praga
Enquanto o piloto acendia o cachimbo, alguns tentáculos da erva alienígena ainda tentavam rastejar para fora do fornilho. A fumaça densa e tóxica invadiu a nave. No meio da névoa alucinógena, a garota Veridiana entrou em trabalho de parto. O DNA terráqueo operou seu milagre caótico: ela deu à luz seis filhotes humanos de uma vez, cada um de uma cor diferente — o reflexo exato da nossa tripulação multicultural. Para comemorar, abrimos algumas latas de cerveja quente, fermentada direto no calor do reator da nave.
Navegando pelo quadrante, encontramos um planeta verde e abundante, que já vinha sendo timidamente depredado por dragões locais. Mas o estrago dos nativos não é nada perto do profissionalismo humano.
Na descida, a nossa nave amassada arrebentou as copas das árvores e abriu uma clareira na marra, pegando um pedaço de terra com água e uma cachoeira. A mera chegada da nossa carcaça poluente já começou a sufocar a fauna local. Sem perder tempo, descarregamos o reator atmosférico para modificar o ar e transformar o ambiente à nossa imagem e semelhança.
Duas colônias humanas foram instaladas em tempo recorde. O extermínio dos dragões foi rápido, sistemático e industrial. Em poucas semanas, as criaturas que antes dominavam o planeta viraram apenas desenhos rupestres nas paredes, tapetes e estátuas de decoração para os novos lares dos colonos.
Com o trabalho feito, os embriões entregues e o planeta devidamente condenado ao progresso humano, a nave deu mais um estouro no motor. Deixamos a nova colônia para trás, acelerando a nossa lata velha de volta à escuridão do espaço.
O universo que se cuide, porque os filhos da Terra acabaram de ganhar mais um puxadinho.
— Por Celso Roberto Nadilo
Diário de Bordo: O Boteco do Fim do Universo
Entramos em um entreposto de trocas que parecia uma taverna de piratas da Terra do século XVIII. Para nossa surpresa, o lugar já estava infestado: outros humanos terrestres bebiam, riam alto e controlavam o ambiente. No centro do salão, um churrasco inacreditável: eles assavam um Predador e vários outros monstros espaciais no espeto, alternando os cortes com goles de chimarrão e tragos de uma velha e violenta cachaça.
Um dragão alienígena, querendo cantar de galo e impressionar os recém-chegados, arrancou o copo da mão de um dos humanos e virou o líquido de uma vez. Mal sabia ele que a nossa cachaça era feita à base de metanol purificado, direto do combustível da nave — o mesmo álcool corrosivo de postos de gasolina terrestres. O dragão engoliu, arregalou os olhos, soltou um último bafo de surpresa e caiu morto no chão; sua boca derreteu instantaneamente de dentro para fora. Os humanos só riram. Mais um adorno e um par de chifres garantidos para o painel da nossa nave.
O barman, um ser cheio de tentáculos, começou a tremer de pavor atrás do balcão. Com medo de ser o próximo espeto da noite, gaguejou apavorado:
— Por favor... não quebrem o lugar. Posso arrumar um quarto para vocês, algumas garotas de graça, o que quiserem!
Mas para os gafanhotos humanos, o suborno padrão nunca é o bastante. Olhando fixamente para os tentáculos trêmulos do barman, o piloto tragou seu cigarro e exigiu o verdadeiro tesouro daquela espelunca:
— Esquece as garotas. Eu preciso é de ervas do espaço para o meu cachimbo. Anda logo.
Diário de Bordo: O Retorno dos Gafanhotos à Velha Terra
O que parecia um mito nos becos escuros das favelas espaciais agora estava em nossas mãos: a chave temporal. Ligada aos cristais de tempo que contrabandeamos e alimentada pelos novos motores tridimensionais, a nossa lata velha deixou de apenas flutuar no espaço; agora, ela rasga o próprio tecido do ontem e do amanhã.
Ao ver os indicadores do painel brilharem com a energia cronológica, os olhos do capitão faiscaram de pura malícia. Ele tragou o resto do cigarro, olhou para a tripulação de loucos e deu a ordem que mudaria o rumo da galáxia:
— Vamos voltar para a Velha Terra.
O plano não era um retorno pacífico ou um resgate nostálgico. Nós tínhamos novas perguntas que só o passado poderia responder, mas, acima de tudo, precisávamos de novas cargas. O estoque de cachaça de metanol estava no fim, os embriões precisavam de reforço e o universo ainda tinha muitos postos de combustível para explodirmos. A Terra — com toda a sua história de guerras, recursos e a nossa própria linhagem de malandros — era o mercado atacadista perfeito para a nossa predação.
Os motores tridimensionais roncaram, os cristais de tempo canalizaram a energia quântica e a nave inteira tremeu, saltando através das eras.
A humanidade já era o terror do espaço profundo. Agora, com o controle do tempo, nem o passado da Terra está a salvo de nós. Segura o cinto, porque os gafanhotos estão voltando para casa.
— Por Celso Roberto Nadilo
Diário de Bordo: Favelas Espaciais e a Sucata da Voyager 1
O espaço profundo tem sua própria periferia. Longe do brilho dos planetas centrais da Confederação Estelar, orbitam as favelas espaciais — imensos aglomerados de carcaças de naves, asteroides amarrados por cabos de aço e estações abandonadas. Ali vivem os sobreviventes da raça humana, os renegados cósmicos e seus filhos mestiços.
Nas favelas da Terra, a sobrevivência girava em torno do tráfico de drogas e do contrabando de armas. No espaço, o crime evoluiu: o negócio das novas facções é o tráfico temporal. Eles vendem fendas no tempo, contrabandam tecnologias de séculos passados e compram futuros alternativos no mercado negro. O crime agora rasga o tecido da realidade.
Enquanto o crime domina a periferia do cosmos, nossa nave enferrujada continua sua marcha. Deixamos parte dos tripulantes colonizadores nos seus novos destinos: alguns ficaram em um pedaço árido de lua, outros montaram acampamento em um planeta tomado por árvores colossais. A semente humana foi plantada mais uma vez. A garota Veridiana, completamente adaptada ao ritmo da nossa espécie, já está grávida de novo. A linha de produção de humanos não para.
Para continuar viagem, nossa lata velha precisava de um trato. Nas oficinas clandestinas da favela espacial, a nave ganhou moldes novos e uma repaginada na lataria. Mas a grande joia do ferro-velho veio do passado da nossa própria história: os mecânicos conseguiram resgatar os restos da lendária sonda terrestre Voyager 1, lançada no século XX.
Arrancamos o gerador termoelétrico de radioisótopos da velha sonda e o adaptamos como um motor de gravidade quântica. Aquela relíquia de alumínio e ouro, que um dia levou um disco com os sons da Terra para o infinito, agora serve de calço e propulsor para a nave mais vigarista da galáxia.
Com o motor da Voyager roncando alto e a gravidade distorcida na base da gambiarra, aceleramos rumo ao próximo quadrante. O espaço é grande, mas para os gafanhotos humanos, é apenas um imenso ferro-velho esperando para ser desmanchado.
— Por Celso Roberto Nadilo
Diário de Bordo: Os Gafanhotos Espaciais e os Colonizadores de Embriões
A bordo, a nossa carga mais preciosa e contraditória: uma colônia de embriões humanos, a semente dos novos colonizadores. Para o universo, somos apenas os Gafanhotos Espaciais, mas para o futuro da nossa espécie, somos os carregadores de sonhos.
No meio do caminho, aceitamos uma nova carona: uma garota Veridiana do planeta Traquis 4. Ela trouxe consigo um bicho bizarro, uma criatura que caça humanos com o único objetivo de infectá-los com um vírus mutante controlado por um fungo pensante. Mal sabiam eles onde estavam se metendo.
Encostamos a nave em um novo posto de parada, na borda de um buraco negro. A gravidade da massa crítica estava tão violenta que, assim que estacionamos, o motor da nossa nave simplesmente despencou no chão do posto. Enquanto o piloto descia, calmo, para comprar cigarros eletrônicos, o caos humano acontecia ao redor.
No restaurante do posto, uma baleia espacial girava no espeto. Um dragão imenso esperava pacientemente pelo seu pedido. Aproveitando a distração da criatura, um dos nossos humanos roubou as correntes de ouro do dragão e ainda arrancou alguns de seus dentes. Tudo para virar enfeite no painel da nave, logo ao lado de uns chifres que surrupiamos de um povo espacial que parecia uma mistura de polvo com rinoceronte. Os outros passageiros do posto começaram a suar frio de medo da humanidade. Afinal, quem usa uma cabeça de Predador como abajur no painel não está para brincadeira.
A infecção que a garota de Traquis 4 planejava foi um fiasco. O cachorro espacial que ela carregava ficou para trás no posto, morto. O fungo pensante e todas as pragas alienígenas simplesmente murcharam e morreram ao entrar em contato com os terráqueos. Depois de séculos de história humana sobrevivendo a esgotos, pandemias e miséria, nós somos imunes a qualquer ameaça biológica do universo; o resto do cosmos é que é frágil demais para nós. Para piorar a situação da Veridiana, o feitiço virou contra o feiticeiro: o vírus falhou e a garota já estava grávida de um dos tripulantes terrestres.
De volta à rota, cruzamos com um cemitério de naves abandonadas. Para os gafanhotos humanos, aquilo era um shopping a céu aberto. Em minutos, estávamos saqueando tudo: calotas de motores hiperbólicos foram adaptadas na nossa lata velha, novos propulsores foram soldados na carcaça e roubamos até tecnologia de teletransporte e cápsulas de imersão de sono criogênico — onde o sono comum era, na verdade, uma viagem por um universo paralelo.
Com os motores novos instalados e os tanques cheios, o saque rendeu mais do que peças: encontramos as coordenadas de um novo planeta pronto para ser invadido. A colônia de embriões já tem um novo lar para sugar. O universo que lute.
— Por Celso Roberto Nadilo
O Paradoxo do Eterno e o Resgate no Nexus
Preso no vazio do Nexus Temporal, Samuel sentia sua mente fraquejar enquanto mastigava os restos secos de um amanhã que nunca existiu. Mas o universo não aceita o vácuo, e muito menos o apagamento de uma linhagem que já reescreveu a história.
De repente, o tecido cromático da cela quântica rasgou. No meio do nada, surgiu Cecília.
Ela era a bisneta de Samuel, uma variação temporal viva nascida diretamente do paradoxo cronológico. Cecília não deveria estar ali, mas, pela lei fundamental do Colisor de Pensamentos, aquele que existiu sempre vai existir. O tempo pode ser dobrado, sabotado e trancado, mas a existência de uma consciência é indelével.
Como a física do espaço-tempo proíbe terminantemente a presença de dois "Eus" idênticos no mesmo ato do loop, o universo resolveu a equação da forma mais caótica possível: em vez de trazer o velho Samuel ou o filho dele, a própria linha do tempo materializou Cecília no Nexus como uma força de compensação. Ela era a resposta matemática à prisão de seu ancestral.
Cecília olhou para Samuel, o bisavô debilitado pelas migalhas quânticas, e estendeu a mão. Em seu pulso, um dispositivo feito com a carcaça modificada da velha Voyager 1 brilhava com a energia dourada dos cofres roubados do passado.
— Eles acharam que podiam trancar a nossa história em uma cela, bisavô — disse Cecília, com a voz ecoando em várias frequências temporais ao mesmo tempo. — Mas eles esqueceram a regra básica: nós quebramos o tempo antes mesmo de eles inventarem as facções.
O Nexus começou a tremer. As paredes invisíveis da prisão das facções racharam quando a presença de Cecília forçou o loop a se expandir. O confinamento havia acabado. A linhagem de Samuel não era uma prisioneira do tempo; eles eram os donos dele.
— Vamos embora — Cecília sorriu, ativando o motor tridimensional. — Temos uma bomba atômica no Brasil para proteger e umas facções temporais para apagar da história.
Brilho na escuridão do espaço.
É brilho na imensidão
O passado é visto para se desvendar o futuro.
Nossos olhos vem luz da estrela mais quando olhamos mais perto a luz se embaraça como pingo cai no lago cria ondas se refleti em profundo sentimento.
O homem é um pássaro sobre abismo
Medo que cair, pois voar igual a andar,
Se torna fenômeno cair do ninho aprender a voar.
Fronteira da galáxia é a mesma imensidão do passado e quando sonhamos vemos aglomerados de estrelas que brilham nos nossos pensamentos.
No claro de uma nova apologia a aurora de nossas almas somos capazes de compreender que mundo é um universo humanista mesmo frio e sem sentimentos observamos a grandeza de uma gigantesca força da natureza.
Nossos reflexos são pequenas sombras na ilusão humana.
Devemos glorificar olhar as estrelas ver que do nosso microcosmo ainda somos arrogantes e mesquinos...
Nos alienamos pois assim a gloria na riqueza e no impunidade...
Vazamos tanto conhecimento mais ainda não conhecemos nem a nos mesmo.
Pois somos universos denfro de universos... nem quem criou a humanidade sabemos de fato,
E nem temos idea do potencial temos.
Vagamos pelas riquezas da existência somos fragmentos da verdade escorre pelo espaço sideral e restante do cosmo. Gritamos que existimos.
Mais ainda caminhamos na caverna de Platão... outras vezes caminhamos dentro da caverna digital.
Por Celso Roberto Nadilo.
Nas fronteiras do medo o somos diante do somos?
No conforto dos nossos lares ainda vagamos pelas correntes que carregamos a séculos.
A escravidão mental emocional e ogaritimos tida regras.
Ainda somos racistas e repressivos ,ingnorates, abusivos, filhos da opressão.
Se é gay tem ir para fogueira.
Se é religião pagão fogueira.
Se é bruxa descriminação fogueira sem exssão.
Se burro e alienados futuro da nação.
Queime os pensadores e ignore.
Pois eles são loucos ditadores da gramática fundamental da existência.
"No conforto dos nossos lares, ainda vagamos pelas correntes que carregamos há séculos: a escravidão mental, emocional e os algoritmos que ditam regras. Ainda somos racistas, repressivos, ignorantes e abusivos — legítimos filhos da opressão.
Se é gay, tem que ir para a fogueira.
Se é de religião pagã, fogueira.
Se é bruxa, discriminação e fogueira, sem exceção.
Mas se é burro e alienado, torna-se o 'futuro da nação'.
Queimem os pensadores e ignorem-nos! Pois, para este sistema, eles são os loucos: os ditadores da gramática fundamental da existência."
Nas lágrimas veladas espinhos são expostos como alivio da vida,
Pois mesmo magoados sejamos louvados.
Somos objeto de estudo enriquecimento cultural raríssimo...
Julgamos o contemporânea vida numa alienação coletiva abstrata entre crias dos vies acúmulo do absurdo.
Ainda sobreviventes do ambientalismo do gado pois o gado alimenta o povo a floresta apenas mato cresce em qualquer lugar.
Nas fronteiras do conhecimento somos o caos caótico absoluto que predomina os alienígenas que somos nos diante os deuses místicos do feudalismo digital.
Nas origens somos omissos pois nem a conhecemos apenas existimos no espaço continuo.
Entre os imortais somos poeia falante que resiste em viver...
Mesmo que tempo seja devastador ainda existimos.
Embora seja sagrado ser imortal vivemos numa sociedade contemporânea dos quais imortais estão numa academia de letras...
As letras são desenhos nas cavernas onde o ser humano do futuro verá fará piadas com suas leis...
E as experiências será sonhos no astral.
Se o amanhã anotamos tudo...
....para que o paradoxo tome formas.
Mas.
Somos copilidos pelo que somos.
Diante o que somos ainda seremos o somos.
Nas profundezas do esquecimento somos um vórtice de contradições e reações...
Para as realizações somos servos de nos mesmo esperando um dia melhor...
Então somos apenas somos dentro da apologia do ser para que sou diante do que somos...
Toda constante tem a variável em tuas mãos sois vento levou tantos momentos numa constante...
Num voo cego o paradigma se contrata e um fato que desdém o instinto que a variável do relativismo.
Toda constante tem um espelho quantico. Pois a variável e parte da energia para energia não há espaço ou tempo se existe hoje sempre existiu pois ate nos primórdios houve um momento que energia tocou o homem na fogueira ouve evolução existencial dos humanos.
Entre dia e a noite somos ilusões do tempo.para o qual estado alterado de consciência se vê no amanhecer de cada instante ate anoitecer, quando anoitece nos vemos nos aglomerados da madrugada.
E evoluímos diante o abismo que transpoem laços da eternidade.
Na sub existência do amanhecer da humanidade... somos pequenos lampejos de paradoxos em aflor de tantos seres somos apenas humanos...
Nos firmamento temos individualidade racional mais na transcendência do ser alienado vemos aglomerados de vies que entorpece a mente mostra degradação da humanidade. Tendência involuntária também tem seu erros pois dentro das contradições somos copilidos a crítica o pensamento nublado nebuloso dentro da bolha que desprende se da realidade.
Mais quando temos a visão de compreender a matrix sua manipulação.
Aprendemos que o controle está todo lugar mais não vemos as correntes que nos aprisiona apenas glorificamos a prisão pois aonde viveríamos diante o caos que nos colocamos. "Ainda quero comer churrasco delicioso da floresta destruída e o carvão era a parte da floresta devastada."
*respiro minhas memórias pois ar e refinado nos purificadores*
Nossas vidas roubadas pelas necessidades de homem se dizem deuses de mundo decadente*
Numa cadeia de eventos somos sustentável...
Ou aprendemos sermos insensatos diante de uma teia biológica....
somos servos cegos da alienação coletiva.
Pense seremos assimilados pois ignora e declínio.
Nas virtudes do atribuição da constante seja possibilidades e variações da equação.
Sendo digno ate fruto da manipulação se torna fenômeno mundial como as grades da existência contemporânea.
Vemos aglomerados de estrelas novos horizontes nos capítulos da humanidade. Mas máscaras são reunidas pelo sinismo e negacionismo.
Sendo sensatez a falta de escrúpulos.
Mais-valia da costura do tecido da existência contemporânea.
