Brione Capri
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A vida é um paradoxo
enquanto eu grito seu nome,
Você negocia atenção de um coração de pedra.
Quando alguém me oferece mesquinharia de palavras,
Eu ofereço silencio com fartura.
Nunca teste os limites de alguém,
Você pode conhecer abismos que não desejaria.
Você não tem duas vidas,
Não permita que te machuquem duas vezes.
Se o medo te encher de perguntas,
Responda com coragem.
Se exigissem nota fiscal de caráter,
Muita gente pagaria multa.
Desculpa aguardar a resposta da minha mensagem imediata,
Eu sou adulto e sei,
Que olham mais o celular que o espelho
e o algoritmo não sabe o que consideração.
Legado não se constrói com palavras,
Constrói com atitudes.
O silêncio do desapego é intrigante,
E assusta DOR.
Já fui presa,
Já prendi caçador.
Você cauda incômodo nas pessoas que atuam,
Quando tira do papel seus planos.
Para quem comemorou meus naufrágios,
Um simples aviso,
Os tubarões me ensinaram a nadar.
Todas as minhas cicatrizes tem um nome,
Nenhuma delas se chama segunda chance.
Sobre meu sumiço conta a história direito,
Sem pular a parte sobre prioridade e opção.
Tire onda,
Mas não esqueça que sou um mar revolto.
Não comemoro mais aniversários
Não sei qual data certa,
Morri, renasci tantas vezes.
Ainda que exijam nossos antecedentes,
Nossa consciência atesta quem somos.
Sangrar e andar,
O rastro de sangue pode ter sido proposital.
Tem gente que é aquele taquinho de rapadura na fresca da varanda,
Mesmo não sendo mole,
é doce.
Borboleta que não sai do casulo,
Se perde no tempo.
Vê se aprende malandro,
Lugar de joguinhos é no campinho,
não no coração dos outros.
Tenho grande semelhança com o mar,
Há quem prefira lamear-se numa poça.
Depois que o toque na pele foi substituído pelo toque na tela,
Carinho virou nível de elite.
Virou espécie em extinção,
Os corações jogados nas lixeiras,
pelos colecionadores de corpos.