Brione Capri
Quando o frio passa,e o casaco vira um acessório desnecessário.
O mesmo acontece com algumas amizades,
Quando ouvem um não.
Deixe-me passar com a minha dor,
É um rasgo que sangra.
Sem receita,sem remédio,sem a cura de uma ceita,
Somente ela me aceita.
Domingo,
Beijos com gosto amadeirado de vinho tinto.
Camiseta manchada de molho de tomate.
E algumas pausas...
Melhor programa a dois.
Longe de mim querer causar medos,e espantos.
Não souberam me domesticar,
Continuo com meu faro apurado,e finlig afiado.
Domingo é dia de arrumar algumas gavetas,
Em uma delas adivinhem,
Está a saudade com vontade própria.
De mim...
Pra mim
Eu te vi cair, juntar teus cacos sem ferir ninguém.
Se levantar com dignidade e recomeçar.
E diante do espelho,te aplaudo.
Perdoe esse meu vício de linguagem,
Minha língua,
Sempre interrompendo a sua.
Sem meias palavras,
Te ganhando no beijo.
Eu fico fazendo os cálculos da distância,
Quando as pessoas precisam
de mim,
E quando precisei delas.
Domingo e os seus rituais.
Vassoura de ponta cabeça atrás da porta,
sal no fogo.
Convidando visitas de prosa ruim se retirarem.
