Coração quer ritmo,e não arritmia.
Antes faça a operação tapa buracos,novos visitantes merecem um bom acesso.
Não levo em minhas mudanças,quem não compensa o frete.
Mentiras delicadas abrem sorrisos,verdades rudes abrem feridas,sirva-se a gosto.
Há pessoas que ocupam espaços em nós,que nem suspeitávamos que existiam.
Desde que fui liberto,não me curvo a gritos de ninguém.
Colha flores,decrete sua morte precoce,ganhe perfume,e perca sementes.
Se quer ser morada,observa que dificilmente ninhos são construídos em galhos secos.
Agradeço as críticas,por eu ser intenso,pelo menos estou vivo com o coração batendo e apanhando.
Sou um cáos,um destroço de uma invenção sonhada por um inventor,e não culpo ninguém por isso.
Obsceno não é meu beijo e quem eu beijo,é teu abraço frouxo que não se prende,e tem pressa para sair e trair.
Ninguém conhece bem o mar até que tenha sobrevivido um naufrágio.
Igual o tico tico eu fico,olhando o fubá,mesmo que não seja para o meu bico.
Uma coisa errada não está certa,fazer desordem vestido com símbolo de ordem.
Ando confuso pelas ruas,que parecem uma vitrine sem fim.
Vejo pessoas lindas bem vestidas desfilando,não sei são manequins,ou apenas corpos vazios.
Eu sou foda demais,
Pra sujar minhas mãos com seu toque delirante.
Ele tem uma luz boa,mas tem o pavio curto.
Esconde a alma mendiga,vestindo grifes de luxo,para nunca se vestir de si.
O esperto tem a estranha mania de espalhar vantagens,o inteligente geralmente comemora entre poucos.
Não precisa ir no fundo para fazer descobertas,é no raso que os indícios indicam se vale apena o mergulho.
Não romantize ausência proposital,isso passa longe de saudade.
Reinventar-se são demolições e reconstruções que a gente faz,ainda desacreditados que somos capazes.
Quase ninguém ver sangue de passarinho,que ainda ferido canta,voa,e tenta fazer ninho.
É prudente saber antes de me picar,quais venenos já transformei em antídoto.
Se quer se divertir não use qualquer coisa como brinquedo,pedras e cacos de vidros também machucam os dedos.