Braga
-O pombo-
Vinícius de Moraes contava ter ouvido de uma sua tia-avó, senhora idosa muito boazinha, que um dia ela estava na sala de jantar, em sua casa do interior, quando um lindo pombo pousou na janela. A senhora foi se aproximando devagar e conseguiu pegar a ave. Viu então que em uma das patas havia um anel metálico onde estavam escritas umas coisas.
— Era um pombo-correio, titia. Pois é. Era muito bonitinho e mansinho mesmo. Eu gosto muito de pombo.
— E o que foi que a senhora fez?
A senhora olhou Vinícius com ar de surpresa, como se a pergunta lhe parecesse pueril:
— Comi, uai.
Vi o muro e calei: não é de muito, eu juro, que me acontece essa tristeza; mas também não era a vez
primeira.
Toda reflexão deve ser bem-vinda, e nos dá chances para o crescimento emocional e pessoal... Será esse o caminho para encontrar o que se procura na vida? Solidez e autoconhecimento!
Quem joga verde para colher maduro, pode ter a infelicidade de colher apenas seus próprios podres no final.
Sou autêntica, e não me importo o que pensam ao meu respeito, e sou feliz assim e tudo isso vale muito a pena. Não gosto de personagens.
O que as pessoas acham de mim é probelma delas, e eu as respeito.
Temos a liberdade justamente para fazermos dela o que quisermos!
Por que você não some de uma vez da minha vida, porque insiste em me fazer lembrar dos bons momentos que vivemos, fazendo com que o esqueimento demore mais a vir, fazendo com que a dor insista em doer de uma forma mais cruel, porque as mentiras foram crueis, foram torturante, pois pior do que manter um relacionamente com uma pessoa sempre confiar, é confiar em uma pessoab que no futuro te decepcione.
Mascaras caem e apenas o que é verdadeiro permanece.
Se não é bom de coração, não adianta tentar fingir, a gente só permanece ao lado de energias parecidas com as nossas.
Gosto da vida colorida, não em preto e branco.
Não me dê 50 tons de cinza, me dê 50 tons de vodka, como morango, pessego, energético, uva, laranja, limão ...
Explore os seus desejos, coloque o seu coração para dançar e desligue a opinião do mundo. Você está nessa vida para ser muito feliz e não merece nada menos que isso. Se solte mais, sorria largo, vá em busca dos seus sonhos, se liberte, crie rotas de fuga, respire novos ares, explore novos horizontes. Faça da sua vida a melhor das aventuras, e seja a melhor versão de si mesmo.
O Boi Velho
Uma das coisas mais ingênuas e comoventes da vida do Barão do Rio Branco era o seu sonho de fazendeiro. Homem nascido e vivido em cidade, traça de bibliotecas, urbano até a medula, cada vez que uma coisa o aborrecia em meio às batalhas diplomáticas, seu desabafo era o mesmo, em carta a algum amigo: “Penso em largar tudo, ir para São Paulo, comprar uma fazenda de café, me meter lá para o resto da vida…”
Nunca foi, naturalmente; mas viveu muito à custa desse sonho infantil, que era um consolo permanente.
Por que não confessar que agora mesmo, neste último carnaval, visitando a fazenda de um amigo, eu, pela décima vez, também não me deixei sonhar o mesmo sonho? Com fazenda não, isso não sonhei; os pobres têm o sonho curto; sonhei com o mesmo que sonham todos os oficiais administrativos, todos os pilotos de aviação comercial, todos os desenhistas de publicidade, todos os bichos urbanos mais ou menos pobres, mais ou menos remediados: pegar um dinheirinho, comprar um sítio jeitoso, ir melhorando a casa e a lavoura, vai ver que no primeiro ano dava para se pagar, depois quem sabe daria uma renda modesta, mas suficiente para uma pessoa viver sossegada; com o tempo comprar, talvez mais uns alqueires…
Meu pai foi durante algum tempo sitiante, minha mãe era filha de fazendeiro, meus tios eram todos da lavoura… Mas que brasileiro não é mais ou menos assim, não guarda alguma coisa da roça e não tem a melancólica fantasia, de vez em quando, de voltar?
Aqui estou eu, falso fazendeiro, montado no meu cavalo, a olhar minhas terras. Chego até o curral, um camarada está ordenhando as vacas. Suas mãos hábeis fazem cruzar-se dois jatos finos de leite que se perdem na espuma alva do balde. Parece tão fácil, sei que não é. Deixo-me ficar entre os mugidos e o cheiro de estrume, assisto à primeira aula de um boizinho que estão experimentando para ver se é bom para carro. Seu professor não é o carreiro que vai tocando as juntas nem o pretinho candeeiro que vai na frente com a vara: é um outro boi, da guia, que suporta com paciência suas más-criações, obrigando-o a levantar-se quando se deita de pirraça, arrasta-o quando é preciso, não deixa que ele desgarre, ensina-lhe ordem e paciência.
No coice há um boi amarelo que me parece mais bonito que os outros. O carreiro explica que aquele é seu melhor boi de carro, mas tem inimizade àquele zebu branco vindo de Montes Claros, seu companheiro de canga; implica aliás com todos esses bois brancos vindos de Montes Claros. O caboclo sabe o nome, o sestro, as simpatias e os problemas de cada boi, sabe agradar a cada um com uma palavra especial de carinho, sabe ameaçar um teimoso – “Mando te vender para o corte, desgraçado!” – com seriedade e segurança.
Ah, não dou para fazendeiro; sinto-me um boi velho, qualquer dia um novo diretor de revista acha que já vou arrastando devagar demais o carro de boi de minha crônica, imagina se minhas arrobas já não valem mais que meu serviço, manda-me vender para o corte…
!!Da minha Poesia..criei a minha fantasia..e sem quer, deixei meu coraçao arrebatado de tanta agonia, por nao saber o que vc sentia!!!
Choro, pela frieza do teu descaso
Mas, você não me ouve
Parte... fugindo dos meus braços
Deixando-me perdida... No vazio do teu enlace!
Não existe fórmula secreta para se fugir do passado, pois ele se mantém vivo em sua volta e dentro de você.
