Beatriz D Aquino
Apaixonada pela arte, encontro-me na moda uma forma de expressar minha elegância, enquanto a escrita se transforma em meu papel para capturar a beleza e a essência de cada momento.
A dádiva de se arrumar todos os dias reside no poderoso ato de cultivar a autoestima e honrar a si mesma.
Deus, o cumpridor de promessas, quando pronuncia seu amor, revela a plenitude de Sua graça em nossas vidas.
A magnitude da vida é revelada quando compreendemos que a essência do amor é ser feliz na simplicidade do presente.
Somos em nosso íntimo a nossa essência, e isso não é algo inerente ou puramente abstrato, mas sim algo construído e manifestado.
Uma jovem de essência antiga na atualidade, que possui valores e a essência que remetem a épocas passadas, com uma alma madura e sábia.
O amor que Beatriz emana tem a magnitude de uma obra de arte, uma felicidade pura, marcada pela sua rara delicadeza e amor em todos os corações que toca.
Setembro
Em um dia frio e chuvoso, o calendário marcava o início de setembro com várias flores pelo chão, quando o amor florescia com uma imensa paixão.
Uma leve garoa caía, cobrindo o mundo como um véu, mas não ousava apagar a chama daquele sentimento que iria se firmar.
Junto à beira do lago, sob o céu cinzento e vasto, a natureza era cúmplice, silenciosa daquele momento.
Ali, o amor florescia com uma força sem par, de tal magnitude que o tempo não poderia apagar.
Com o coração inundado de uma promessa sincera e calma, ele entregou a ela uma singela rosa, para a sua alma.
E o pedido ali selou, mais forte que a chuva que caía, a promessa de um laço que transcende todo dia.
Ali, naquele lago sob a garoa e o céu de setembro a chorar, o futuro se fez presente, eternamente a celebrar.
Beatriz D’ Aquino
Outubro
Outubro, pintava o céu com tons de chama suave, enquanto o sol nos aquecia, ascendendo o dia.
De mãos dadas, à margem do rio que manso fluía, o nosso amor se revelava, um laço verdadeiro, que em nós se aninhava.
O sentimento que nos une é tão profundo, sem ter fim, é a história mais linda que vive dentro de mim.
É o afeto que nos envolve, em abraços apertados e lentos, as nossas almas entrelaçadas, reescritas pelo tempo.
As flores coloriam o chão, como um tapete macio de cores vivas, e os pássaros no ninho cantavam em suave murmúrio.
A beleza serena do céu, com as suas nuvens a dançar, se espelhava no lago, onde o sonho ia morar.
O vento trazia o aroma da terra, uma doce lembrança da chuva que havia passado.
E ali, contemplávamos o tempo, sem pressa, sem partir, apenas deixávamos o coração à vontade, livre para sentir.
Nos momentos de silêncio, revíamos as nossas fotos antigas, contávamos as lindas histórias que nos uniram, as emoções mais lindas.
E nas gavetas secretas, guardadas com tanto carinho, as cartas do passado, refúgio de um caminho.
E se a saudade apertar, e a lágrima teimar a rolar, tiro do bolso o lenço para o teu rosto enxugar.
Pois, mesmo na ausência, o nosso laço permanece, em cada mês que nasce, o nosso amor só cresce.
Beatriz D’ Aquino
A Elegância de um começo
Vestido branco de cetim, um rio de candura, envolto em mistério, em sublime tessitura.
Um singelo e clássico colar de pérolas a brilhar, a graciosidade do momento, a me encantar.
O espelho refletia a luz em seu lugar, eu sob o véu, pronta para amar.
Trazia na face à graça mais pura, envolta em um cheiro suave de ternura.
E em cada detalhe, a certeza que se via, era a benção do grande poder de Deus que ali fluía.
Um suspiro me escapou ao sentir a arte no ar, me senti em um sonho lindo, como se tivesse entrado em um quadro.
E o coração? Ah! Ele disparava.
A luz entrava, pintando o quarto, e o cheiro doce de baunilha me envolvia, acalentando a alma.
Eu sabia, a vida estava ali, pronta para começar, e eu estava pronta para vivê-la.
As sobrancelhas grossas emolduravam o meu olhar, esculpindo o meu rosto com belos traços que o tempo jamais poderia apagar.
Em minhas mãos, um buquê de delicadas flores brancas, simbolizando a pureza de um começo que nunca se apagará.
A cada instante, a cada passo eu sentia a elegância da alma a brilhar, a beleza que emerge, genuína a reinar.
A cada passo, um suspiro, a vida se revelava, no caminho do amor que se iniciava.
Uma postura deslumbrante, de rara nobreza, era a personificação da divina elegância e beleza.
Jardim do Amor
No jardim onde as flores ardentes floresciam, com a alma alimentada por histórias em livros que se liam.
A fonte cantava serena, bem no meio do jardim.
Sentada ao banco a pintar, vendo o infinito e o fim, cada pincelada era um suspiro, a cor que ia vibrar, pois ali, em silêncio e arte, sentia o seu amor pulsar.
