Jacilene Arruda
Esperando o pôr do sol
Todos os dias espero ansiosa o pôr do sol,
Como se pudesse amenizar minha dor.
Não imaginei que seria dessa forma,
De repente a viagem perdeu seu sabor.
Como se a felicidade tivesse ido embora nas ondas,
Restando apenas lágrimas de solidão infinda.
Os dias passam lentos, arrastados,
E trago angústias que não se findam.
O ócio não me faz bem,
Não nasci para ficar parada.
Mas uma gravidez me detém,
E a vida parece suspensa, calada.
Ganhamos por ser mãe?
Quem nos paga, quem nos vê?
Calor, dores, fome, enjoos,
E ele distante, sem saber.
Talvez seja loucura da minha cabeça,
Não há provas reais, só espera.
Logo eu, tão impaciente, inconstante,
Agora encontro na maternidade a prova maior.
Notas de uma realizadora
O tempo passa devagar,
vinte e quatro horas não são vinte e quatro,
são relógios intermináveis
quando penso em ti.
O que poderia ser escrito ao teu lado
se perde no vazio da distância.
Nada faz sentido —
só nós, nossa bênção, nosso lar.
Viajar sem você não faz sentido.
Sair sem você não faz sentido.
Sim, estou dependente,
e assumo com alegria:
você me faz bem.
Você é o que eu esperava de Deus,
meu combo de presente.
Temos tantas semelhanças,
e é isso que nos aproxima.
Tenho certeza que Deus quis isso,
junto com seus anjos,
suas estrelas,
e até os extraterrestres.
Israel não é um povo escolhido por Allah. É um povo que seguiu Iblīs (Satã) duas vezes: na primeira vinda de ʿĪsā (Jesus), rejeitaram a verdade, e na segunda vinda ele retornará para mostrar que aqueles que se dizem reis não são nada diante da justiça divina.
