Jacilene Arruda
No frio da noite,
o vapor se torna orvalho.
Um momento de ciência,
um vislumbre do eterno.
Do invisível ao visível,
do passageiro ao profundo.
O orvalho nos ensina:
em cada gota, o universo se condensa,
o frágil torna-se belo,
o transitório toca o intemporal.
O Orvalho da Existência
O ar se resfria,
a superfície perde calor,
e no instante preciso,
o vapor se torna gota.
É a física da condensação,
a dança invisível das moléculas,
obedecendo às leis imutáveis
do ponto de orvalho.
Mas além da ciência,
há o mistério do instante:
a gota que nasce da noite
é metáfora da vida.
Tudo o que somos
condensa-se no breve,
na fragilidade que brilha
antes de se dissolver ao sol.
Assim o orvalho ensina:
a beleza está na transição,
na fronteira entre o invisível e o real,
entre o efêmero e o eterno.
Apenas seja gentil, não sabemos a dor que cada um carrega dentro de si, o mundo precisa de pessoas gentis e não importunas.
Quem fez mais pelas crianças?
A que se vestiu de Jasmine e alimentou e fortificou a imaginação das crianças e de seus sonhos?
Ou a que se vestiu de burca e escondeu a própria filha dos seus pretendentes?
Cada um de nós trava batalhas silenciosas, mas quando estendemos a mão ao próximo, o peso se torna mais leve. Isso é humanidade.
Quando alguém reclama demais, até um presente perde o valor. Imagine Deus diante da ingratidão: não é que Ele não dê, mas é difícil agradar quem nunca reconhece o que recebe.
Honrar pai e mãe é expressar amor e gratidão; ao amar, irradiamos boas energias que alcançam nossos ancestrais e reconhecemos com respeito aqueles que abriram o caminho antes de nós.
Nosso DNA guarda, em cada filamento, um tesouro de informações preciosas — registros da vida, da memória e da herança que nos conecta às gerações passadas e orienta o futuro.
Chamam de véu a prisão,
riem da túnica como farsa,
mas esquecem que os santos
se vestem da mesma forma.
Maria não era oprimida,
era livre na obediência.
Jesus não era motivo de riso,
era luz na simplicidade.
O preconceito nasce do medo,
do olhar que não compreende.
Não é o pano que incomoda,
é o sinal de fé que resplandece.
Deus não se perturba com o puro,
não rejeita o que é santo.
Ele ama o coração humilde,
que se cobre de reverência.
Vestes são apenas símbolos,
a alma é o verdadeiro templo.
E quem ri daquilo que é sagrado
ri daquilo que não entende.
