Arnaldo Jabor

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Nosso grande crítico literário Agripino Grieco tinha frases perfeitas sobre os burros. "A burrice é contagiosa; o talento, não" ou "Para os burros, o 'etc' é uma comodidade..." ou "Ele não tem ouvidos, tem orelhas e dava a impressão de tornar inteligente todos os que se avizinhavam dele", "Passou a vida correndo atrás de uma ideia, mas não conseguiu alcançá-la", "Ele é mais mentiroso que elogio de epitáfio", "No dia em que ele tiver uma ideia, morrerá de apoplexia fulminante".

Arnaldo Jabor
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Tempos difíceis
Arnaldo Jabor

Estamos vivendo tempos bicudos, tempos de muita estupidez.

De um lado, o desespero mórbido de uns e do outro a letargia crônica de muitos. No meio, a crença que só um milagre nos salvará e nas extremidades o ódio transbordando e nos afastando de um consenso ou de um pacto em torno do qual, poderíamos reagir a tudo isto.

Estamos divididos, confusos e ao mesmo tempo, cheios de verdades absolutas e nesta confusão toda, nesta divisão toda, com todas as nossas verdades e razões, estamos sendo enganados por um grupo de maus brasileiros, instalados em todas as instâncias do poder, que estão agindo a mando de forças que têm interesse em destruir tudo de melhor que a nossa história já produziu. Inúmeros projetos tramitam hoje no congresso brasileiro, bancados pelas forças que arquitetaram a chegada de Temer ao poder e que lá o sustentam, para ele realizar os seus intentos.

A terceirização de todas as atividades das empresas e as reformas, trabalhista e da previdência, mexem em direitos sagrados da classe trabalhadora e acabarão com a CLT e a aposentadoria dos brasileiros. Há um conjunto de malefícios bem grandes para serem despejados nas costas dos trabalhadores brasileiros, dentre os quais o fim do décimo terceiro salario e o aumento da jornada de trabalho que nos fará regredir cem anos no tempo, em relação às conquistas destes direitos. Está em curso também, a destruição do estado Brasileiro.

Estes senhores que colocaram Temer no poder e que o deixaram assim cheio de marra, não querem estado mínimo, eles querem estado ausente, longe das ações que regulam a relação entre capitalistas e trabalhadores, especialmente aquelas ações afirmativas, que num país injusto como o nosso, promovem justiça social. Sempre defendi a tese, de que o estado não tem que ser mínimo e nem máximo e sim, ter o tamanho necessário para regular as ações, que o mercado não regula, para não deixar a corda arrebentar sempre do lado mais fraco, o lado da classe trabalhadora. Querem destruir um conjunto de leis que garantem direitos trabalhistas e previdenciários sem um amplo debate nacional, uma conversa séria com a população que será prejudicada por estas reformas e o pior, estes senhores e seu preposto, o boneco de ventríloquo Temer, não têm legitimidade, credibilidade e nem popularidade, para executarem estes tipos de reformas e o povo brasileiro sabe disto.

Por isto, nosso povo e a sociedade organizada, irão parar o Brasil até Temer sair, para mostrar o poder de organização e mobilização do povo brasileiro, para mostrarmos a esses senhores, agentes da maldade, que eles não irão conseguir seu intento com facilidade. Eles não irão enfiar goela abaixo do povo suas maldades e o povo ficar feito mané besta, só aceitando sem reagir.

O povo está revoltado contra este desgoverno que está aí e dependendo de como o governo reagir. O povo brasileiro dará ao seu modo, um basta nesta situação. "Vamos lá rapaziada.Tá na hora da virada, vamos dar o troco"!

Arnaldo Jabor
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Bom mesmo é ter problema na cabeça, sorriso nos lábios e paz no coração

Arnaldo Jabor
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Sempre defendi a tese, de
que o estado não tem que ser mínimo e nem máximo e sim, ter o tamanho
necessário para regular as ações, que o mercado não regula, para não
deixar a corda arrebentar sempre do lado mais fraco, o lado da classe
trabalhadora.

Arnaldo Jabor
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