Alice Gomes Markopoulou
Ó verme de sangue frio…
O raiar do dia se aproxima,
teu fim não tarda em chegar
Mas não me abandones nesta noite fria,
pois sem ti também não consigo respirar
Por favor, não me abandones,
por favor, não te esqueças de mim,
apenas lembra que sempre fui fiel a ti
Zela-me,
protege-me,
do meu próprio sangue
banha-me
E toma de mim
tudo quanto tu
precisas para existir
Se possível, leva-me às estrelas,
faz-me sobrevoar outro mundo,
onde eu possa te glorificar e amar
sem a obrigação de justificar-me
Permite-me vibrar
ao ritmo de tua voz,
sentir teu beijo gélido
perder-se entre minhas curvas,
e contemplar teu olhar sedento
pelo pouco que de mim ainda resta
Meu amigo…
Meu amor…
Ó meu verme de sangue frio…
Não tenhas piedade de mim —
teu amor é razão bastante
para que eu me deixe consumir
Nunca me acordes,
nunca me cures,
porque de mim já nada resta
senão a carniça do que foi meu lar
Ó verme de sangue frio…
O raiar do dia se aproxima,
teu fim não tarda em chegar
Mas não me abandones nesta noite fria,
pois sem ti também não consigo respirar
Por favor, não me abandones,
por favor, não te esqueças de mim,
apenas lembra que sempre fui fiel a ti
Zela-me,
protege-me,
do meu próprio sangue
banha-me
E toma de mim
tudo quanto tu
precisas para existir
Se possível, leva-me às estrelas,
faz-me sobrevoar outro mundo,
onde eu possa te glorificar e amar
sem a obrigação de justificar-me
Permite-me vibrar
ao ritmo de tua voz,
sentir teu beijo gélido
perder-se entre minhas curvas,
e contemplar teu olhar sedento
pelo pouco que de mim ainda resta
Meu amigo…
Meu amor…
Ó meu verme de sangue frio…
Não tenhas piedade de mim —
teu amor é razão bastante
para que eu me deixe consumir
Nunca me acordes,
nunca me cures,
porque de mim já nada resta
senão a carniça do que foi meu lar
