Biografia de Abílio Guerra Junqueiro

Abílio Guerra Junqueiro

Abílio Guerra Junqueiro nasceu em Freixo de Espada à Cintra (Trás os Montes), no dia 17 de setembro de 1850. Filho de rico negociante fez seus estudos preparatórios na cidade de Bragança. Ingressou no curso de Teologia da Universidade de Coimbra, mas transferiu-se para o curso de Direito da mesma universidade.

Com notável talento poético, participou ativamente da vida literária estudantil. Nessa época publicou “Vozes Sem Eco” (1868), “Batismo de Amor” (1868), “Vitória da França” (1870) e “A Espanha Livre” (1873), após a proclamação da república espanhola. Nesse mesmo ano formou-se em Direito. Foi Secretário-geral do Governo Civil, Deputado e Embaixador em Berna, na Suíça.

Duas fases constituem sua carreira poética. A primeira, realista e agressiva. Em “A Morte de D. João” retrata a corrução da sociedade de seu tempo. Em “A Velhice do Padre Eterno” censura a luxúria do clero e a decadência moral da Igreja, tentando revestir a obra do cunho científico, vigente na época.

Na segunda fase, o poeta volta-se para os valores espirituais, com uma poesia a serviço da salvação do homem. Reconcilia-se com a Igreja e cultiva a fé, esperança e a caridade. Alimenta-se do lirismo, já a caminho da espiritualidade simbolista. São dessa época, “Os Simples” (1892), “Pátria” (1896), “Oração ao Pão” (1902) e “Oração à Luz” (1903).

Abílio Guerra Junqueiro faleceu em Lisboa, Portugal, no dia 7 de julho de 1923.

Acervo: 12 frases e pensamentos de Abílio Guerra Junqueiro.

Frases e Pensamentos de Abílio Guerra Junqueiro

O sorriso que ofereceres, a ti voltará outra vez.

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Toda a alegria vem do amor, e todo o amor inclui o sofrimento.

Abílio Guerra Junqueiro
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A felicidade consiste em três pontos: trabalho, paz e saúde.

Abílio Guerra Junqueiro
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Quando a alma, ao termo de mil hesitações e desenganos, cravou as raízes para sempre num ideal de amor e de verdade, podem calcá-la e torturá-la, podem-na ferir e ensanguentar, que quanto mais a calcam, mais ela penetra no seio ardente que deseja.

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Na alma da maioria dos homens grunhe ainda, baixo e voraz, o focinho do porco.

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