Ausencia William Shakespeare Amor
Não me apego no quase,
Talvez é dúvida, incerteza.
Que não leva a lugar algum,
É ausência de verdade e vontade.
Se a sua presença não for perceptível,
Ofereça ausência.
O sal nunca tá no cardápio,
mas se falta,
sentem.
Quem vai embora nos deixando ausência e silêncio, nos ensina que nossa companhia não pode ser dada para qualquer pessoa.
Sou ausência tão presente que domina o espaço e pesa no ar. Quanto mais me apago, mais insisto em permanecer, pois até no último suspiro o fogo se lembra de arder em si.
Foi nas perdas que aprendi o real valor da presença, porque só a ausência revela quem realmente ficou por amor.
Vivi o silêncio de deus e vi que ele estava lá, ausência de voz não foi abandono, foi espera, no silêncio, aprendi que a presença persiste, mesmo calado, Deus se fez companhia.
O paradoxo revela a dor de existir sabendo que a própria presença ou ausência não altera o curso do mundo. É a consciência da própria irrelevância diante de um universo indiferente, onde o desejo de significado colide com a certeza do esquecimento. A ferida nasce do conflito entre querer importar e perceber que, no fundo, o vazio permanece o mesmo.
Meu coração vigia mesmo quando o corpo dorme, pois sabe que a visão da ausência é a pior das tormentas no silêncio da noite.
O tempo não cura, ele apenas te obriga a conviver com a ausência e a transformar a falta em presença interna.
A resistência não é a ausência de dor, mas o ato de respirar fundo quando tudo pede que você desista.
A leveza não está na ausência de peso, mas na força inquebrável da coluna que aprendeu a suportá-lo.
A verdadeira cura não é a ausência de dor, mas a nova relação de respeito que você estabelece com ela.
O tempo não apaga a memória, mas ensina a conviver com a ausência sem perder a urgência do presente.
