Ausencia William Shakespeare Amor
A ausência de lógica na sabedoria divina e a simplicidade do evangelho muitas vezes levam as pessoas vaidosas intelectualmente a menosprezá-las.
"Essa nossa humanidade,
vive o ano todo se queixando da carência e ausência da felicidade,
e quando chega o fim do ano, festeja com fogos de artifícios e bombas uma alegria que parece mais um surto de desabafos contidos num espírito de dor."
***
(Francisca Lucas)
______________________💗
Minha solidão não tem nada haver com presença ou ausência de pessoas. Detesto quem me rouba a solidão sem, em troca, oferecer verdadeira companhia.
Texto de Friedrich Nietzsche
A solidão, no pensamento que atravessa essa frase, não é carência, mas território interior. Ela não nasce da ausência de pessoas, e sim da ausência de sentido. Estar só, nesse horizonte, é estar em contato consigo mesmo; estar acompanhado, sem verdadeira presença, pode ser uma forma mais profunda de abandono. Nietzsche aponta para uma solidão qualitativa, não quantitativa.
Quando ele afirma que detesta quem lhe rouba a solidão, revela que a solidão é um bem precioso, quase sagrado. Trata-se do espaço onde o indivíduo pensa sem concessões, cria sem aplausos e se confronta com suas próprias alturas e abismos. Roubar a solidão é invadir esse espaço com superficialidade, ruído e expectativas vazias. É ocupar o tempo e o corpo sem tocar a alma.
A “verdadeira companhia” não se mede pela proximidade física nem pela frequência da convivência, mas pela capacidade de presença real. É aquela que não distrai do essencial, mas aprofunda; que não exige máscaras, mas permite silêncio; que não dilui a individualidade, mas a respeita. Poucos são capazes dessa companhia, porque ela exige maturidade interior e coragem de permanecer diante do outro sem se esconder.
Nesse sentido, a solidão nietzschiana não é isolamento social, mas fidelidade a si mesmo. É a condição necessária para o surgimento do pensamento autêntico e da vida criadora. O espírito que busca elevar-se precisa, em certos momentos, afastar-se da multidão não por desprezo, mas por necessidade de escuta interior. Quem não suporta a própria solidão dificilmente suportará a profundidade do outro.
A crítica de Nietzsche, portanto, não é contra as pessoas, mas contra as relações vazias. Ele denuncia a convivência que preenche o espaço, mas esvazia o sentido; que fala muito, mas não comunica; que ocupa, mas não acompanha. Essas presenças são mais solitárias do que o silêncio.
Por fim, o texto nos convida a rever nossa relação com o estar só e com o estar junto. Talvez a verdadeira questão não seja evitar a solidão, mas aprender a habitá-la. E, a partir dela, escolher companhias que não nos afastem de nós mesmos, mas que caminhem ao nosso lado sem nos roubar o que temos de mais íntimo: a integridade do nosso ser.
“O bebê chora pela falta do leite;
assim é a mulher interesseira:
quando sente a ausência do bolso do homem,
mesmo tendo dinheiro,
sua quantia não paga o valor do que consome.”
A única forma autêntica de liberdade,
é ausência total da vaidade,
e a gratidão ao Criador pela vida...
"Que sofra, que doa, que se lembre de mim, a ausência que magoa.
Que sofra, que doa, que sinta no peito, uma fração do meu sofrimento, e sofra.
Novamente, que sofra, que doa, eu fui sua cura, sua casa, e me tratastes como lixo, então, do meu eu, parva, vá, voa.
Que sofra, que doa, que clame pelo meu eu, e chore toda noite, a noite toda.
Que sofra, que doa, eu sou o toque que arrepia, eu sou a pele que sua, a palavra que retumba, a última trombeta que soa.
Que sofra, que doa, que tente me esquecer, que, ao tentar matar o meu eu, a sua alegria morra.
Que sofra, que doa, que, após me matar, o som da minha voz esteja em cada sibilo do vento, e, por sua face, uma lágrima escorra.
Que sofra, que doa, que se lembre de mim, sua ausência, me magoa..." - EDSON, Wikney
A felicidade não é a ausência de dificuldades; é a habilidade de lidar com elas. Uma alma feliz não tem as melhores sensações, ela busca afirmação constantemente!
Não se perca pensando demais.
Nem tudo precisa de resposta,
nem toda ausência é culpa sua.
Você não veio ao mundo para ser suficiente
a expectativas que nunca foram suas.
Veio para ser inteira,
mesmo com rachaduras,
mesmo em silêncio.
Viva como quem honra o hoje,
não para consertar o ontem,
mas para caminhar um passo mais lúcida que antes.
Solte o peso que não te pertence,
trate-se com a mesma gentileza
que oferece aos outros,
e siga…
não em dívida com o passado,
mas em paz consigo.
A liberdade mental não é a ausência de pensamentos, mas a capacidade de dançar com eles, sem ser aprisionado pelo medo ou pela dúvida.
A tranquilidade não nasce da ausência de problemas, mas da presença da razão. Onde a razão governa, o caos se cala.
"Ter intimidade com Deus é entender que o silêncio d'Ele não é ausência de sua presença...
É apenas um convite para nos aproximarmos o suficiente e ouvir-mos a sua voz calmamente em nosso coração.. ."
Eu tento me distrair, tento fingir que estou ocupado demais pra notar tua ausência, mas no fundo eu sei que não importa o que aconteça.
TODA NOTÍCIA BOA AINDA É METADE TRISTE POR NÃO PODER TE CONTAR.
💔 Um Soneto da Ausência Desvanecida
A respiração se prende, e agora a verdade é clara:
A fachada brilhante acabou, o amor terminou.
Encaro o silêncio que guarda o medo,
E descubro que não sou um amante arruinado e abandonado.
Pois neste espaço árido, devo atestar,
A crença fundamental que arrefece o fogo do espírito,
Aquilo que lamento, embora outrora uma busca sussurrada,
Nunca foi real, portanto o amor nunca existiu.
Foi uma troca de anseio, imperfeito e breve,
Uma dívida fantasma da qual o coração não pôde escapar;
A dor precede e permanece como principal,
E a solidão veste a forma exterior da paixão.
Assim, neste quarto vazio onde as sombras se encontram,
Amor e solidão são sinônimos, doce,
Pois amar é dar o que não se tem
a alguém que não o quer, gravar
Um vazio sobre outro vazio e chamar-lhe graça.
O silêncio ritual não é ausência de som, é alinhamento; nele, o espírito encontra espaço para reorganizar aquilo que estava em desordem.
