Ausencia William Shakespeare Amor
entre o desejo e teu beijo,
prefiro a ausência do sentir,
respirar o desejo é
simplesmente alimentar
a razão.
Uma estação
Uma vida inteira
Pra te amar...
Ou pra chorar a tua ausência
Toda a vida que ainda há...
Não temos passado...
Amemo-nos hoje,
Importa que o futuro nos encontre
Sempre juntos no amanhã e depois.
Passam-se os anos,
Uma estação após a outra vem...
Flores nascem, crescem e morrem,
Só meu amor por ti insiste não perecer....
Tudo se forma e se transforma,
Sorrisos e lágrimas...
Nada se perde,
Apenas transborda o cálice do meu amor.
Um dia após outro,
É só mais um dia...
E outro dia
Sem você.
Edney Valentim Araújo
1994 / 1996
Nem tudo
Deixe o tempo de existir
Se não pode te levar de mim...
Eu desfaleço tua ausência
Nesse amor que se me nega.
Quem sabe um dia
Estas lágrimas perdidas
Da taça trasbordante deste amor
Regue a semente adormecida
Que lhe deitei no coração.
Nem tudo que se perde
Está perdido para sempre,
O tempo não dissipa emoções
Que se revelam no amor...
Apenas faz eterno
O melhor dos sentimentos.
Edney Valentim Araújo
1994 / 2019
Crença da Alma
A minha mente ultimamente só enxerga o que aceita, talvez a ausência de sinais tenham deixado ela sobrecarregada. Não é bom se apegar ao que deixou de acontecer, quanto mais eu perseguir ou tentar forçar o encontro do amor, mais acidentes e rasteiras levarei. A vida pode ser curta ou longa demais, mas nós não somos os mesmos de ontem e nem os mesmos de amanhã, na composição da vida está o verbo mudar! Contudo, todos nós precisamos nos entregar aquela crença profunda da alma, quando ela nos lembra que seremos reconhecidos no meio da multidão no momento certo pela pessoa predestinada a completar a nossa vida, e ai, o coração estará bem ancorado, no seio do amor.
Com meu filho aprendi que distância não significa ausência. Que amar é muito mais que dizer eu te amo. Que coração de mãe é também coração de vó e tem o tamanho do infinito...
Apaixonado sofro assoitado
Pela falta da tua presença
Sento tua ausencia
Num desassocego
No sono e acordado
Sonho por tua permanência
No embalar da minha alma
Vinga o desejo
Do meu eu
No teu eu
Quero perrmanecer,
Criando uma pagina de referência
Do nosso todo
Ser uno na nossa contemplação profunda
Da emoção cantada
Com a força de Sansão
Para sair deste cativeiro
Encontrando paz interior
Amor e muito dinheiro
Para salutar a vida
Com real abundância
Fazendo-me valer
E a quem sofre
Tanto como eu
Este ruido ecoa
Com o sentido
De ser consciente
Percebendo que para pervalecer algo
Tenho que ser saciado
Alimentado
Saciar
E alimentar
Cuidar, e zelar
Com brio, requinte, um toque de charme, muita classe numa harmonia amorosa
Depois de tudo
Vem a complicidade
Mútuos num só destino.
Arte abstrata de Emanuel Andrade
Escrita de Emanuel Andrade
O sofrimento egoísta pela perda de um ente querido surge quando nos concentramos mais na ausência que sentimos do que na libertação e continuidade do caminho daquele que partiu. É natural sentir dor, mas o apego exagerado demonstra uma visão limitada da vida como um todo. O verdadeiro amor deseja o bem ao outro, mesmo além da matéria, compreendendo que a morte é apenas uma passagem e que o espírito segue vivo, amparado e em evolução. Transformar a dor em resignação e prece é a forma mais elevada de honrar quem amamos e de contribuir para sua paz e progresso espiritual.
“A solidão não é ausência de vozes, mas a convivência íntima com aquilo que insiste em nos observar por dentro.”
O Eterno Quadro da Ausência.
I — O Ateliê do Silêncio.
Há um instante em que a alma, fatigada, já não distingue se o que sente é dor ou lembrança.
O ar pesa como tinta não misturada, e o coração lateja como um relógio que perdeu a noção do tempo.
Tudo o que resta é o quadro diante de mim — o mesmo, sempre inacabado — e o vulto que ele insiste em reter, ainda que o corpo que o inspirou já não exista senão nas dobras do pensamento.
O amor, esse artista cruel, ensinou-me a pintar com lágrimas. Cada traço é uma despedida, cada cor, uma esperança morta.
Há dias em que creio tê-la libertado da tela, e outros em que percebo: foi ela quem me aprisionou nela.
II — O Olhar Que Permanece.
Há algo de doentio em amar o que já não nos responde.
E, no entanto, é nesse delírio que a vida encontra sua última beleza.
O olhar que me fita do retrato não é mais o dela — é o meu, devolvido em eco, fragmentado pela saudade.
Sou eu, dividido entre o que amo e o que perdi, entre o real que nega e o sonho que insiste.
Dizem que a morte é o fim, mas a ausência é mais cruel: ela continua viva, mas intocável.
A cada noite, o pincel busca uma cor que não existe — o tom exato daquilo que foi amado.
E, quando o encontro, já é tarde: a luz da manhã dissolve o milagre, e eu retorno à doença da razão.
III — Filosofia da Perda.
A realidade é um quadro imperfeito.
Negá-la é o instinto dos que amaram demais.
Aqueles que já tocaram o abismo da ternura sabem: o amor é uma forma de sofrimento escolhido — a mais nobre das enfermidades.
E há uma pureza nisso, uma santidade quase patológica: viver é prolongar o instante que nos mata.
O pensamento, esse médico impotente, observa o coração como quem assiste a um incêndio que não se apaga.
O amor é o fogo, e a ausência, o vento.
Nada é mais real do que a dor que se sente quando tudo o mais já cessou de existir.
IV — O Funeral do Sentimento.
A doença não é do corpo — é da lembrança.
Diviso, às vezes, o meu próprio funeral: não há lágrimas, só o eco das minhas palavras presas nas paredes do quarto.
Sobre o caixão, o quadro: inacabado, obstinado, com aquele mesmo olhar que me persegue.
É o retrato daquilo que amei e daquilo que fui.
Talvez o amor seja isto — a tentativa insana de imortalizar o que o tempo já levou.
Talvez a morte seja apenas a moldura que encerra o último sonho.
A ausência de minha mãe, que já se estende por quase dois anos, é como uma sombra que se projeta sobre minha realidade. Às vezes, é como se estivesse preso em um sonho, onde sua presença é tão vívida que mal consigo distinguir entre o mundo dos sonhos e o despertar. Mas então a dura realidade se impõe, e percebo que é na efemeridade da vida que residem nossos mais profundos enigmas.
Neste Dia das Mães, enquanto as redes sociais ecoam homenagens e memórias amorosas, encontro-me mergulhado em um oceano de lembranças e saudades. Para mim, este dia é como uma ilha solitária, onde a única companhia é a lembrança do amor materno que um dia aqueceu meu coração.
Mas mesmo na escuridão da perda, encontro consolo na certeza de que a vida é apenas uma etapa passageira, um sonho fugaz que em breve dará lugar à verdadeira realidade. Um despertar final, onde espero reencontrar minha mãe, abraçando-a como se o tempo nunca tivesse passado. Até então, resta-me navegar pelos mares da existência, carregando comigo as memórias preciosas que ela deixou para trás, até o momento em que finalmente alcançarei a margem do eterno despertar.
Entre as sombras do desconhecido,
Onde a ausência desenha o seu traço,
Eu me perco em sonhos, tateando,
O que seria ser pai, o que seria o abraço.
Nas horas em que o silêncio é profundo,
E a dúvida murmura em seu canto sereno,
Imagino o futuro, o toque do mundo,
O calor de um vínculo, suave e pleno.
Não conheço o rosto, nem o riso,
Mas sinto a presença, um eco distante,
E em cada pensamento, um delicado aviso,
Que em algum lugar, um filho é um instante.
O que seria eu, pai, em sua história?
Um guia, um porto, um alento, um farol,
Em cada gesto, a promessa de memória,
De um amor que transcende e consola o sol.
O seu silêncio não me engana,
E tampouco a tua ausência.
O teu peito sempre reclama,
E quer o meu por excelência.
A sua emoção pela vida,
E repleta de malícia.
A sua forte experiência,
E que deseja-me rendida.
O seu silêncio não me engana,
E tampouco menos escraviza.
O meu peito é cheio de liberdade
E sou feita de inteira [poesia].
A tua convicção de que só se vive
- uma vez -
É distante da minha razão que segue
A luz do amor e a voz do coração,
A minha vida é vivida com paixão.
O peito se agita,
Estou assim
Por causa da
tua breve ausência,
Ele se agita
Por uma vontade
amorosamente vadia,
É uma vontade
imperiosa de reunir
As tuas saudades
com as minhas,
Escrever para nós
dois é uma ode
à bem querência
longe de ser vazia.
O peito não
sabe como mensurar
Essa doce
alegria de penar,
Ele se agita
por uma vontade amorosa
De mergulhar
no teu corpo,
É uma vontade imperiosa
De reunir o teu
sabor com o meu,
Escrever para nós dois
é uma ode à liberdade
- longe de não nos libertar.
O peito não sabe
como mensurar
O tamanho da graciosidade
versada sobre nós,
Ele se agita
por uma vontade amorosa
E vagarosa por cada
pedacinho teu,
Essa vontade imperiosa
De reunir o teu
amor com o meu,
Escrever para nós dois
é uma ode à descomplicação
- longe de não desejar
desatar os nós.
O peito se agita,
estou assim por causa
da tua breve ausência,
Ele se agita por uma vontade
amorosa de ser tua,
É uma vontade imperiosa de faiscar
com os arrepios da tua alma,
Escrever para nós
dois é uma ode à paz
que há de te trazer
de volta - e desejoso
da minha calma.
Os meus olhos percorrem a lembrança, O meu coração reclama a tua ausência, É uma saudade doída, e repleta de esperança.
A minha educação de fina dama não me permite certos passos, O meu coração reclama a tua ausência, Ouse e serei tua com devoção...
Teu país te ama
Sente saudade
teu país quer você
e te clama
ausência só trás a saudade
do seu divino lugar
onde só querem o prazer
fútil não é
é real e vivo
esse fascínio acaso
só faz o país te querer
te quer cada vez mais
e ele te quer pra sempre
sangue latino
corre quente
no vento você sente
e da semente você
cresce
não tem como se sentir
pequeno
No seu espaço
a solidão não é solida
ela não existe mais
seu país te tem
você tem seu país
cativando cada vez mais
dói
e vai doer
mas o seu prazer vai se estender
comigo
o país que eu quero te ser
Teu país te ama
Sente saudade
teu país quer você
e te clama
ausência só trás a saudade
do seu divino lugar
onde só querem o prazer
fútil não é
é real e vivo
esse fascínio acaso
só faz o país te querer
te quer cada vez mais
e ele te quer pra sempre
sangue latino
corre quente
no vento você sente
e da semente você
cresce
não tem como se sentir
pequeno
No seu espaço
a solidão não é solida
ela não existe mais
seu país te tem
você tem seu país
cativando cada vez mais
dói
e vai doer
mas o seu prazer vai se estender
comigo
o país que eu quero te ser
Teu país te ama
Sente saudade
teu país quer você
e te clama
ausência só trás a saudade
do seu divino lugar
onde só querem o prazer
fútil não é
é real e vivo
esse fascínio acaso
só faz o país te querer
te quer cada vez mais
e ele te quer pra sempre
sangue latino
corre quente
no vento você sente
e da semente você
cresce
não tem como se sentir
pequeno
No seu espaço
a solidão não é solida
ela não existe mais
seu país te tem
você tem seu país
cativando cada vez mais
dói
e vai doer
mas o seu prazer vai se estender
comigo
o país que eu quero te ser
