Ausencia William Shakespeare Amor
Nem toda ausência é desistência; às vezes é a forma mais madura de se preservar.
Há silêncios que não nascem da indiferença, mas do cansaço de tentar ser ouvido onde nunca houve espaço para escuta. Há distâncias que não são fuga, mas limite.
A gente aprende, com o tempo, que permanecer onde a alma se encolhe é uma violência silenciosa contra si mesma. E então escolhe ir — não por falta de amor, mas por excesso de amor-próprio.
Porque preservar-se também é um gesto de coragem. É entender que algumas portas não se fecham por fracasso, mas por proteção. É confiar que sair de um lugar onde não florescemos é, na verdade, abrir espaço para respirar de novo.
Nem toda ausência é abandono. Às vezes, é apenas a forma mais digna de continuar inteiro.
Enquanto muitos esperam alguma atitude, certifico-me que a ausência dela já diz muito e prossigo!!!!
No momento certo a vida ensinará que:
Nem sempre a ausência é por querer...
Nem sempre uma escolha nos leva a um bom caminho,
Nem todo caminho tem um retorno...
Todo caminho sempre nos oferece uma nova escolha... atalho...
Muitos caminhos nos levam a nossos objetivos, outros nos tiram dele.
Rebobina a fita da vida e volte no tempo, antes do aborrecimento que a ausência causou. Te conheci, esqueci o sinônimo do sofrimento, a vida me quis feliz e a tristeza passou.
A ausência temporária faz bem, porque a presença constante torna as coisas parecidas para que possam ser distinguidas. A proximidade diminui até as torres, enquanto as ninharias e os lugares comuns, ao perto, se tornam grandes. Os pequenos hábitos, que podem irritar fisicamente e assumir uma forma emocional, desaparecem quando o objeto imediato é removido do campo de visão. As grandes paixões, que pela proximidade assumem a forma da rotina mesquinha, voltam à sua natural dimensão através da magia da distância.
"...a tua ausência é, em cada momento, a tua ausência.
não esqueço que os teus lábios existem longe de mim.
aqui há casas vazias. há cidades desertas. há lugares.
mas eu lembro que o tempo é outra coisa, e tenho
tanta pena de perder um instante dos teus cabelos.
aqui não há palavras. há a tua ausência. há o medo sem os
teus lábios, sem os teus cabelos. fecho os olhos para te ver
e para não chorar..."
Chorei a ausência das reações humanas daquele corpo sem vida. Chorei a orfandade incômoda, o adeus forçado, a separação. Choro hoje a impossibilidade dos afetos. É abstrata sua presença. É memória e esperança. Apenas isso.
É que a saudade dói e, dói a ausência, dói a lembrança, dói saber que o passado não volta, que muita coisa virou memória nessa tênue linha que se resume a vida. E, o tempo tem sido o melhor remédio, às vezes quando ameaça doer demais, injeto uma dose extra de tempo, no corpo, no pensamento e no coração.
Você e' um excelente líder somente quando, na sua ausência, sua empresa continua com o mesmo desempenho de quando você esta presente!
Solteiro, frio, cobertor, noite e a dor da ausência de alguém que se quer muito, que nunca tivera ou daquele que nem se sabe, mas que almeja intensamente algum dia ter.
A ausência de Deus, deixando o homem responsável por si mesmo, o condena a se revoltar. “Do absurdo à revolta”, dizia Camus.
