Ausencia William Shakespeare Amor
Não importa como acontece,
Ele chega bem de mansinho,
De um jeito que te aquece;
Não importa, ele acontece.
Essa liberdade que se solta,
E que te prende,
Cantarola de dia,
E de noite suspira...;
Ao poeta sempre inspira.
Não importa, mas é assim,
Ele vem de forma indescritível,
Cheio de si, e sublime em mim;
Não importa, mas é incrível.
Essa prisão que não é prisão,
E que te deixa livre,
Só com o teu violão,
Espera, crê e confia;
Fazendo bagunça no meu coração.
Tenho uma canção, uma rota
E a carta náutica
Até para decifrar:
a rota que me leve
para viver e te reencontrar.
Talvez eu não consiga chegar,
- não me importa!
Eu não vou sossegar jamais!...
Porque talvez eu não transmita
- segurança
Através do meu jeito de calar
E de seguir em frente,
Neste mundo descontente.
Eu tenho um jeito de me expressar
- diferente
Talvez não me perceba assim,
Eu falo diferente sim;
De um jeito que jamais esquecerás de mim.
Tenho o balanço das amendoeiras
(mãos extremamente macias),
Tempo para escrever poesias
(tenho muito o quê cultivar),
Tempo para ventar versos...,
(para espalhar o meu perfume)
E no teu íntimo penetrar.
Valsa em mim, não durma!
Balançam as amendoeiras,
Lá no meio da rua...,
Assim sendo infinitamente - tua,
Um acorde iluminado pela Lua
Ciente de que és o Sol e regente,
Das orquestras das orquídeas
Dos afetos sem perfídias,
Valsa em mim porque me toca
Algo mui sublime que plantaste
De tal forma que hoje rio à toa.
Tenho tempo porque tenho,
Tempo e o balanço
das amendoeiras,
O que há em mim,
tem tempo para tudo;
Tenho no pulso
O relógio do amor,
Para mim, o amor não passa
E não muda - nunca!
Brisa tão mansa,
Como a infância,
Doce esperança,
Mística cândida,
Sublime poética
De ser trigueira
E madrugadeira
Que balança
Como uma amendoeira.
A minha extravagância
Tão atemporal,
A minha loucura
Tão celestial,
Nascem do desafio
Tal como o vento
Cortante,
No oceano
A desafiá-lo,
Sou um mistério
Inteiro;
Nascido para te desatinar.
Não pode e não
haverá de existir
Nada mais belo
e interessante,
E que nos conduza
a (fluir);
Nos levando
ao infinito
Do amor e da vida
alucinante.
Não sossego
e nem deixo sossegar,
Porque o que sinto
é de arrepiar:
Na poesia e na gentil
arte de amar.
Não devo nada
a ninguém
Nada mais
justo e forte:
É princípio
de (alguém)
Que é capaz
de amar
Até além
da morte...
Não calo e nem
deixo de escrever,
Aquilo que sinto_ eternizo
Na poesia o quê é,
e também há de ser!
Não nego o quê
bate no peito
Arrepiando a pele,
O amor é assim:
imperfeito.
Revirando o juízo,
Para tudo ele
encontra um jeito.
A poesia tem
a leveza das espumas
Ela voa pelo ar
tal como as plumas,
A poesia vira tudo,
e até te [revira
Te fazendo novo
para amar incrivelmente.
O canto que vem
de dentro,
É fruto que ninguém segura,
É a natureza que
ninguém [furta];
Ela é expressão do
meu sentimento.
Ai, poesia!...
Tão perfumada,
Escrita tão plena,
e tão apaixonada;
Voltei a ser menina
em versos [simples,
Não menos belos e
não menos importantes.
O barulho do mar
é como o riso,
Ninguém consegue
prever,
E jamais conseguirá
[conter];
Ele é como o curso
do destino.
Ria bem alto,
mesmo sem
contentamento.
Alegre-se
[sempre],
afastando todo
o sofrimento,
A liberdade pode vir
a qualquer momento.
Lembre-se de mim, assim:
como margarida vestida de sol.
Lembre-se de mim, assim:
como um sorriso sem fim.
Recorda-te que passei,
e que o amor um dia foi lei.
Agora, tudo mudou:
o tempo - implacável - passou.
Contente-se com a lembrança
Que não dissipou, e não passou,
Recorda-te da borboleta mansa,
- repousada na tua mão
Eu que fui verso e virei canção
Para sempre no país do teu coração;
Serei a tua razão,
- inesquecível -
Lembre-se de mim assim:
como o teu amor celestial
E de todos o mais incrível.
Libertei-me do ninho,
Sou o amor que voa sozinho,
Libertei-te para não voltar,
Viver para me amar
É tua responsabilidade;
Deixe-me no meu destino,
Sou o curso do rio de volta
Para a vida e para o mar,
Assim na poesia estrelar...
Nunca vi flores tão bonitas,
- todas bem perfeitas
Lindas flores infinitas,
- super perfumadas
Pareciam até pintadas!
Todas muito bem nascidas
Na cidade de Colinas;
Rodeada por cursos d'água,
Coroadas por cascatas,
Todas bem regadas!
Sim, nestes versos inventados,
Bem intencionados,
Para arrancar das colinas,
Mil sorrisos,
Para semear felicidade
No meu canteiro.
Se um dia eu vier ao encontro
Do teu povo,
Da tua cidade que é um jardim,
Eu seja reconhecida
Não como uma simples turista;
Mas como alguém que ama,
A sua gente e a sua cidade
Ainda quando os conhecia
Nos campos de flores e da poesia.
Um peixinho colorido
em cima das conchas
brincando de faz-de-conta.
....
O pequeno bagre
bem parado
é feito de biscuit.
As flores sobre o asfalto,
- suspiram
As emoções ao alto,
- inspiram
Multicores descrevem:
os amores secretos,
e os desejos indiscretos.
Em versos sinceros,
- imensuráveis
Não menos belos,
Censuráveis por uns,
- admiráveis
Por alguns...,
Curvados as boas letras
Para que não te esqueças.
Porque me descortinas,
Danço no meio da neblina,
Faço propositalmente rimas,
Canto de menina,
Bordado de senhora,
Cuidado de poetisa,
Passo de dançarina,
Sono de musa repousado
Desdobrado sobre as colinas.
Pela minha letra fatal
Desabrocha mansamente,
Pelo meu verso imortal
Carinhoso simplesmente,
Realiza no meu corpo
O segredo dos teus lábios,
Abrigado na tua mente.
Pelo soneto perfeito
Escreva o teu destino,
Pela harmonia corpórea
Revelada secretamente,
Fruto particular da história
Silenciada pelo nosso beijo,
Inviolável ninho de carinho.
Pela minha poesia inesgotável,
Ora tecida em versos ricos,
Ora bordada em versos pobres,
Poesia santa, profana e condenável.
Pelo sonetista que nos vê - e crê,
Pela fé no amor inabalável,
Ora e desabrocha;
Vê e se enamora daquilo que é,
E o coloca para sempre como intocável.
A noite caiu desapercebida
De um jeito jamais visto
O luzeiro foi descansar
A Lua como a lamparina
Ilumina o altar da noite
De forma a fazer o céu gingar
Em companhia das estrelas.
A manhã surgiu desapercebida
De um jeito surpreendente
O luzeiro pôs-se a levantar
A Lua foi descansar
O luzeiro bem acordado
Surpreende o céu da noite
De forma a fazê-lo a se dissipar
E levar com ele todas as estrelas.
As moças sempre se encontram
Manhã, tarde e noite de mão dadas
Nestes versos mal escritos
As moças que mais parecem fadas
Estações da vida e dos tempos
Emoções que caem como chuva
Entre o céu e a terra - se apaixonam
Como certas brisas que se encontram
À beira do abismo bem em frente ao mar...
Recolhe o tempo dentro de ti,
Brinca com o tempo adentro,
Recoste sobre o meu ombro
E deixe o corpo falar de tudo.
Retire entre nós as espumas,
Deixe que nasça todas as luas,
Entregue-se aos sons das ondas
Para tomares ciência e as contas.
'Inverne-se' para o verão chegar,
Recrie-se para a paixão balançar,
Liberte-se de tudo o que te prende
E deixe livre só aquilo que sente.
Desce a aura rosa do céu,
Dando sorriso ao mar,
O Sol doce como mel,
- Assim resolveu se entregar
Durante as baixas temperaturas,
Ele resolveu rimar-se com o mar,
Aberto as boas loucuras de amor
Remando no oceano de tanto amar.
Esculpindo
nas pétalas do tempo,
Desenhando
as carícias serenas,
Desejando agir
com maturidade,
Jogando bem longe
o momento
Para fazer de nós
uma eternidade.
Ventando madrugada
adentro,
Escrevendo até
a aurora florescer,
Despertando do sono
não dormido,
Poemizando de vez
até você aparecer
Para fugirmos
deste mundo esquisito.
A verdade que tanto
eu quero,
É a mesma que
eu carrego,
Venho porque
lhe tenho amor;
Eu por ti
jamais sossego.
Alentando da melhor
forma as horas,
Semeando ao vento
as mil floradas,
Que hão de irromper
muitos poentes,
Audazes entre nossas
frontes coladas,
Unidos nos nossos
abraços contentes.
A essência que
tanto eu quero,
É a mesma que eu carrego,
Venho com o mesmo amor,
Que de ti tanto espero.
Ventando tudo
que tenho para ventar,
Amando além daquilo
que ninguém
faz ideia do
que é amar,
Vou além de tudo,
supero o universo,
Só para provar
o quanto te quero;
e a medida de amar
sem medida,
Amar amando
a nossa história,
Vivendo para te amar,
Enfrentando toda
a inveja,
Só para viver
todo o amor
que houver nessa vida.
As cores se envolveram
Na curva do horizonte,
As duas não se esqueceram;
E é bem aqui dentro de mim,
Que você se esconde.
As espumas e as ondas,
Os beijos das sereias,
As carícias entre as espumas,
Iluminando as mil maneiras,
Escrevendo as boas loucuras.
As cores - 'as nossas',
Os perfumes - a prosas,
Os vinhos - e as rosas,
As mãos - amorosas,
Os beijos - sonetos,
Seguem todos em mim,
A vida prosseguindo o curso,
E eu jamais te esqueço - padeço.
Talvez eu seja a chave
Do seu maior segredo;
Talvez eu seja breve,
Na palma da sua mão.
Talvez me carregue
No jardim do coração.
Apenas um hibisco
De intenso vermelho,
A ser regado pela paixão.
Talvez eu seja sempre:
Repleta e não me cale.
Talvez eu seja a veia:
Da saudade de tudo,
Que sobra e sobrevive.
Talvez eu seja tua,
O tempo há de me dizer,
Ele irá me responder:
- Que valeu a espera
Desse amor sem limite.
Existe um canal que nos liga,
Reafirme: que nada nos separa.
E muito menos não existe,
Alma audaciosa que nos defina.
Existe uma corrente tranquila,
Afirmativa e serena - nos leva
Para onde que ninguém imagina;
O coração vai e sempre solicita.
O encontro de embarcações
Doces e repletas de emoções,
Em busca de grande sensações.
O encontro de tripulações,
Desencontro de sensações,
- Distanciam emoções
Há o encontro de águas,
- um turbilhão de sonhos
Inteiros e macios...,
Livres, e cativos... não te conto!
A cor verdejante do mar,
O arrastar do olhar,
A rede prosseguindo...,
O pescador joga a rede,
A tainha ele foi pescar,
O mar espalha o canto,
A vegetação serena...
O Balneário se ilumina,
A vontade não é pequena.
A duna tão linda,
É fonte de vida,
Ela traz proteção,
É poema que segura
Toda a correnteza.
A festa tão bela,
Da Natureza,
Cada grão dessa areia
É pura beleza!
Expressão e vivaz certeza.
A hora está chegando,
O povo está esperando,
- a Festa da Tainha
É a festa barrasulense,
Do norte catarinense.
Nas minhas pétalas
tu te roças,
No meu beijo
que tanto procuras:
está o meu corpo
cheio de loucuras.
Não desvias,
porque tanto adoras
As minhas mão de fada,
sem farsa,
e minhas carícias
todas mimosas.
Nas minhas galas
tão pomposas,
No meu bailado
tão repleto de ginga:
assim seguem
as minhas malícias.
Não desvias,
porque tanto fazes
E por onde fazes
ser tua - toda;
e segue
em gestos audazes...
Não desvias -
porque escreves
O poema das mil fases;
Tu, só tu me trazes...
Não desvias
porque estão entregues
As devoções e as tuas
alucinações
Uma a uma, assim tu
me pertences...
Ao poeta Cruz e Sousa...
A poesia é interminável
Nasci Julieta infinita
Do nascer do Sol
Até o morrer dele
Filha de toda a inspiração
Cresci poética pelas mãos
Do negro que escreveu
No mar o soneto etéreo
A poesia é inefável
Nasci imperfeita, artista
Do tom da clave de Sol
Alçando a harmonia solene
Serva de cada excitação
Louca por tuas mãos
Feita das tuas linhas
Estrela suspensa
Que com brilho o mar ilumina
Cada vez que tu me olhas:
o teu olhar me arrebata, fulmina
Como as ondas do mar se integram
E tanto fazem com as espumas
Não que elas desapareçam,
Uma passa a pertencer a outra
- se revelam -
Assim é o mistério de amor
Que tanto me entrego...,
Passando assim a ser mais tua
Do que todas as nereidas desnudas
Que por ti passaram...
Contigo nos reúno, e nos possuo.
Dos meus dulçores
róseos
E tão carinhosos
beijos,
Tu carregas
de mim
Os mais lindos
sonhos;
Eu sei que tudo
requer tempo,
Amar requer
amadurecimento.
Dos teus licores
flóreos
Nascidos
dos nossos beijos,
Tu me enlevas
mais do que mil peitos
Sendo eu a pupila
dos teus olhos,
O amor não precisa
de que sejamos perfeitos.
Dos meus
carinhos totais,
E minhas
delícias ternas,
Tu me carregas
de mim,
Eu moro
em você,
E você mora
inteiro em mim;
Assim somos
mil primaveras
Em todas estações
- sem fim.
Que sejamos unos,
Indivisíveis e corajosos,
Tu me levando na garupa
do teu cavalo
Protegendo para sempre
a tua donzela;
De todo o mal e da crueldade
desse mundo.
