Átomo
Um universo de átomos
O significado da vida parece
morar nas coisas mais simples.
Tudo que é importante se apresenta como comum…
tão comum que quase não percebemos.
O cair de uma maça é algo humilde, rotineiro;
quem diria que desta queda surgiria a lei da gravidade?
O observar do céu e suas estrelas;
quem diria que destas maravilhas surgiria a astronomia?
O calor dos corpos e suas peculiaridades;
quem diria que deste estudo viria existir a calorimetria?
Tudo que é complexo já foi simples antes.
O difícil já foi fácil no início…
Uma grande teoria nasce na observação do simples,
das coisas mais corriqueiras da vida:
Um inseto ensina, mas para quem quer aprender.
Assim como a maior árvore do mundo agora,
já foi, pois, uma plantinha mais fina que um fio de cabelo...
A energia que está contida em teu ser
bilhões de átomos vibram no teu corpo
para te mostrar a dimensão da potência
que habita na sua intimidade
e quer que você entre em sintonia fina
com o potencial existente em todo o universo
você se reencontrando com a sua verdadeira natureza.
viva em paz
você é poderoso
poderosa
paz no seu lindo 💓
18 de junho - Dia do Químico
Haicai da Química
Átomos andam
As ligações se rompem
Há transformação
17/06/26
Assim como os átomos se unem no vazio para criar a matéria, são as nossas dúvidas que preenchem o espaço entre quem somos e quem podemos vir a ser.
Na dança dos átomos e nos mistérios da matéria, o químico decifra a linguagem do universo e transforma o invisível em descoberta, solução e futuro.
"Balancear equações é como uma balança de dois pratos: o número de átomos de cada elemento deve ser igual nos dois lados. No começo parece difícil, mas com prática, seus olhos já enxergam o equilíbrio!"
Segundo a física, o corpo humano contém cerca de 7×10²⁷ átomos (sete octilhões), com energia equivalente a manter a usina de Itaipu ativa por 6.350 dias, comparável à bomba de Hiroshima.
Um sorriso seu é como a criação do universo, belo e perfeito, e destruir todos os átomos do meu coração.
Inalcançável e tão próximo quanto os átomos de dois corpos, és tu SENHOR.
Tua misericórdia me alegra, a tua graça me basta e o teu amor me sustenta, tanto mais quanto meu medo me abate.
As minhas dúvidas me fazem ser como barco sem âncora e sem leme com vela ateada em meio a ventanias. Perdido que estou, quem me dará a direção?
Quando hei de perceber que estou em seus rios de águas claras, indo para um fim calmo e de paz?
Entender que os átomos aglutinados numa rocha cristalizada, ou em qualquer sedimento amorfo, cumprem uma função tão nobre como os que dão suporte à mais arrojada e cristalina tirada filosófica, é poder levitar sobre as chamas do inferno, sem medo que cair em desgraça teológica.
Desde que o homem existe tem tido música. Mas também os animais, os átomos e as estrelas fazem música.
PARTÍCULAS ELEMENTARES
Durante séculos acreditou-se que os átomos fossem os componentes básicos da matéria, teoria essa proveniente de uma visão materialista do Universo, inaugurada com Demócrito (460-370 a.C.), que via a Suprema Realidade na figura do Indivisível, o Átomo.
Após a descoberta dos Raios-X em 1895 por William Konrad Röntgen (1845-1923), físico alemão, logo se viu que ele não era o único emanando dos átomos, existindo outros raios se propagando, daí inferindo-se a natureza composta da estrutura do átomo.
Em 1897 Sir Joseph John Thomson (1856-1940) descobriu o elétron, a primeira partícula elementar, que atua nas reações químicas mais comuns.
Em 1911, com o bombardeamento de átomos por partículas alfa emanadas das substâncias radioativas, Ernest Rutherford (1871-1937) desenvolveu o modelo clássico de uma nuvem de elétrons ligada por forças elétricas e orbitando um núcleo (que seria composto de prótons e nêutrons); uma estrutura incrivelmente pequena (cerca de um décimo de milionésimo de milímetro) onde o núcleo é, aproximadamente, menor cem mil vezes que o átomo e tem cerca de duas mil vezes a massa do elétron (a massa de um elétron é de cerca de 2 x 10-27g = 0,0262g = 0,000000000000000000000000002g).
Posteriormente verificou-se que a nuvem de elétrons se compunha de diferentes estágios ou níveis de energia. Eles podiam saltar para estágios inferiores energeticamente e emitir energia em forma de pacotes ou quanta de luz: os fótons. Confirmaram-se assim as teorias de Max Carl Ernst Ludwig Plank (1858-1947) e Albert Einstein (1879-1955) sobre a natureza da luz.
Sobre essa última, James Clerk Maxwell (1831-1879) descobrira, no final do século XIX, que a eletricidade e o magnetismo se unem para se transformarem em luz. Dessa forma, a diferença entre os raios gama, Raios-X, ultravioleta, luz visível, infravermelha e as ondas de rádio está apenas em seus comprimentos de onda. Concluiu também que todas essas ondas, em todas as suas freqüências, se deslocam no espaço à velocidade da luz.
Mais ainda, que a nossa noção de que "coisas" se tocam e por isso se movem é uma simplificação da noção de campos magnéticos e elétricos variando no tempo que permeia o espaço.
Assim, quando seguramos algo, na realidade não há contato, mas cargas elétricas na mão influenciam cargas elétricas no objeto, fazendo-o mover-se. Nada toca em nada!?
Durante a década de 1920, um grupo internacional de físicos (Niels Bohr – 1885-1962 – dinamarquês, Werner Heisenberg – 1901-1974 – alemão, Erwin Schrödinger – 1887-1961 e Wolfgang Ernst Pauli – 1900-1958 – austríacos, Paul Adrien Maurice Dirac – 1902-1984 – inglês e Louis de Brouglie – francês) descobriu um mundo novo, o subatômico, baseado em leis até então desconhecidas, a teoria quântica. Esse mundo subatômico era composto de partículas extremamente abstratas que, dependendo de como fossem abordadas, se comportavam ora como partículas ora como ondas, de forma semelhante à luz, que se manifesta ora como partícula e ora como pacotes de energia eletromagnética, os fótons.
Assim, na década de 1930 (Enrico Fermi – 1901-1954 – realiza a primeira fissão nuclear em 1934 e a primeira reação nuclear em 1942) já se sabia que as três unidades "básicas" não eram básicas, outras existiam, e desde então já foi descoberta a existência de mais de 200 partículas elementares, separadas em partículas estáveis e instáveis. Aquelas, 41 ao todo, foram divididas didaticamente em fótons, léptons e hádrions, com suas partículas e antipartículas.
