Ate o Mel mais Puro em um Recipiente
A Araponga canta alto
que até parece o meu
peito quando te vê,
O tempo passa e acho
que poucos sabem
que ela é a ave símbolo
de Santa Catarina;
Daqui a pouco dizem
que até Araponga
a gente não irá mais
ter nem ao menos conta,
A única coisa que posso
fazer já está escrita,
Sim, é este simples poema
para ninguém esquecer
porque sei que tem
gente com o poder de fazer
para a Araponga a gente não perder.
Parecem até crisoberilos
as folhagens dos arbustos
do campo de altitude
sob o sopro da ventania,
Ter a certeza que és meu
na poesia e na vida
sempre me faz renascida.
Não dou ouvidos para tudo
aquilo que destrói
da pior maneira a vontade
de seguir adiante em nome
do quê realmente importa,
Ser existência que toca
inquietude doce que devota
arrebanha as multidões
habitantes do teu mundo.
Para que continuemos
altivos, firmes e de pé,
sigo firmando o pacto
profundo de resistência
porque quero que nossos
nomes sejam lembrados
na História por todos
aqueles que virão depois
de nós da melhor forma possível,
Por isso embalo tudo com amor
mais forte, inabalável e incrível.
Os brincos de prata pura
parecem que até que foram
feitos de pedaços da Lua,
Balançam os seus pingentes
de Inajá que roçam na pele,
Tenho na fórmula dos grandes
poetas o porquê você se derrete,
Você tem sonhado todas
as noites comigo pele com pele.
Quando o Sol
raiar vou até o Murici
frutos colher,
As sementes vou
guardar e preparar
porque quero um
colar de muitas voltas
para me presentear.
À medida que você for
acarinhando a minh'alma
em teus poros vou penetrando
até tomar todo o teu controle
e fazer por dois se apaixonar,
Só no tato você lerá em mim
poemas e o Mapa-múndi com
o desejo do amor nos governar,
é óbvio que só de pensar em tudo
isso já tenho capturado o teu ar.
Limerique
Até dentro daquilo
que muitos não veem
sentido existe uma estrutura
A Poesia Nonsense com
o seu Limerique pode
provar isso do cômico, do irônico
e do absurdo para te ajudar
a sobreviver este mundo.
Forró das Estrelas
Quando o coração está feliz
até as estrelas dançam Forró,
Com você no meu coração
nunca estarei nesta vida só,
Ainda você não veio e danço
como você estivesse comigo,
Sei que no fundo a gente
namora um do outro escondido,
Quando tocar no rádio de novo
o Forró das Estrelas tenho
certeza que você estará comigo,
e toda a poesia nos dará abrigo.
Propaganda de Guerra I
O mal do século é a solidão,
melhor mesmo ser poeta
que até sem sair do lugar
com a sua poesia sempre
acaba se entregando a multidão,
O poeta é quem acende
o lampião no meio da escuridão,
e está sempre presente
ao chamado para a rebelião.
Um poeta nunca fará nenhuma
guerra porque ele é a própria
guerra que com intimidade
chama o próprio Deus da Guerra
para dançar ou se afastar.
Não é qualquer um que coloca
um poeta no bolso
para dizer o quê é e o quê
não é propaganda de guerra,
Porque se escandalizar
com a violência, se solidarizar
com quem sofre ou pedir um
cessar-fogo jamais nesta
vida será propaganda de guerra.
04/04
Se alguém te ofendeu
não deixe passar em branco,
esclareça até o final
para que nunca mais ninguém
venha repetir o mal.
Jerivá
Neste mundo existe
de tudo e até mesmo
há quem agrida
para depois se fazer de vítima
como justificativa,
Enquanto o mundo gira,
escolho observar
o ondear de um Jerivá
porque é o melhor que há,
e deixar o quê tiver de ser
como regra assim será.
III
Você chegou comigo
até o terceiro degrau
para saber quais
são os sinais de como
afastar o Deus da Morte,
avancemos porque são dez
os degraus e o tempo corre.
Quando você ver alguém
sendo discriminado
ou se ver discriminando
sistematicamente,
não se renda ao sistema
que escraviza a sua mente.
Os enviados do Deus da Morte
precisam que sejamos
desunidos para sermos todos
partidos quando chegar a hora,
a vida pede pressa e vigilância
da nossa própria esperança.
V
Percorremos quatro degraus
de como até agora afastar
o Deus da Morte,
nem sempre a regra é ter sorte.
Aqui não somos Alices
e nem temos um coelho
para nos dar um relógio,
que muitos estão desacordados
tem sido óbvio e notório.
Para desviar do sortilégio
é preciso entender degrau por degrau,
ser solidários seja aqui
ou em Bangladesh é fundamental.
Não quero obrigar ninguém a nada,
apenas peço que não esqueçam
que temos dez degraus
para afastar o Deus da Morte
que conspira até contra saraus.
Olha, presta atenção quando
o Olimpo de papel machê
quer correr atrás de você
com os seus mandados,
ele irá patrulhar, ordenar e prender.
Eles são capazes de tudo
formalmente ou informalmente
independentemente na vida
de quem quer seja,
quando eles querem acabar
para sempre com um ou mais de um,
não põem o tempo a perder,
por isso suba estes degraus estreitos
porque está na hora de aprender.
VIII
Subimos até aqui sete degraus
para entender que quando
fizerem você se mudar para uma
muito pior é que estão preparando
a entrada do Deus da Morte
e da vida estão te afastando.
Mortes iniciais com cara de aleatórias,
roubos de propriedades e massacres seletivos é exatamente assim que
agem o Deus da Morte e seus amigos
os povos do mundo perseguindo...
Não se esqueça que são
dez os degraus para afastar
o Deus da Morte
dos nossos caminhos,
Não basta um ou meia dúzia falar,
é preciso estar unidos.
Fandango Paranaense
Só de ouvir o seu nome
o meu coração fica
contente que até parece
que está dançando
Fandango Paranaense,
Este charme bonito
faz isso e muito mais comigo,
Você nasceu para mim
e o amor é obra do destino.
Com as tuas resistências
tenho brincado porque
hei de fazê-lo tentado
a soltar uma por uma
até acender a chama
que não há de se apagar,
Na tua mente conquistei
espaço e o teu coração
será completamente ocupado
e não haverá outra em meu lugar.
O8/07
Ser amável sempre
até quando for discordar
de muita gente
traz a vantagem de livrar
de um aborrecimento futuramente.
O Quindim até parece
contigo e a História
dele eu conheço,
Você é tão doce
que posso também
de meu dengo,
Quanto mais te vejo
mais te desejo.
Dizem que água mole
em pedra dura tanto
bate até que pode
vir adiante a furar,
Óbvio que aprender
como identificar
e não permanecer
num relacionamento tóxico
é questão de sobrevivência,
Porque nós estamos
vivendo numa época
que muitos estão
se esquecendo de ensinar
o comprometimento
mútuo de seduzir e encantar
para o amor venha a durar.
Não nasci Poetisa
da noite para o dia,
eu morria de raiva
de ler e até de escutar,
até que chegou
a ironia do destino
que me apresentou
a Fernando Pessoa
que fez a raiva passar.
Em seguida veio
"o Alberto Caeiro,
o Alexander Search
e Álvaro de Campos"
que me apresentaram
a outros tantos.
Mais próxima deles
pude conhecer
"o António Mora,
o António Seabra,
o Barão de Teive,
e o Bernardo Soares"
que me levaram
para muitos lugares.
Pelo caminho fui
apresentada "a Carlos Otto
a Charles James Search,
a Charles Robert Anon,
a Coelho Pacheco,
e a Faustino Antunes"
que fizeram entender
que não há segredo
para compreender
e gostar de poesia.
Praticamente íntima
de todos os anteriores,
fui apresentada
a outros senhores
que me levaram
a outros lugares
que jamais pude sonhar.
E assim fui apresentada
"a Frederick Wyatt,
a Frederico Reis,
a Henry More,
a Crosse, a Jean Seul
e Joaquim Moura Costa"
que de maneira amistosa
na mesma mesa ensinaram
que poderia vir a gostar
de muitos outros mais.
A medida que fui
me reencontrando
com todos eles,
fui evoluindo e pedi
para ser apresentada
por cada um deles "a Maria José,
a Pantaleão, a Pêro Botelho,
a Raphael Baldaya, a Ricardo Reis,
a Thomas Crosse e a Vicente Guedes"
que após a minha rotina de preces
passei a incluir a poesia
e encontrei nela muitas benesses.
Tudo entre eu eles aconteceu lento
e rápido ao mesmo tempo,
que a raiva enorme que sentia
sempre que ouvia poesia
por encantamento passou.
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