Ate o Mel mais Puro em um Recipiente

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⁠Que Deus é fiel,
o mundo já sabe,
ou ao menos deveria saber — e nós, até quando somos fiéis?


Deus tem sido sempre tão Generoso conosco que, se a Graça não fosse um Favor Imerecido, o Constrangimento talvez fosse muito maior que a Gratidão.


Não porque me falte reconhecimento, mas, porque sobra consciência das próprias falhas.


A graça, quando compreendida de verdade, não infla o ego — ela o desarma.


Talvez, sem essa plena consciência de imerecimento, dificilmente eu escaparia do abraço do constrangimento.


E há algo de profundamente pedagógico no favor que não se pode pagar, negociar ou justificar.


Ele nos retira do centro do palco, desmonta a agridoce ilusão de mérito e nos coloca no único lugar possível diante do Divino: o da humildade…


A Espiritual e a Intelectual.


Quem entende a graça não anda de peito estufado; anda de cabeça baixa, não por culpa, mas por reverência.


O constrangimento, nesse contexto, não é a vergonha paralisante, é puro espanto.


É perceber que, apesar de quem somos, carregados de rastros de podridão, continuamos sendo alcançados pelas mãos misericordiosas do Pai.


Que mesmo quando nossas mãos estão vazias de boas razões, elas ainda são preenchidas de misericórdia.


E isso nos educa mais do que qualquer repreensão.


Talvez a maior evidência de maturidade espiritual seja justamente essa: não transformar a generosidade de Deus em direito adquirido, nem a graça em moeda de barganha.


Quem vive consciente do favor imerecido não se acostuma com ele — agradece, cuida e tenta responder, não com merecimento, mas com fidelidade.


Que Deus é fiel, o mundo já sabe ou ao menos deveria saber — e nós?


Até quando somos ou tentamos ser fiéis?

⁠Só tropecei no infortúnio de tentar ser normal — e tropecei feio — até descobrir que o novo normal é se esvaziar de si mesmo.


Passei anos aparando arestas, baixando o tom das minhas convicções, suavizando minhas inquietações, rindo do que não tinha graça e silenciando o que ainda queimava por dentro.


Tudo para caber…


Caber nas expectativas.


Caber nas rodas.


Caber nos moldes invisíveis que alguém decidiu chamar de “normalidade”.


Mas há um preço alto demais em caber.


Descobri, tarde o bastante para doer e cedo o bastante para salvar, que o tal “novo normal” não é sobre equilíbrio, nem sobre convivência, nem sobre maturidade.


É sobre esvaziamento.


Esvaziar a autenticidade para evitar conflito.


Esvaziar a coragem para não incomodar.


Esvaziar a própria essência para não parecer excessivo.


E quando a gente se esvazia de si, sobra o quê?


Um corpo funcional.


Um discurso ensaiado.


Uma presença aceitável.


Mas não sobra alma.


Ser normal, nesse tempo apressado e ruidoso, parece significar ser diluído — sem arestas, sem profundidade, sem identidade que incomode.


Só que viver diluído é viver pela metade.


E ninguém nasceu para ser metade de si mesmo.


Talvez o verdadeiro infortúnio não tenha sido tropeçar.


Talvez tenha sido acreditar que a queda era culpa da minha diferença — quando, na verdade, era o chão que estava torto.


Hoje sei: não há nada de anormal em preservar quem se é.


Anormal é abdicar da própria essência para ser aplaudido por quem jamais suportaria a sua verdade inteiramente nua e crua.


Se for para tropeçar de novo, que seja tentando ser inteiro.


Porque o mundo já tem gente demais vazias de si — e cada vez menos pessoas dispostas a sustentar a própria alma.

⁠Eu sei que a Salvação é uma decisão muito pessoal, mas até a Eternidade eu quero Dividir com você.


A Salvação é um encontro íntimo entre a consciência e Deus, um “sim,” que ninguém pode dar por nós.


É travessia solitária, é escolha que nasce no silêncio da alma, é responsabilidade que não se transfere.


Mas a Eternidade…


Ah!?!


A Eternidade é grande demais para ser caminhada sem as amorosas sandálias da empatia.


Porque amar alguém é desejar que o tempo não seja suficiente.


É querer que os dias não terminem no calendário, que os abraços não sejam interrompidos pela finitude, que as conversas não se percam na poeira das horas.


Amar é desejar continuidade — não apenas no presente, mas para muito além dele.


Se a Salvação é pessoal, o Céu que imagino é relacional.


Não faz sentido sonhar com a luz sem querer compartilhar o seu brilho.


Não faz sentido falar de paz eterna sem desejar que quem amamos também a experimente.


Talvez seja isso que o amor faz com a fé: ele a expande.


Ele transforma a oração individual em intercessão.


Transforma a esperança silenciosa e solitária em promessa compartilhada.


Eu sei que a decisão é sua…


E respeito o seu tempo, suas dúvidas, suas batalhas e seus caminhos…


Mas até a Eternidade eu quero dividir com você — não por imposição, não por medo, não por obrigação…


Mas por amor.


Porque quando o amor é verdadeiro, ele não quer apenas estar junto na vida finita.


Ele quer atravessar o infinito de mãos dadas para viver a Eternidade.


Te amo!

⁠Até os Monstros precisam ser protegidos da Monstruosa sede de justiça
de parte do povo.


Há uma perversidade silenciosa que se instala quando a justiça deixa de ser um princípio e passa a ser um espetáculo.


Nesse instante, já não importa a gravidade do crime, a complexidade dos fatos ou os limites civilizatórios que deveriam nos conter.


O que passa a seduzir muita gente é o prazer de assistir à queda, ao sofrimento, à humilhação daquele que foi eleito como a encarnação do mal.


E é justamente aí que mora um dos principais perigos: quando a repulsa ao monstruoso nos autoriza a flertar com a própria monstruosidade.


Proteger até mesmo os monstros não é um gesto de ingenuidade, cumplicidade ou fraqueza moral.


É, antes de tudo, uma declaração de compromisso com aquilo que nos separa do abismo.


Porque uma sociedade que só respeita direitos quando simpatiza com quem os possui não acredita, de fato, em direito algum — acredita apenas em preferência, vingança e conveniência.


Hoje, o alvo pode parecer merecedor de todo suplício; amanhã, bastará mudar o humor das massas, a narrativa dominante ou o interesse dos que manipulam a indignação coletiva.


A sede de justiça, quando se desfigura em desejo de punição exemplar a qualquer custo, costuma se apresentar com vestes nobres.


Fala em defesa da moral, em proteção dos inocentes, em resposta à dor social.


Mas nem sempre quer justiça: muitas vezes quer catarse.


Quer sangue simbólico e/ou literal.


Quer a delícia primitiva de ver alguém reduzido à condição de coisa descartável.


E quando isso acontece, pouco importa se o condenado é culpado ou inocente, porque o que satisfaz não é a verdade, mas a sensação de poder exercida sobre um corpo odiado.


É fácil defender garantias, dignidade e direitos quando se trata de alguém com rosto humano aos nossos olhos.


O teste real da civilização, porém, começa quando o acusado desperta em nós asco, medo ou fúria.


É nesse ponto que se decide se a justiça será um freio contra a barbárie ou apenas sua versão institucionalmente aplaudida.


Porque, se até os Monstros não forem protegidos contra os excessos do ódio coletivo, então não restará proteção confiável para ninguém.


Toda vez que o povo se apaixona pela crueldade em nome do bem, uma rachadura se abre na ideia de humanidade.


A punição deixa de cumprir sua função ética e jurídica para servir ao apetite emocional de uma multidão ferida, manipulada ou ressentida.


E multidões, quando intoxicadas por certezas morais absolutas, percebem raramente o quanto podem se tornar semelhantes àquilo que dizem combater.


O monstro de fora se torna álibi para alimentar o monstro de dentro.


Talvez uma das verdades mais duras de aceitar seja esta: o valor da justiça não se mede apenas pela firmeza com que pune, mas pelo limite que impõe a si mesma ao punir.


Uma justiça sem freio, sem forma, sem critério e sem humanidade deixa de ser justiça — vira revanche com linguagem jurídica, linchamento com aplauso cívico e selvageria fantasiada de virtude.


Por isso, até os monstros precisam ser protegidos.


Não por merecimento afetivo, mas por necessidade moral de quem julga.


Nem para aliviar seus horrores, mas para impedir que o horror deles contamine, normalize e conduza o nosso.


No fim, a maneira como tratamos aqueles que mais odiamos revela, com uma sinceridade brutal, o que realmente somos quando nada nem ninguém mais nos obriga a parecer justos.

⁠Onde o Estado Paralelo atua, existe até pena de morte; onde o Estado finge atuar, não existe quase pena nenhuma.

⁠Para os Bandidos Assumidos do Estado Paralelo existe até pena de morte, para os do Braço Armado do Estado não existe quase pena nenhuma.


Talvez o que mais perturbe não seja apenas a existência de dois pesos e duas medidas, mas a naturalização disso como se fosse parte inevitável das engrenagens sociais.


De um lado, uma Estrutura Informal que pune com brutalidade para manter o controle pelo medo; de outro, uma Estrutura Formal que, em teoria, deveria zelar pela justiça, mas frequentemente se enrosca em proteções, corporativismos e silêncios convenientes.


O paradoxo é muito cruel: o mesmo Estado que reivindica o legítimo Monopólio da Força se enfraquece quando falha em responsabilizar aqueles que agem desonestamente em seu nome.


Porque, no fim das contas, a confiança não nasce da força, mas da coerência.


E quando a coerência desaparece, abre-se espaço para que o medo — e não a justiça — organize a vida das pessoas.


Não se trata de comparar violências como se fossem equivalentes, mas de reconhecer que a Seletividade na punição corrói qualquer ideia de Justiça.


Quando a lei é dura com uns e indulgente com outros, ela deixa de ser lei e passa a ser instrumento.


E instrumentos, nas mãos erradas, não constroem — apenas reforçam desigualdades e perpetuam ciclos de abuso.


O que sustenta uma sociedade não é apenas a punição do erro, mas a credibilidade de quem pune.


Sem isso, a linha que separa Autoridade de Arbitrariedade se torna tênue demais — e perigosa demais para ser ignorada.


O Bandido Assumido consegue ser muito mais Honesto do que qualquer covarde que se esconda sob a segunda pele do Braço Armado do Estado.

⁠Para as Almas Abençoadas que se despertam dispostas a aprender todos os dias, até o Encardido tem ensinamentos.


Inicialmente parece um baita despropósito, e antes fosse…


Mas definitivamente não é.


O Encardido sabe que não tem salvação nem morte que o espere, e mesmo assim faz as suas tentações todo santo dia, como se fosse o último.


Quantos de nós, cheios de Vida Eterna para vivermos, medimos esforços todo santo dia?


É curioso — e até muito desconcertante — perceber que aquele que já perdeu tudo, ainda assim, não perde o ímpeto.


Ele insiste.


Persiste.


Não por esperança, mas por natureza.


Nem por fé, mas por constância.


Há nisso uma disciplina ligeiramente sombria que, se olhada sem o véu do orgulho, sem a santidade fabricada, revela-nos um espelho absurdamente incômodo.


Porque nós, que ainda temos escolha, que ainda temos tempo, que ainda temos propósito, tantas vezes nos damos ao luxo da inércia.


Adiamos o bem que sabemos fazer, protelamos a transformação que sentimos necessária, e negociamos com a própria consciência como se o amanhã fosse uma garantia — e não apenas uma possibilidade.


O Encardido não espera o momento ideal.


Ele age.


Não escolhe o dia perfeito.


Ele insiste.


E talvez seja aí que reside a provocação mais profunda: não naquilo que ele é, mas naquilo que nós deixamos de ser.


Se até quem está perdido mantém sua constância no erro, o que dizer de nós, que ainda podemos escolher o acerto?


Se até ele se levanta todos os dias para cumprir o que acredita ser sua missão, por que nós hesitamos tanto em cumprir a nossa?


A verdade é que não nos falta luz — falta-nos Decisão.


Não nos falta Caminho — falta-nos passos.


Nem nos falta Propósito — falta-nos Entrega.


Aprender com o que é torto não é se contaminar, é reconhecer que até na escuridão há lições sobre movimento, sobre foco e sobre continuidade.


E, sobretudo, é lembrar que, ao contrário dele, nós ainda podemos escolher a Direção.


Que a nossa constância não seja menor que a dele — mas que seja infinitamente mais Luminosa.


Despertemos — Despertai-vos!


Buscai as Coisas do Alto!

⁠Em meio a tanta polarização, o ativo sombrio da Arrogância foi tão valorizado que até os Arrogantes já temem a concorrência.


Talvez nunca tenha sido tão fácil parecer certo — e tão difícil estar disposto a escutar.


Em tempos em que opiniões são vestidas como armaduras e não como pontes, a arrogância deixou de ser um desvio incômodo para se tornar moeda corrente.


Não apenas tolerada, mas premiada: quanto mais alto se fala, quanto mais categórico se afirma, mais visibilidade se conquista.


A dúvida, por outro lado, passou a ser confundida com fraqueza.


Há algo de paradoxal nisso tudo.


A arrogância, que antes isolava, hoje conecta — ainda que superficialmente — aqueles que compartilham certezas inabaláveis.


Mas essa conexão é frágil demais, porque não se sustenta na troca, e sim na validação.


Não há espaço para o encontro, apenas para o eco.


E, no meio desse ruído todo, cresce um medo silencioso: o de ser superado por alguém ainda mais seguro, ainda mais inflexível, ainda mais disposto a não ceder.


Quando até os arrogantes começam a temer a concorrência, talvez estejamos diante de um esgotamento desse modelo de convivência.


Afinal, se todos falam e ninguém escuta, o que realmente está sendo construído?


Se toda conversa vira disputa, o que ainda pode florescer ali?


A humildade, nesse cenário, torna-se quase um ato de resistência.


Não a humildade passiva, que se cala por receio, mas aquela que reconhece a complexidade das coisas e aceita que o outro pode, sim, ter algo a acrescentar.


É um gesto raro — e justamente por isso, poderoso.


Talvez o verdadeiro desafio do nosso tempo não seja vencer debates, mas reaprender a conversar.


Não se trata de afirmar certezas, mas sustentar perguntas com consciência de que são elas que movem o mundo.


Porque, no fim das contas, o conhecimento que não admite revisão não é força — é apenas rigidez disfarçada.


E tudo que é rígido demais, cedo ou tarde, se quebra.

⁠No universo Democrático, até o direito do cidadão alugar a própria cabeça para os Políticos-influencers deve ser rigorosamente respeitado.


E talvez seja justamente aí que more um dos paradoxos mais inquietantes da vida em sociedade: a Liberdade que protege o Pensamento Crítico é a mesma que abriga, sem constrangimento algum, a abdicação dele.


A democracia não exige lucidez — ela permite tanto o exercício pleno da consciência quanto a sua terceirização conveniente.


Pensar por conta própria dá muito trabalho.


Exige tempo, disposição para o desconforto, coragem para lidar com contradições e, sobretudo, humildade intelectual para reconhecer a própria ignorância.


É um processo solitário, muitas vezes ingrato, que não oferece aplausos imediatos nem a segurança acolhedora das certezas fabricadas.


Diante disso, não é difícil entender por que tantos preferem aderir a ideias embaladas, mastigadas e entregues com a sedução de quem promete simplificar até o mundo.


Os tais “políticos-influencers” não criaram esse fenômeno — apenas o profissionalizaram.


Eles compreendem, com precisão quase cirúrgica, que a disputa não é apenas por votos, mas por mentes disponíveis.


E encontram terreno fértil numa sociedade cansada, sobrecarregada e, em muitos casos, pouco incentivada a desenvolver pensamento crítico desde a base.


O grande problema não está apenas em quem fala, mas em quem escuta sem filtrar.


Em quem consome opiniões como se fossem verdades inquestionáveis.


E em quem transforma afinidade em argumento e carisma em credibilidade.


Há uma diferença bastante abissal entre concordar com alguém após reflexão e simplesmente adotar o pacote completo de ideias por pura identificação emocional.


Ainda assim, a democracia não pode — e nem deve — interditar essa escolha.


Obrigar alguém a pensar seria, em si, uma contradição de seus princípios mais fundamentais.


O direito de ser influenciado, de errar, de seguir atalhos intelectuais, faz parte do mesmo conjunto de liberdades que garante a quem quiser o direito de questionar, investigar e discordar.


Mas respeitar esse direito não significa romantizá-lo.


Há um custo coletivo muito alto quando a preguiça de pensar se torna regra.


O debate público se empobrece, a complexidade é substituída por slogans, e decisões que afetam milhões passam a ser guiadas por narrativas rasas.


A longo prazo, a própria democracia — que depende de cidadãos minimamente conscientes — começa a se fragilizar e a se minar.


Mas talvez o ponto mais delicado seja admitir que ninguém está completamente imune a essa tentação.


Em algum grau, todos — ou quase todos — já alugamos pequenos espaços da nossa cabeça para ideias que não examinamos com o rigor necessário.


A grande diferença está na frequência e na disposição em retomar as chaves.


No fim, a liberdade de pensar por conta própria — ou não — continuará sendo um dos pilares mais incômodos e fascinantes da democracia.


Cabe a cada um decidir se prefere o conforto de uma mente ocupada por terceiros ou o desafio, muitas vezes solitário, de habitar plenamente a própria consciência.

⁠Quem tem caráter, engraxa até sapatos do outro lado do oceano; quem não tem, lambe botas.


Há uma diferença muito brutal entre servir e se submeter.


Entre trabalhar e se vender.


Entre a dignidade e a adoração ao poder.


Muita gente confunde humildade com servidão.


Mas não existe desonra alguma no trabalho honesto — mesmo no mais simples, no mais pesado, no mais invisível.


Um homem pode cruzar até oceanos para limpar chão, carregar caixas ou engraxar sapatos, e ainda assim carregar consigo algo que dinheiro nenhum compra: honra.


Porque o valor de alguém não está no tipo de trabalho que realiza, mas na integridade com que vive.


O verdadeiro patriota não é aquele que vive discursando sobre a pátria enquanto despreza o próprio povo.


É aquele que, onde estiver, leva consigo seus princípios, sua ética e sua disposição de construir a vida sem parasitar ninguém.


Às vezes, amar o próprio país significa justamente sair dele para sobreviver ou lutar pelos outros sem perder a alma.


Indigno não é o trabalhador que serve, mas aquele que rasteja por conveniência.


Quem troca consciência por privilégios.


Quem se ajoelha diante de políticos, autoridades, empresários ou ideologias, esperando migalhas de poder.


Engraxar sapatos exige esforço; lamber botas exige ausência de caráter.


Há mais grandeza em mãos cansadas pelo trabalho do que em discursos vazios de quem vive bajulando poderosos.


Porque o trabalho pode curvar a coluna por algumas horas, mas a submissão voluntária corrói a alma inteira.


No fim, o oceano não separa o homem digno da sua terra.


O que realmente afasta alguém de suas raízes é abandonar os próprios valores.


E quem mantém a dignidade intacta, mesmo longe de casa, continua sendo muito mais patriota do que muitos que vivem perto da bandeira, mas ajoelhados diante do poder.

⁠Pensadores
só pensam,
não tentam alugar ou sequestrar as cabeças de ninguém.


O ateu, astrofísico britânico Stephen Hawking, disse: “O céu é um conto de fadas para pessoas com medo do escuro.”


O cristão, matemático e filósofo John Lennox rebateu, dizendo: “O ateísmo é um conto de fadas para pessoas com medo da luz.”


Eu só digo: a nossa preguiça de pensar por conta própria é um conto de fadas para os sequestradores mentais.


A história humana está repleta de debates entre crenças, descrenças e convicções de toda natureza.


Em muitos desses embates, o que deveria ser um convite à reflexão acaba se transformando em uma disputa para decidir quem possui o monopólio da verdade.


E é justamente aí que mora um dos maiores perigos: quando a busca pelo conhecimento cede lugar à necessidade de recrutar seguidores.


Pensadores genuínos apresentam ideias, argumentos e questionamentos.


Eles provocam, desafiam e até incomodam.


Mas não exigem rendição intelectual.


Seu objetivo não é ocupar a mente alheia, mas estimular cada pessoa a explorar a própria capacidade de raciocinar.


Afinal, uma ideia forte não precisa de algemas; basta que seja examinada com honestidade.


O problema surge quando abandonamos o esforço de pensar por nós mesmos.


A preguiça intelectual cria um terreno fértil para aqueles que desejam transformar opiniões em dogmas e dúvidas em heresias.


Nesse ambiente, não faltam líderes, influenciadores, ideólogos ou pregadores dispostos a fornecer respostas prontas para perguntas complexas.


E quanto menos reflexão existe, mais fácil se torna o trabalho dos sequestradores mentais.


Não importa se o discurso vem vestido de religião, ciência, política ou filosofia.


O risco aparece sempre que alguém exige adesão incondicional em vez de reflexão crítica.


A liberdade de pensamento não consiste em concordar ou discordar desta ou daquela visão de mundo, mas em preservar a capacidade de examinar argumentos sem terceirizar a própria consciência.


Talvez o maior antídoto contra qualquer forma de sequestro mental seja a coragem de conviver com perguntas difíceis.


Quem pensa por conta própria pode até mudar de opinião diversas vezes ao longo da vida, mas permanece dono da própria cabeça.


E isso vale mais do que qualquer certeza emprestada.


No fim das contas, o escuro e a luz podem até render metáforas bem interessantes.


O verdadeiro perigo, porém, está em fechar os olhos e entregar a lanterna para outra pessoa pautar a nossa caminhada.

Só tropeçamos no infortúnio de achar que não podemos fazer nada pelo outro até descobrirmos que podemos fazer o Melhor: orar!

Vivemos em um tempo que valora excessivamente a ação visível.

Quase sempre somos levados a acreditar que ajudar alguém significa, necessariamente, resolver todos os seus problemas, oferecer recursos, abrir portas ou encontrar respostas imediatas.

Quando não conseguimos fazer nada disso, somos tomados pela sensação de impotência, como se nossa presença e nossa preocupação não tivessem valor algum.

E é justamente nesse ponto que tropeçamos.

Não por falta de boa vontade, mas por acreditar que o auxílio humano é o limite de todas as possibilidades.

A oração nos convida a enxergar além dessa ilusão.

Ela não é uma fuga da realidade, nem um consolo para quem não pode agir.

Ao contrário, é um reconhecimento humilde de que existem situações que ultrapassam nossas forças, nossa compreensão e nosso alcance.

Quando oramos por alguém, colocamos diante de Deus aquilo que nossas mãos não conseguem tocar e aquilo que nossas palavras não conseguem curar.

Há circunstâncias em que uma ajuda material é necessária e até indispensável.

Mas há também batalhas travadas no silêncio da alma, medos e dores escondidas atrás de sorrisos e caminhos obscurecidos por dúvidas que nenhum conselho humano consegue iluminar plenamente.

Nesses momentos, a oração deixa de ser o último recurso e passa a ser o primeiro gesto de amor.

Orar é dizer ao outro, mesmo sem palavras: “Você não está sozinho.”

É transformar preocupação em intercessão, aflição em esperança e carinho em confiança.

É reconhecer que, enquanto nossos limites são evidentes, a ação divina não conhece fronteiras.

Talvez nosso maior engano seja pensar que orar é fazer pouco.

Quem compreende a profundidade da fé sabe que orar é participar de algo maior do que si mesmo.

É semear no invisível, acreditando que Deus trabalha onde nossos olhos não alcançam.

Por isso, quando a vida nos colocar diante de alguém cuja dor não podemos remover, cujo problema não podemos resolver ou cuja jornada não podemos percorrer em seu lugar, lembremo-nos: não estamos de mãos vazias.

A oração é e continua sendo uma das mais nobres expressões de amor, porque entrega ao cuidado de Deus aquilo que o coração humano, sozinho, não consegue sustentar.

Quando pensar que não pode fazer nada por alguém, faça o melhor que pode: ore!

⁠⁠⁠Se até o Barulho das nossas Lágrimas chega aos Céus, imagina o Barulho da nossa Oração!




Façamos Barulho!?!




Há quem pense que Deus só ouve palavras perfeitamente organizadas, discursos eloquentes ou orações longas.




Mas a história da fé sempre revelou outra verdade: o Céu reconhece sons que a Terra nem sempre consegue explicar.




As lágrimas silenciosas têm voz!




Elas denunciam a dor que a boca já não consegue traduzir.




Gritam quando o coração está cansado, quando a esperança parece pequena e quando a alma insiste em permanecer de pé, mesmo ferida.




E, se até esse silencioso barulho alcança os Céus, quanto mais a oração que nasce de um coração rendido e machucado.




Orar não é informar a Deus sobre aquilo que Ele desconhece.




Ele sabe de todas as coisas!




É declarar que, apesar das circunstâncias, continuamos acreditando que existe um Deus capaz de transformar o que parece impossível em testemunho, o deserto em caminho e a espera em propósito.




O mundo faz barulho para espalhar medo, desesperança e confusão.




A fé faz barulho para anunciar confiança, esperança e vida.




Cada oração sincera rompe o silêncio da resignação.




Cada joelho dobrado desafia a lógica da derrota.




Cada “amém” pronunciado com convicção ecoa muito além das paredes ou abismo onde foi dito.




Talvez o milagre que esperamos ainda não tenha acontecido porque estamos ouvindo mais o barulho do mundo do que o da nossa própria fé.




Então, que nossas orações sejam mais altas do que nossos medos.




Que nossa confiança fale mais forte do que nossas dúvidas.




E que nossa esperança nunca se cale diante das “impossibilidades”.




Porque, se até o Barulho das nossas Lágrimas chega aos Céus… imagine o Barulho da Nossa Oração.




Façamos barulho!?!




O Céu continua nos ouvindo!




Amém?!?

Ser Cristão é transpor qualquer coisa na vida, até mesmo a morte, nada vai além da vontade de Deus, e Jesus foi exemplo nisso

Flor combina com tudo, até comigo...

Depois de algumas feridas, a mente aprende a desconfiar até daquilo que poderia fazê-la feliz. O medo de conhecer alguém novo nem sempre nasce da falta de amor, mas da lembrança da dor que um dia já foi chamada de amor.


-Jouberth Toffoli

A memória não é uma qualquer,
sabe para quem ou não dar palco;
foi testemunha do tempo
de ateliês de portas abertas.


​Por ela ninguém foi esquecido:
a memória está íntegra,
sabe o que é ter subido e descido
o Morro de Santa Teresa
para pular Carnaval no bloco
no Largo das Neves.


​A memória sobreviveu,
e por dentro continua ainda mais viva
recordando que chegou a ir
sob chuva e fogo seja para ir na gira
ou para dançar Jongo
no quintal de uma casa desconhecida.

"Para quem vive a vida em cercados
Até a terra parece plana"

Até quando abusareis da paciência da pátria? Não há maior impiedade do que trair o bem comum para saciar o ódio partidário. Ao aplaudir o tarifaço que pune o trabalhador brasileiro, o legislador abdica de seu dever sagrado com a República. O verdadeiro cidadão defende o solo contra as ameaças de fora; aquele que prefere ver a pátria sangrar apenas para ver o rival cair não é um homem de Estado, mas um desertor da virtude."

“O deboche só dura até o resultado vir,
ai você passa de louco, para gênio.”
@Suedson_Corey