Ate o Mel mais Puro em um Recipiente
A maior prova de amor é a cumplicidade
Pela luz dos olhos teus,
nasce um amor que não se explica,
um amor tão puro, tão imenso,
que me faz querer ser mais, só por merecer o teu tudo.
Ainda bem que amar também é cuidar,
e que a maior forma de cuidar de um homem
é nunca deixar que ele duvide do lugar
que ocupa no teu coração,
porque o amor, ah, o amor é certeza,
é porto, é chão.
Cadê os apaixonados?
Pra quê poetas, se agora tenho você?
Milhares de olhares me cercam,
mas o meu… ah, o meu busca apenas o teu,
porque é ali que o mundo faz sentido,
é ali que a vida acontece.
Ah, a beleza que existe em você…
não é só a beleza que os olhos enxergam,
é a beleza que se sente,
que me invade e transforma,
que faz o mundo inteiro se encher de luz,
como se o universo tivesse sido criado
apenas para guardar o teu sorriso.
E o amor que você traz é como o verão,
não apenas quente, mas vivo,
um calor que não queima, mas acolhe,
como o pulsar de dois corações
que dançam no mesmo ritmo.
Você é o verso mais bonito que eu já escrevi,
e o arrepio que corre em mim,
toda vez que penso em nós,
é a maior prova de que amar é entregar-se,
é viver na cumplicidade que só quem ama de verdade entende.
A promessa e o ponto final
No começo,
o mundo era um sim.
Um sim com emojis,
respostas rápidas
e uma sede de futuro
tão doce que até o tempo queria parar pra assistir.
Vendia-se o amor a prazo,
com entrada emocional e juros de reciprocidade.
Falava-se em planos,
como quem monta uma casa
antes de saber se o terreno é firme.
E eu, ingênuo comprador de ilusões,
assinei com o coração.
Mas veio o silêncio.
Não o poético, o denso,
mas o silêncio burocrático das desculpas,
dos "hoje não",
dos "tá corrido",
dos "não posso nem no primeiro encontro".
E eu pensei:
como é possível construir castelos
sem ao menos visitar o terreno?
Era indisponível.
Mas isso,
só depois.
Depois da propaganda afetiva,
de um trailer bonito de nós dois
que nunca virou filme.
Fiquei com os créditos
e nenhuma história.
No fim,
não houve começo.
Houve só vontade vendida
sem entrega.
E eu aprendi:
há quem diga "vamos",
mas vive parado no "não posso".
A Parábola da Rosa e do Jardim
Havia um homem que caminhava por um campo florido e, certo dia, viu uma rosa selvagem desabrochando com toda a sua beleza. Era livre, viva, e exalava um perfume que não se encontrava em nenhum outro lugar. Ele se encantou profundamente.
Quis então levá-la para casa, para que fosse só sua. Arrancou-a com as próprias mãos, cortando suas raízes, e a colocou num vaso bonito. Mas, com o tempo, a rosa começou a murchar. Sem a terra que a nutria, sem o vento que a acariciava, sem o sol que a despertava, ela perdeu sua cor, sua força, sua essência.
O homem, frustrado, dizia:
— Por que você não floresce mais? Eu te rego, te cuido, te mantenho protegida.
Mas a rosa, se pudesse falar, teria respondido:
— Você me amava ou amava a ideia de me possuir? Eu nasci para o campo, para o risco da chuva e a liberdade da manhã. Você confundiu o encantamento com controle, o amor com captura.
Moral da história:
Algumas pessoas não querem se conectar, querem capturar. Confundem sentimentos com posse, cuidado com domínio. Mas o verdadeiro amor não arranca a flor do jardim — ele aprende a visitá-la, a respeitar o seu tempo e o seu espaço, mesmo que nunca a leve para casa.
Livro da Vida
Imagine ler um livro sem páginas de volta,
onde cada linha é única,
cada escolha — tinta sem correção.
Com quanta atenção você o leria?
Com que cuidado deixaria seus traços,
sabendo que o ontem não se relê
e o agora é o único capítulo em aberto?
Isso é a vida:
um livro que só se escreve para frente,
onde o ponto final não avisa que está chegando,
e o sentido está entre as entrelinhas que você ousa viver.
Às vezes penso que sou um tipo raro de pessoa ou uma anomalia diante de outros costumes e tradições de outros seres.
Aquele que amigo que conversa com você, sempre se exaltando, lhe ver como degrau e Não como um amigo.
É necessário gerar o caos desconstrutor dentro de si,sofrer extrema pressão, Para que através de um cisco possa se acender um espírito vulcânico cristão
O Conto da Tulipa
Era uma vez um coração que, mesmo calejado, ainda pulsava com a esperança de um jardim.
Entre tantos espinhos, ele sonhava com uma flor - não qualquer flor, mas uma tulipa.
Singela, delicada, mas firme.
Nascida não por acaso, mas por destino.
A vida, com suas voltas silenciosas, traçou caminhos tortuosos.
O coração caminhou por invernos e verões, carregando em si a memória de algo que ainda não havia vivido, mas que, de alguma forma, já reconhecia.
E então, um dia comum ou talvez um dia mágico disfarçado de comum ela surgiu.
Como se o universo abrisse um portal breve entre o acaso e o eterno, ali estava a tulipa.
Não era extravagante, não era barulhenta.
Era sutil, como o toque do vento na pele.
Mas seu perfume atravessava as paredes da alma.
Ela não precisava dizer: o olhar falava, os gestos escreviam versos no ar.
O coração, antes desconfiado, se dobrou sem resistência.
Pois amar aquela flor era como respirar depois de muito tempo submerso.
Era como lembrar-se do próprio nome ao ouvi-lo pela primeira vez.
Juntos, criaram um jardim onde palavras se deitavam como sementes, e gestos brotavam em árvores de afeto.
Houve dias de sol e tempestades também - mas até a chuva parecia poesia quando caía entre os dois.
E se o mundo os viu como apenas mais um casal, o coração sabia: aquela era a sua primavera eterna.
A tulipa, que florescia até nos silêncios, era o amor com nome, pele, riso e alma. Era Alva Beleza Que Despertou - flor que nasceu para florescer no coração certo.
Não como parte do jardim, mas como o próprio motivo dele existir. A tulipa rara que, entre tantas, era a única.
E assim nasceu o conto - não o de fadas, mas o da flor que venceu o tempo, da alma que encontrou abrigo, do amor que não precisou de fantasia, porque já era milagre o bastante ser real.
Fim.
Para quem não tem propósito
Meu propósito não é um ponto fixo,
é um plano em construção.
Não busco um fim,
eu desenho caminhos.
Como o rio,
não importa onde começa ou termina —
importa o que cria enquanto flui.
Levo ideias, traço sentidos,
dou forma ao invisível.
Se há um segredo, é este:
não espere encontrar, cuide das suas águas.
Como pode alguém odiar um ser humano de outra raça sabendo que Deus vive e respira em todas? Somos americanos, indianos, etc., por pouco tempo; mas somos filhos de Deus para sempre. A alma não pode ficar confinada em limites traçados pelo homem: sua nacionalidade é o espírito e seu país é a Onipresença.
Como pode alguém odiar um ser humano de outra raça sabendo que Deus vive e respira em todas? Somos americanos, indianos, etc., por pouco tempo; mas somos filhos de Deus para sempre.
No Brasil, quem ganha R$ 46 mil por mês tenta convencer quem vive com um salário mínimo de R$ 1.518 que o inimigo é o pequeno empresário que mal tira R$ 5.700 mensais.
Caminho Além da Ilusão
Certa manhã, à beira de um rio nas montanhas, uma jovem encontrou o velho mestre que recolhia água com seu discípulo.
Ela fez uma reverência e disse em voz baixa:
— Mestre, há muitos dias venho ao templo. Meu coração se voltou para seu discípulo. Desejo ser vista por ele. Como posso me aproximar?
O mestre encheu o balde antes de responder:
— Para ser vista por quem caminha, é preciso caminhar. Quando o coração está apegado ao fruto, não percebe a árvore que o sustenta.
A jovem hesitou, depois perguntou:
— Então, se eu seguir seu caminho, ele me amará?
O mestre olhou para a correnteza e disse:
— Quando seus passos estiverem no mesmo lugar que os dele, talvez já não deseje mais o que hoje deseja.
Ela se calou. E ficou.
No início, permaneceu no templo acreditando que, ao purificar-se, poderia conquistar seu coração.
Os dias tornaram-se meses. Os meses, estações. A jovem passou a servir no templo, a ouvir os ensinamentos, a observar em silêncio. Meditava ao amanhecer. Foi sendo transformada pelo próprio caminho.
Certa manhã, voltou ao mesmo rio. Lá estava o jovem monge, recolhendo água. Ele a viu, sorriu com gentileza. Ela apenas inclinou a cabeça em respeito — e seguiu andando.
Naquela noite, procurou o mestre e falou com voz serena:
— Mestre… por muito tempo acreditei que amava aquele que caminhava ao seu lado. Mas hoje entendo: eu queria tirá-lo do caminho, como quem colhe uma flor por achá-la bela demais para deixá-la onde está.
— Meu desejo era o do ego: guardar para mim aquilo que brilhava, temendo que outros vissem. Confundi amor com posse, presença com pertencimento. Queria segurá-lo como quem arranca uma flor da terra, sem perceber que, longe do seu solo, ela murcha e morre.
— Hoje, basta-me vê-lo florescer.
O mestre assentiu com os olhos fechados e respondeu:
— Quando o ego silencia, o coração vê com mais clareza. E já não deseja tocar o que pode apenas contemplar.
Cada um oferece o que tem
Tu tem amor
Ofereça-o por favor
E se o ódio mora em ti
Que não te deixes consumir
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