Ate o Mel mais Puro em um Recipiente
Eu só quero poder acreditar em Deus, cara.
Do meu jeito, à minha maneira e com um objetivo real e prático. Sem nenhum religioso fanático, me dizendo o que eu não posso fazer. Sem nenhum cientista lunático, me dizendo o que eu devo fazer.
Faço um esforço tremendo,
Para crer em tudo que digo,
Discordo de tudo o que dizem,
Contudo, não diga nada a ninguém.
Inominado Forasteiro
Foi o semideus
Que incendiou o limbo,
Um ateísta santo
Que afogou os mitos.
Violando belas ordens
Sem consentimento,
Profanador congênito
Inebriando-se ao relento.
Partiu faminto e enfermo
Ao Gulag desértico,
Lançado em cova rasa
Por tuas heresias.
Após ser condenado
Por teus ensinamentos,
Salvou povos santificados
De tuas convenientes tiranias.
O extremo ermitão
Em solo trivial,
Derradeiro eremita
Do solilóquio corriqueiro,
Ateando tuas máximas
De teor espiritual,
Foi mencionado como
O Inominado Forasteiro
O derradeiro eremita
Do solilóquio corriqueiro,
Foi mencionado como
O Inominado Forasteiro.
Für Matchenka
Sei que poderia escrever uma frase,
Uma dedicatória, um texto, uma música,
Um conto, uma crônica, um poema ou poesia,
Um relato, reflexão, trova, divagação ou
Singelos pensamentos avulsos para ela.
Porém, não chegariam nem próximo,
De um muito-mais-que-merecido agradecimento,
Pelo fato, de que sem ela, eu não haveria de existir.
Todavia, graças a ela existo e por ela insisto,
Que sou tudo aquilo que fizeste de mim.
"Merci Matchenka".
Nas Crônicas de um Espelho Meu,
Bobeiras de uma comédia trágica.
Nas Crônicas de um Espelho Meu,
Bobagens de uma tragédia mágica.
Naturalmente superiores,
Quase que como um sétimo sentido;
Pois o sexto, já fora acima referido, Sendo algo próximo
Da autopromoção inconsciente.
Não que fosse um problema para ela,
Pois parecia tratar-se de uma aliada,
Das atitudes que constrangem outros
E jamais a constrangiam;
Um amigo me perguntou porque eu sou de Esquerda, sendo um filósofo, poeta, escritor, comunicólogo e professor; e eu disse: por isso.
Da série Morte da Razão:
No País das Armadilhas, existiu um rato marqueteiro que se travestia de leão
[Tovarishchi]
Tive alguns na vida,
Uns eram de uma cor
Outros de outras,
Uns de um gênero
Outras de outros,
Variaram em estatura
E formato também,
Divergiam em crenças
E pontos de vista,
Uns torciam prum time
Outros proutros.
Houve quando foi mais
Que amizade,
Houve quando foi menos.
Teve atração e distanciamento,
Teve afinidade,
Houve ressentimento
Mentira e honestidade,
Existiu irmandade,
Teve até omissão,
Pelejas primorosas,
No entanto houve perdão,
Respeito e lealdade
Mas esquecimento nenhum.
Agora ouve o que eu digo,
Todo mundo alguma
Vez na vida,
Em alguma medida,
Teve ao menos um,
Camarada.
Munida de imprevistos anatômicos,
Despojada das verossimilhanças,
Portadora de um grupo muscular glúteo
Severamente avantajado;
No indiscutível valor,
De uma composição,
Consiste um fator,
Uma definição:
A dedicação e
A dedicatória.
Não obstante, acredito
Ou ao menos tenho um leve espasmo,
Mas talvez nem isso,
De que foi em minha infância
Que tal patologia me aplacou.
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